Meia Maratona de Colônia – Resultado 13/outubro/08
Postado por podcorrer em: Provas , trackbackCaros Amigos Corredores,
Fico muito feliz em contar que atingi minha principal meta deste ano! Fui, corri e venci! Sim, considero uma vitória ter concluido em perfeitas condições a 3ª Meia Maratona de Colônia na Alemanha (3. Sparkassen-HalbMarathon Köln) no dia 05 de Outubro de 2008.
Resumindo, percorri os quase 21,1 Km da Meia Maratona em 2h27m11s e cheguei em bom estado aeróbico e sem nenhuma lesão.
Tempo Líquido: 02:27:11
Tempo Oficial Bruto: 02:53:11
Classificação Geral: 7972
Classificação Faixa: 1100
Ritmo Médio: 6:58 min/km
Agora, se quiser saber dos detalhes e de toda história, continue lendo.

Foto da Chegada
Fui acompanhado da minha fiel escudeira, minha esposa, que apesar de estar com quase 7 meses de gravidez, aguentou firme o tranco da viagem toda. Nosso plano era ir diretamente para a Alemanha e depois da corrida passar uma semana conhecendo também Amsterdam e Londres.
Decolamos na quinta-feira (02/10) à noite e após 12 horas de vôo chegamos em Frankfurt, de onde pegamos um trem (daqueles ultra rápidos que chegam a 300 Km/h) para Colônia. De porta a porta, a viagem custou-nos 17 horas. Dai surge a primeira dica se você está pensando em viajar para fazer uma corrida internacional: planeje-se para chegar com pelo menos 2 dias de antecedência. O cansaço provocado pela viagem longa de avião e a diferença no fuso horário (+5h) atrapalham bastante, atrapalhando sua alimentação e o sono. Outro ponto importante: beba muita água! Passar várias horas no ambiente seco do avião provoca desidratação.
No sábado, fomos retirar o kit do atleta no KölnMesse, um enorme centro de convenções lá em Colônia. Ao entrar no pavilhão já percebi a primeira diferença de uma corrida no primeiro mundo. A retirada do kit era um mega evento, uma enorme feira. Muito material esportivo, vários estandes de muitas marcas e patrocinadores (Puma e Ford eram os principais). Aproveitei para comprar uma calça de corrida, pois ao sentir o clima por lá comecei a mudar de idéia em relação ao traje para a corrida. O frio variava entre 6ºC e 11ºC de máxima e a previsão indicava chuva para o dia da corrida. O kit era bem legal, com bastante material promocional, uma revista com todos os detalhes da corrida e a camiseta Puma.
Havia planejado fazer um treino leve no sábado, mas sentia-me cansado ainda e desisti. A noite resolvi fazer o trajeto do hotel até a largada, para evitar imprevistos. As regiões principais da cidade ficam totalmente fechadas para trânsito durante todo o dia da Maratona, assim ir de táxi ou de carro para a largada, nem pensar. A única alternativa era ir de metrô e bonde. Assim, resolvi ensaiar a ida pois precisava combinar duas conduções e não queria nenhuma surpresa no dia. Ai vai o outro conselho: planeje bem a ida e entenda as restrições de transporte no dia e local da corrida.
Após uma noite de ansiedade e pouco sono, acordo cedo, tomo um café leve e rápido no hotel e lá vou eu! O frio estava pegando. A temperatura era de 6ºC e o céu estava escuro ainda. Decidi não levar nenhum tipo de casaco pois não queria ter que usar um guarda-volumes e perder tempo na chegada e na saída.
Pego o primeiro metrô e vou para a parada do bonde que me levaria a largada. Aí a primeira surpresa. A linha está suspensa devido à maratona. Eram 7h40 e a largada seria as 8h30. Vi vários atletas indo a pé dali, então fiz o mesmo. Aproveitei e fui em trote leve, já fazendo o aquecimento.
Cheguei no local por volta das 8h15 e de longe já se ouvia a música e a animação do pessoal. Fiquei muito surpreso com a quantidade de corredores. Visto que a menor distância do evento era 21Km, surprendeu-me que houvesse 10.000 inscritos. Depois fiquei sabendo que mais de 8700 pessoas concluíram o percurso da meia maratona.
A largada da Maratona completa seria somente as 11h e outras 10.000 pessoas estariam ali novamente. O evento contava com outras modalidades bem interessantes. Havia uma corrida de 42Km de patins, outra com uma espécie de bicicleta onde se usam as mãos para pedalar, além de uma ultra-maratona de 105 Km circulando por toda a cidade.
A largada da prova foi em ondas, processo que ajuda muito a evitar tumultos no início da prova. Seria bem interessante se os organizadores aqui no Brasil utilizassem, também. Dessa maneira, os blocos de corredores (eram 7 blocos, além do bloco de elite) largavam e o pessoal segurava o próximo bloco por alguns minutos. Procurei o meu bloco e fiquei aguardando.
A cada onda o pessoal ia se animando mais. Cada bloco passava por uma contagem regressiva. A música (ritmos bem germânicos) ficava mais intensa e a adrenalina subindo. Já não sentia tanto o frio. A esta altura a danada da chuvinha ameaçava cair. Alguns pingos tímidos caíam.
Finalmente, depois de mais de 25 minutos, chegou a minha fez de atravessar o portal da larga. Chegou a hora, pensei eu. É agora! Vamos em frente! Haviam se passado 8 meses desde um almoço de negócios em Colônia onde apostei com alguns amigos alemães: se todos ali presentes concordassem em iniciar um treinamento de corrida, eu me comprometia a vir correr a maratona em outubro. Alguns desistiram, outros adoeceram pouco antes, mas eu estava lá! Demorei alguns meses pra começar o treinamento, mas no final de maio/08 resolvi tomar vergonha e me preparar para não fazer feio em solo estrangeiro!
Colônia (Cologne em inglês ou Köln em alemão), a quarta maior cidade da Alemanha, com pouco menos de 1 milhão de habitantes, é espetacular para correr. Fiquei muito contente de fazer a minha primeira meia maratona por lá. Primeiro, é uma cidade totalmente plana. Além disso, a cidade é linda. Você corre o tempo inteiro observando igrejas e prédios muito bonitos e muito antigos. E o melhor de tudo é a população local aprecia muito o evento e sai as ruas para torcer pelos corredores. É muito bom sentir a energia positiva que as pessoas passam e você acaba se animando. Em vários pontos do trajeto existem arquibancadas para o pessoal torcer. Levei uma câmera portátil e tentei tirar algumas fotos durante a corrida.
Tal qual havia feito ao percorrer os 19Km na Maratona de Revezamento do Pão de Açucar, duas semanas antes, o objetivo principal era concluir o percurso e chegar inteiro, sem lesões. Não estava preocupado com o tempo. Nem podia, visto que essa era apenas a minha segunda prova com cerca de 20Km.
Assim, comecei correndo lentamente de olho na freqüência cardíaca. Toda vez que chegava próximo aos 180 bpm, reduzia o ritmo. Não queria forçar o sistema para não faltar energia no final. Aqui vai minha próxima dica: observe sempre os sinais do seu corpo! Procurei fazer checagens regulares de tudo: respiração, pernas, joelhos, pés, articulações em geral, tensão nos ombros e assim por diante. Cada vez que observava algo errado, corrigia.
Fui muito bem até o Km 8, realmente passeando, observando a paisagem e tirando fotos. Lá pelo Km 9 ou 10 comecei a sentir o esforço e foquei mais na corrida e na estratégia. Cruzei a metade do percurso com 1h07m. Mas fui perdendo velocidade.
Os postos de hidratação estavam bem posicionados e ofereciam água, chá gelado, isotônico e bananas em pedaços. Nem precisei usar os carbos que havia levado. Preferi comer as bananas quando foram oferecidas. Mais uma boa idéia para ser aproveitada por aqui. Lá pelo Km 14 a chuva começou e apertou.
Passando um pouco dos 19 Km finalmente já estávamos a caminho do rio Reno novamente. A largada havia sido na margem leste do rio e quase todo o trajeto da corrida era na marge oposta. Não via a hora de atravessar logo a ponte (a única subida leve da prova) pois assim saberia que a chegada estava perto.
Para meu desespero o percurso virou a esquerda e fomos em direção a estação central de trem e, portanto, afastando-nos da ponte. Entramos nas ruas estreitas do centro comercial da cidade e poucos metros depois a melhor visão da prova: saímos de cara com a Kölner Dom (Catedral de Colônia), o principal cartão postal da cidade.
Foi emocionante. Essa igreja imensa e exuberante, começou a ser construída em 1248!! Tem estilo gótico e levou mais de 600 anos para ser concluída. Por sorte, escapou de vários ataques durante a segunda guerra. A igreja possui duas torres de mais de 150 metros. Por lei, nenhum prédio mais alto que as torres pode ser construído na cidade, assim você vê a Dom de praticamente todos os pontos da cidade.
Finalmente, depois de sair da praça da catedral, fomos direto para a ponte sobre o rio Reno e logo depois cruzei a linha de chegada. A única coisa que estava me incomodando eram bolhas nos arcos de ambos os pés. Preciso descobrir um jeito de evitar isso, pois estava começando a doer. Fico imaginando que correr outros 21 Km com essa dor não seria nada agradável.
Após cruzar a linha da chegada fomos conduzidos ao corredor de recepção dos atletas. Mais uma vez um exemplo a ser seguido por aqui. O corredor era composto por muitos estandes. Logo no início vários voluntários entregando as medalhas, com um toque gentil e bem agradável: as pessoas colocam a medalha em você e lhe parabenizam. Depois, outro pelotão entregando cobertores sintéticos. O que ajudou muito, pois estava todo molhado e com bastante frio. Depois disso, passamos por vários estandes servindo várias bebidas: energético, coca-cola, suco de maça, água. E outros tantos com comida: salsichas (obviamente, não podiam faltar as wursts), pães, bolachas, barrinhas, sanduíches. E por fim, adivinhem? Eu sabia que veria isso, mas não deixei de me surpreender! CERVEJA! A vontade… muita, muita cerveja… tudo no melhor estilo alemão! Prost!!
Ainda estou processando as fotos que tirei por lá. Dentro de um ou dois dias publicarei no Flickr do PodCorrer.com, ok? Confira.
Bom, era isso. Desculpem-me pelo enorme post de hoje, mas realmente curti muito a experiência de participar de uma corrida internacional e estava entusiasmado para compartilhar com vocês. Espero que tenham gostado.
Agora pretendo intensificar mais os treinos e focar em provas maiores, visto que as próximas metas são completar a São Silvestre e correr uma maratona completa antes de junho/2009.
Vamos em frente!
Abraços,
Fortes
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Comentários»
Parabéns ! Good luck with the full marathon in 2009.
Show de bola! Muito maneiro! Continue correndo e escrevendo, muito legal!
Muito bom! parabens ae pela vitoria. Sabemos nós que são vitórias e vitórias atras uma da outra, poucos são os que acreditam e vão tão longe quanto o sonho quem nem voce foi.
Parabens.
Valeu, Faroffero!! Fique ligado no blog!
Abs,
Fortes
[...] ansioso e aprensivo com essa prova. Na verdade, desde Outubro do ano passado, quando participei da Meia Maratona de Colônia na Alemanha, não havia concluído nenhuma outra meia maratona ainda. Havia tentado no Ayrton Senna Racing Day [...]
[...] é sempre palco dos recordes mundiais da maratona. Além disso, gostei muito da alemanha quando fui correr a Meia Maratona de Colônia no ano passado. Certamente é um país que gostaria de revisitar. Percurso da Maratona de Berlim [...]
[...] correr com chuva intensa. Além de alguns treinos com chuva leve, em 2008 já tinha participado da Meia Maratona de Colônia e da Maratona de Revezamento Pão de Açucar sob chuva. Mas nada comparado a esta noite de sábado. [...]
[...] Estou muito satisfeito em compartilhar com vocês que atingi as três metas acima!! A prova foi excelente. Conclui a prova em 2h52m33s. Consegui manter o ritmo cadenciado e praticamente constante ao longo dos 25 Km. Não senti fadiga em nenhum momento. Cheguei inteiro ao final e ainda dei um sprint nos últimos 400 metros. Além disso, quando fechei a distância parcial de 21.1 Km (equivalente a uma meia-maratona) meu tempo era de 2h24m09s, mais de 3 minutos a menos do que o meu melhor tempo na distância, obtido na Meia Maratona de Colônia. [...]
[...] dicas do Prof. Dietmar Samulski, doutor em psicologia do esporte pela Universidade do Esporte em Colônia, Alemanha e diretor científico do Cenesp (Centro de Excelência Esportiva) em Belo [...]
Bom dia estou tentando ver as fotos da corridaA&R Autismo E Ralidade e nao encontro gostaria q vcs facilitacem um pouco p q possamos enco trar as fotos com maior facilidade mto obrigado.