Caribbean Sounds Race 8K – Washington, DC: Resultado 8/agosto/10
Postado por podcorrer em: Provas , envie comentárioAmigos Corredores,
Esse post ficou atrasado, mas antes tarde do que nunca. Compartilho com vocês como foi a minha experiência em mais uma corrida de rua feita fora do Brasil.
Como havia comentado antes, tive uma viagem a trabalho para Washington (DC), USA na metade de julho passado. Então resolvi aproveitar e fazer uma corrida por lá. Primeiro procurei na internet por provas que fossem acontecer no período em que estaria lá. Achei uma corrida chamada Caribbean Sounds Race que seria bem no domingo após a minha chegada. Na verdade eram duas provas. Uma no sábado e outra no domingo. Como chegaria no sábado a tarde, inscrevi-me na prova do domingo, que seria de 8K e aconteceria no Rock Creek Park, um parque florestal enorme dentro de Washington. A Caribbean Sounds Race é um circuito de corridas que acontece em várias cidades americanas, tais como Washington, Los Angeles, Baltimore, Chicago e outras.
Bom, aproveitei a viagem e comprei alguns importantes apetrechos de corrida: um par de tênis Asics Gel Evolution 5 (tênis tipo motion-control, ideal para meu tipo de pisada, pronador), um calção da Saucouny, uma camiseta Asics e uma calça e camiseta da CW-X (aquelas com faixas de compressão). Como sempre faço nessas viagens, já comprei tudo antes pela Amazon e mandei entregar no hotel. Esse fato, na verdade, salvou a corrida. Pois é, adivinhem? A companhia aérea perdeu a minha bagagem na ida!!! Puxa, sensação péssima. Cheguei numa cidade estranha e tudo que tinha era o que havia carregado na minha mochila. Logo de cara me dei conta que muitas coisas que precisaria estavam na mala perdida. Dentre outras coisas, algumas das coisas que iria precisar na corrida do dia seguinte: óculos de sol, cronômetro c/ frequencímetro e GPS, lentes de contato, fones de ouvido, iPod, etc…
Felizmente, assim que cheguei no hotel (depois de reclamar no aeroporto sobre minha bagagem perdida) já recebi as caixas com o material que havia comprado. Exceto pela falta de cronômetro, GPS, frequencímetro e as lentes de contato, tinha tudo lá para correr. Claro que não é o ideal você participar de uma corrida com tênis novo que nunca usou e roupas que não experimentou ainda, mas não tinha alternativa.
Dormi cedo na noite do sábado, para tentar descansar, e acordei as 6h00 no outro dia. Tomei café e peguei o táxi para ir ao local. Outra coisa que não deu tempo de fazer foi de ir ao local da corrida no dia anterior. Coisa que recomendo a todos que façam. Quando se está em lugar estranho, sempre é bom reconhecer o terreno antes e definir qual meio de transporte e quanto tempo você levará para chegar ao local da corrida.
Cheguei ao local da corrida com boa antecedência. Deu para pegar o número de peito e um kit bem simples, com uma revista Runners World, uma camiseta de algodão do evento, e uns panfletos de propaganda. A arena era bem simples. Logo vi que a corrida era pequena. Muito parecida com a corrida que fiz ano passado no Parque Palermo em Buenos Aires. Apenas algumas pequenas tendas. Tudo muito informal. Havia também um grupo de músicos tocando música caribenha, com aqueles tambores de metal. Muito legal.
Fiz o aquecimento e alongamento e esperei a largada. Não haviam mais do que umas 150 pessoas. Super tranquilo. Todo mundo muito animado. O clima estava bem agradável. Apesar do calor forte em Washington na época (peguei dias de mais de 40ºC!!), naquela hora da manhã ainda não fazia tanto calor. Estava em torno de uns 25ºC.
As 7h30m foi dada a largada e comecei a percorrer os 8 Km do percurso. Logo saímos da região da largada e entramos no parque mesmo. Todo trajeto era de asfalto, mas em volta havia muito mato. Muito gostoso de correr. As árvores praticamente fechavam a visão do céu e o ambiente era bastante úmido e com um delicioso cheiro de natureza. Foi muito agradável. Logo em seguida chegamos próximo a um rio e corremos uns 2 Km ao longo da sua margem.
Como falei era tudo muito informal. Não havia nem marcação de Km (ou milhas). Haviam apenas algumas pessoas da organização com placas escritas a mão indicando o caminho e indicando o ponto de retorno para quem iria correr apenas 5 Km. Nos postos de hidratação haviam um ou dois voluntário com bombonas de água servindo em copinhos. Os corredores paravam, batiam um papo, tomavam um copo de água e seguiam o caminho. Tudo muito relax!
Aproveitei o clima informal e também corri aproveitando a paisagem e curtindo o local tão diferente. Pensei como é gratificante o hábito de correr. Você vai para qualquer parte do mundo e aproveita a prática do esporte para conhecer novos lugares. E tudo que você precisa é um par de tênis, um calção e uma camiseta. Até mesmo naquela situação em que estava, com a mala perdida por ai, consegui aproveitar essa oportunidade de correr por ai.
Como não tinha cronômetro, nem relógio, fui correndo sem compromisso. O percurso tinha algumas descidas fortes e obviamente depois tivemos que subir tudo de novo. Outro detalhe. Não havia chip de cronometragem, também.
Depois de algum tempo comecei a reconhecer que estava retornando ao ponto de partida. Acelerei um pouco na última subida e cruzei a linha de chegada. Ai percebi que o pessoal estava anotando os números de peito e registrando os tempos. Ou seja, teríamos somente a medida do tempo bruto. Percorri os 8 Km da prova em 49m48s.
Voltei para a arena da prova para retirar minha sacola. Infelizmente não havia medalha de finisher. O pessoal da organização estava distribuindo água, melancia, laranjas e pão nas tendas. Fiquei por ali curtindo o som caribenho mais um pouco, alongando, e comendo laranja. Depois de uns 40 minutos voltei para o hotel. Missão cumprida. Mais uma corrida “internacional” no currículo!






