Ayrton Senna Racing Day – Relato do Thyago

Olá amigos do Podcorrer!!!

Apesar de ter conseguido baixar o meu tempo em quase 4 minutos (em relação a meia maratona Pão de Açúcar), sem dúvida essa foi a prova mais difícil que já fiz.

Um belíssimo dia, domingo passado. Muito sol, pouquíssimas nuvens no céu. Como sempre me preparo, acordei cedo, fiz minha refeição habitual e junto com minhas companheirinhas (esposa e filha) , fomos ao autódromo de Interlagos. Pegamos bastante trânsito (devido ao vestibular de uma faculdade localizada na avenida interlagos) e até pensei que chegaria atrasado. Mas, tudo certo, cheguei no horário.

Iniciei a prova e ao concluir a primeira volta, senti que a “coisa” não ia ser fácil. Percurso fechado, uma subida muito difícil, muito calor, foram alguns dos fatores que fizeram me sentir bastante cansado (nunca havia sentido tanto!!).

Ao iniciar a última volta, pensei muito em desistir. Senti muita sede e as caimbras começavam com muita força. Ao passar pela “terrível” subida, não suportei, tive que completá-la caminhando.
Bom, realmente concordo com o Fortes, participar de provas sem treino suficiente, torna-se muito difícil a conclusão de um percurso (principalmente como esse).

Amigos, mais uma vez, foi um prazer dar o meu ponto de vista quanto essa prova.

FORTES, não tem nada que pedir desculpas. Sei o quanto foi difícil concluir o percurso.

E vamos correr!!! 

Thyago Carvalho
thyago@podcorrer.com

Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar: O primeiro grande desafio

Olá amigos!!

É um prazer mais uma vez colaborar com o PodCorrer.com. Sem dúvida alguma, este blog tem sido de grande valia para os apaixonados por corrida e para aqueles que estão começando a se apaixonar (isso vicia, hein!! rsrs).

Bom, tive a oportunidade de domingo (21/09), participar da 16º Maratona de Revezamento Pão de Açúcar. Eu e o Fortes formamos nossa  equipe e corremos meia maratona cada um. Uma experiência inédita pra mim. Meu maior percurso havia sido 15Km (São Silvestre).

 

Thyagão na Pão de Açucar 2008

Thyagão na Pão de Açucar 2008

 

Sempre tive vontade de encarar uma distância maior mas, treinos irregulares, sem frequência, foram alguns fatores que contribuiram pra que eu ainda não tivesse feito.

Desde o ano passado, começei a me dedicar aos treinos e esse ano, tive uma motivação a mais, meu amigo Fortes também entrou nessa.

Treinando  assiduamente, comecei a participar de provas menores (9km, 10km, 12,5km), até que surgiu a oportunidade (e o condicionamento físico, é claro!!) de participar de uma meia maratona. Falei com o Fortes e ele também aceitou o desafio.

Domingo, 7:00 da manhã, frio, chuva, 1,2km a mais, quer mais ingredientes pra que isso seja realmente um desafio??? E lá estava eu, pronto pra fazer o primeiro trecho da prova.

No começo a grande quantidade de participantes, atrapalhou um pouco. Acho que a organização da corrida deveria repensar sobre o trecho dentro do parque. Caminhei durante um bom tempo pois, todos queriam passar pelo ponto de troca, achando que já naquele momento, era necessário.

Quanto ao restante do percurso, a sinalização de quilometragem, feita com as placas, poderia ter sido mais clara, tanto nas cores utilizadas, quanto na indicação do número de atletas. Poucos banheiros químicos a disposição também foi uma baixa.

Bem, deixando estes pontos de lado, fiquei muito contente em completar a prova. No momento em que passei o chip pro Fortes, veio a sensação de mais um desafio vencido. Comparei muito essa corrida com os desafios que encontramos em nossas vidas. Todos os dias, quando saímos de casa, seja para ir ao trabalho, escola, vamos para repetir gestos ou situações que em determinadas circunstâncias, nos desanima. Mas, sabemos que, se tivermos um objetivo, um foco, com certeza, encontraremos a motivação necessária para atingirmos o êxito.

E é assim que pretendo ano que vem, atingir meu novo desafio: completar uma maratona.

Pra quem tem acessado o nosso blog e acompanhado a superação do Fortes, fica aqui o convite para dar o ponta pé inicial, ou melhor, dar a passada inicial e começar a correr.

Sem dúvida, dessa forma você saberá que sensação é essa de completar uma prova!!!

Um grande abraço e podcorrer!

Thyago

 

 

Consumo de Calorias Durante a Corrida

De acordo com Mcardle (1992), a relação entre o consumo de oxigênio e velocidade da corrida é linear, ou seja, o custo calórico total para correr determinada distância é aproximadamente o mesmo, quer o rítmo seja rápido ou lento.

Quando corremos a velocidade de 10 Km/h uma determinada distância, será necessário o dobro de energia por minuto que ao correr a uma velocidade de 5 Km/h; entretanto o corredor completa o quilômetro em 6 minutos, enquanto será necessário o dobro do tempo se optar pela velocidade menor. Entretanto, o gasto energético tanto de um quanto a de outro é aproximadamente o mesmo.

Thyago Carvalho
thyago@thyagocarvalho.com

A Corrida na Esteira é Diferente Daquela Feita ao Ar Livre?

 

Será que a energia gasta com a corrida na esteira seria a mesma com a corrida ao ar livre?

Uma pesquisa realizada com 8 fundistas que correram nos dois meios, na mesma velocidade e nas mesmas condições revelou que do ponto de vista prático, não houve diferenças mensuráveis nas demandas aeróbicas da corrida submáxima (até 286 m/min), nem entre o consumo máximo de oxigênio medido em ambas as formas de exercícios nas mesmas condições ambientais.

Entretanto, ainda é possível que para as velocidades mais rápidas na competição de endurance (resistência), a influência da resistência do ar se torne considerável aumentando o custo em oxigênio da corrida na pista em comparação com a corrida estacionária.

Thyago Carvalho

A Musculação Melhora a Performance de Resistência?

Um estudo de 1988 do Dr. R.C. Hickson e colegas, na Universidade de Illinois em Chicago, investigou se adicionar treinamento de força poderia melhorar a performance de atletas de resistência. Os pesquisadores tinham 8 atletas de ciclismo e corrida de longa distância que adicionaram musculação aos seus programas de exercícios. Os atletas fizeram 3-5 séries de 4 exercícios para pernas, 3 vezes por semana durante 10 semanas. Depois de 10 semanas a força da perna aumentou 27% no agachamento de pernas, 37% na extensão de joelho e 25% na flexão de joelho. Porém, a musculação não ocasionou qualquer mudança no consumo máximo de oxigênio (VO2 máximo).

A resistência de curta duração foi medida com os atletas pedalando e correndo o mais forte possível por 4-8 minutos. Quando testados novamente depois do treinamento com musculação, os atletas elevaram o tempo para exaustão em 11% ao pedalar e 13% ao correr. De forma similar, o tempo que os atletas conseguiram pedalar em 80% do VO2 máximo aumentou de 71 minutos para 85 minutos depois do treinamento de musculação.

Porém, o efeito da musculação na performance da corrida não foi tão bom. Dois dos oito atletas ficaram lesionados e não foram capazes de completar a corrida de 10 km posterior às sessões de musculação. Nos outros seis atletas os tempos nos 10 km melhoraram de uma média de 42:27 para 41:43 depois do treinamento com musculação. Ainda que essa melhora não seja estatisticamente significativa, ela sugere que a musculação teve algum impacto positivo na performance da corrida.

 

Um estudo de 1995, publicado no Medicine and Science in Sports and Exercise, descobriu resultados similares a respeito do VO2 máximo. Dr. John McCarthy e colegas da University of Wisconsin-Madison Biodynamics Laboratory não encontraram elevação no VO2 máximo com adição de musculação ao programa de treinamento. Nesse estudo, homens adultos sedentários foram divididos em 3 grupos. Um grupo com musculação, outro com treinamento de resistência e o terceiro com uma combinação de musculação e treinamento de resistência. O VO2 máximo aumentou em 18% no grupo com treinamento de resistência e 16% no grupo com treinamento combinado. Portanto, nem esse estudo nem o da Universidade de Illinois encontrou elevação no VO2 máximo com adição de musculação ao programa de treinamento.

 

Porém, um estudo de 1994 na Universidade de New Hampshire encoraja fortemente a musculação para corredores de longa distância. O fisiologista do exercício Ron Johnston encontrou melhoras na economia de corrida depois de 10 semanas de programa de musculação. No estudo, 12 corredoras treinadas foram divididas em grupos para 10 semanas de treinamento. Um grupo continuou a correr e adicionou musculação 3 vezes por semana da parte superior do corpo, abdômen e pernas. O outro grupo só correu.

O grupo da corrida mais musculação melhorou a força da parte superior do corpo em 24% e a força das pernas em 34%. O VO2 máximo e limiar de lactato não foi alterado significativamente nos dois grupos, o que é consistente com os estudos já mencionados. A descoberta mais interessante foi que a economia de corrida melhorou significativamente no grupo com musculação, mas não se alterou no grupo só com corrida. A economia de corrida melhorou mais de 2% nas 3 velocidades de corrida usadas no estudo. Johnston explica: “musculação melhora a economia de corrida ou pela redução do movimento desnecessário ou porque pernas mais fortes permitem aos corredores a utilizarem mais as fibras musculares de lenta-contração mais econômicas.” Johnston não é apenas um espectador do esporte, tendo ganho a corrida de 50 milhas Maine em 1994.

A economia de corrida determina o quanto rápido você pode correr a um determinado nível de consumo de oxigênio. Uma vez que a quantidade de consumo de oxigênio que você pode manter durante uma corrida é determinada pelo limiar de lactato, sua economia de corrida realmente dita o quanto rápido você pode correr. Uma melhora de 2% na economia de corrida se traduz em uma elevação de 2% na velocidade da corrida, o que representa uma melhora de 48 segundos para uma corredor de 40 minutos nos 10 km!

Parece ótimo. Corra e faça musculação, corra mais rápido e ainda melhore sua aparência. Mas e se você detestar musculação?

Thyago Carvalho
thyago@thyagocarvalho.com

Reposição das Perdas Líquidas do Organismo

O corpo perde mais água do que eletrólitos quando você transpira abundantemente. A necessidade de reposição de água corporal é maior que a sua necessidade de eletrólitos, porque apenas através da reposição do conteúdo de água, os eletrólitos podem retornar às concentrações normais. Mas como seu corpo sabe quando isso é necessário?

Hidratação

Quando você sente sede, você bebe. A sensação de sede é regulada pelo hipotálamo. Infelizmente, o mecanismo de sede do organismo não mensura precisamente o seu estado de desidratação. Você somente sente sede, bem após a desidratação haver começado. Mesmo quando você está desidratado, você pode sentir desejo de líquidos apenas em intervalos intermitentes.

Hidratação

O controle da sede, não é totalmente compreendido. Quando permite-se beber água quando a sede exige, as pessoas podem necessitar de 24 a 48 horas para repor completamente a água perdida através da transpiração excessiva.

Por causa do nosso fraco impulso para repor a água corporal e com o objetivo de impedir a desidratação crônica, somos aconselhados a ingerir mais líquido do que o ditado pela sede. Em razão do aumento da perda hídrica durante o exercício, é imperativo que a ingestão de água pelos atletas seja suficiente para suprir as necessidades do organismo e é essencial que eles se reidratem durante e após um período de exercício.

Thyago Carvalho

A Refeição Pré-Competição

Durante anos, os atletas alimentaram-se com o tradicional bife, algumas horas antes da prova. Essa prática deve ter se originado da crença inicial de que os músculos consomem a si mesmos para fornecer substrato para sua própria atividade, e que o bife forneceria as proteínas necessárias para contrabalaçear essa perda. Sabemos agora, que o bife é provavelmente o pior alimento que um atleta pode ingerir antes de competir. O bife contém uma alta porcentagem de gordura, que requer várias horas para sua digestão completa.

Durante a corrida, o sistema digestivo compete com os músculos pelo suprimento de sangue disponível. Além disso, a tensão nervosa comumente é elevada antes de uma competição importante e por isso, nem o melhor bife pode ser consumido com prazer nesse momento. O bife seria melhor apreciado e apresentaria menor probabilidade de perturbar o desempenho do atleta se fosse consumido na noite que antecede a corrida ou após esta. Mas, se o bife está descartado, o que o atleta deve ingerir antes de correr?

Embora a refeição ingerida algumas horas antes da prova possa contribuir pouco com os estoques de glicogênio muscular, ela pode assegurar um nível de glicemia normal e impedir a sensação de fome. Essa refeição deve conter apenas cerca de 200 a 500 calorias e deve consistir sobretudo de alimentos à base de carboidratos que são facilmente digeridos. Alimentos como cereais, sucos e torradas, são digeridos rapidamente e não fazem com que o atleta se sinta repleto durante a prova.

 

Cereais

 

Em geral, essa refeição deve ser consumida pelo menos duas horas antes da corrida. A velocidade com que os alimentos são digeridos e os nutrientes são absorvidos pelo organismo é individual e, por essa razão, o momento da refeição pré-competição, depende das experiências prévias. É menos provável que uma refeição líquida pré-competição produza indigestão nervosa, náuseas, vômitos e cãimbras abdominais.

 

Gel de Carboidratos

 

Esses alimentos estão disponíveis comercialmente e em geral, revelaram ser úteis tanto antes, quanto durante a prova. Tal como qualquer alimentação pré-competição, no entanto, eles devem ser evitados na hora final que antecede a corrida.

Definir o tempo em que o atleta deve comer, quando eles devem participar de múltiplas atividades preliminares e finais, é frequentemente difícil. Nessas circunstâncias, uma refeição líquida, pobre em gordura e rica em carboidratos, pode ser um ótima solução.

Thyago Carvalho

 

Fonte:  Wilmore, Jack; “Fisiologia do esporte e do exercício”