Corrida de São Silvestre em Buenos Aires: Resultados

Isso mesmo, amigos corredores! Acabo de completar os 8 quilômetros da primeira edição da Corrida de São Silvestre de Buenos Aires, Argentina. Segundo o locutor oficial do evento, um dia histórico. Provavelmente o início de uma grande tradição aqui pelas terras portenhas.

Aproveito este momento histórico para retomar as atualizações aqui no PodCorrer. Fiquei três meses sem escrever!!! Foi o maior jejum do blog desde que ele foi criado, em 27 de maio de 2008. É como eu sempre digo. Criar um blog é a coisa mais fácil do mundo. O grande desafio é mantê-lo sempre atualizado e interessante.

Em setembro engajei-me em um novo projeto profissional que acabou consumindo todas minhas energias e horas disponíveis. Realmente ficou impossível manter a atualização rotineira do PodCorrer. Agora, uma das minhas resoluções de ano novo é justamente manter o blog em dia. Nesse período consegui manter os treinos dentro de um mínimo aceitável, e participei de algumas poucas corridas (Fila Night Run em Novembro e a Corrida de Natal da Corpore em Dezembro). Oportunamente vou fazer um post sobre essas provas.

Voltando a São Silvestre portenha. Minha grande frustração de passar o ano novo fora de São Paulo é de não poder participar da famosa e empolgante Corrida de São Silvestre. Participei da São Silvestre 2008 e gostei demais. De lá pra cá não tive oportunidade novamente. Neste ano já havia me programado para passar o Ano Novo aqui em Buenos Aires, pois tenho família aqui.

Medalha da Corrida de São Silvestre de Buenos Aires 2010

Medalha da Corrida de São Silvestre de Buenos Aires 2010

Eis que alguns meses antes de vir, meu primo me mandou um email comentando que haviam criado a São Silvestre de Buenos Aires. Puxa, era a ocasião perfeita para aproveitar a viagem e finalmente correr “por las viejas calles de Buenos Aires”. A outra única corrida que fiz aqui (os 10 Km de Buenos Aires em 2009) foi dentro do Parque Palermo.

Fortes na São Silvestre Buenos Aires 2010

Fortes na São Silvestre Buenos Aires 2010

A inscrição online foi fácil. Paguei com cartão de crédito e usei o número de RG brasileiro sem problema. O preço foi ótimo. Apenas 60 pesos argentinos, o que no câmbio atual equivale a pouco menos de R$ 28. Muito menos que a clássica corrida brasileira. O kit estava disponível nos dois dias que antecederam a corrida.

percurso sao silvestre buenos aires 2010

Percurso da Corrida de São Silvestre Buenos Aires 2010

Infelizmente meu primo ficou doente poucos dias antes da corrida e não pode participar. Fui com minha esposa e filha (a safadinha já está com dois anos agora e percorreu seus primeiros quilômetros no seu carrinho de bebê na Corrida Corpore de Natal – corri 2K com ela) em direção ao famoso Obelisco de Buenos Aires, onde estava montada a praça do evento. A largada e chegada aconteceu lá.

O calor estava forte, mais de 31ºC. Mas, felizmente, um vento forte e bem fresco ajudava a suportar o calor. A largada ocorreu na hora certa, as 16h00 local. Estimo que haviam entre 1500 a 2000 pessoas. A super larga Av. 9 de Julho acomodou confortavelmente essa pequena massa de corredores. Fiquei muito bem impressionado ao correr pela avenida mais famosa de Buenos Aires. Havia espaço de sobra. A organização da prova isolou as 14 pistas centrais da avenida, ainda deixando outras 8 disponíveis para o trânsito dos carros.

Fortes na São Silvestre Buenos Aires 2010

Fortes na São Silvestre Buenos Aires 2010

Não sei se existe outra avenida tão larga no mundo, mas sem dúvida essa é uma das mais largas. São quase mais de 100 metros de largura total, nos trechos mais largos.

O percurso teve duas pernas de pouco mais de 1K na 9 de Julho e depois entrou na Av. Yrigoyen e foi até o Palacio del Congresso de la Nación Argentina. De lá voltamos pela tradicional Av. de Mayo até a 9 de Julho novamente, onde percorremos uns 2.5 Km. Saímos a esquerda para a Av. Diagonal Norte e fomos para a sede do governo argentino, a Casa Rosada. Voltamos pela Av. de Mayo novamente e viramos a esquerda na 9 de Julho, finalizando o percurso após 400 m até o Obelisco.

Como não estou muito em forma e tenho tido um volume baixo de quilometragem semanal, resolvi fazer o percurso com média de 7 min/km. Comecei rápido demais, pois acompanhem o animo da galera. Percorri os 8 Km em 52’14″ (tempo não oficial), com média de 6’26″/Km. As parciais por Km foram:

KM 1: 5’57″ / KM 2: 6’15″ / KM 3: 6’06″ / KM 4: 6’47″ / KM 5: 6’47″ / KM 6: 6’56″ / KM 7: 7’19″ / KM 8: 6’06″

Não estou com meus recursos tecnológicos aqui durante a viagem (receptor do GPS Garmin para transferir os dados do relógio e nem com minha câmera fotografica para tirar fotos da medalha), mas publicarei o post com imagens e dados temporários. Depois atualizo com novos dados.

A organização só pecou em alguns detalhes. Acho que precisam acompanhar as corridas de São Paulo para melhorarem um par de coisas que deixariam a corrida perfeita.

  1. a água distribuida era a temperatura ambiente. ou seja, quente!! Não usaram gelo. Com o calor que fazia nas ruas isso realmente foi péssimo.
  2. a chegada é muito tumultuada. A distribuição de Gatorade se dava em uma fila única que se estendia até praticamente o arco de chegada, inclusive atrapalhando os corredores que chegam. Todas os demais produtos distribuidos: água, brindes (poucos – barrinhas e sucrilhos) eram em filas únicas. O ideia é usar portais múltiplos de distribuição, com várias filas. Isso distribui o fluxo melhor. A Corpore, por exemplo, faz isso sempre.
  3. o chip é foi fornecido com uma presilha plastica (aquelas de fixar fios) que impossibilita a retirada sem um alicate de corte. Isso obriga a organização a ter um monte de gente com alicates tirando os chips e trocando pelas medalhas. Tempo que se perde desnecessariamente. Basta fornecer presilhas como aquelas de amarrar saco de pão de forma.
  4. por fim, o trânsito não estava interrompido em algumas ruas transversais e os carros esperavam os corredores passar para atravessar. Um perigo desnecessário. É importante um isolamento adequado do trânsito.

No mais estava tudo ótimo. Adorei correr pelas ruas históricas de Buenos Aires. Apesar de estarem muito descuidadas ultimamente. Tenho percebido nos últimos anos uma deterioração enorme no estado de conservação da cidade. Mas sempre é um prazer estar por aqui. Juntar isso com o prazer da corrida foi ótimo para encerrar o ano.
FELIZ ANO NOVO!!!

Muitos KM de felicidades a todos em 2011!

Corrida Corpore de Natal 2009: Resultados

Amigos Corredores,

Com a agitação das festas de fim de ano acabei não conseguindo compartilhar, com vocês, o relato sobre a minha participação na Corrida Corpore de Natal 2009 que ocorreu na Cidade Universitária da USP em 19 de Dezembro. Antes tarde do que nunca. Não quero deixar passar em branco esse evento, pois marcou a minha volta as corridas de rua após 139 dias de recuperação da lesão no calcanhar que tive em Agosto/2009.

Medalha Corrida Corpore de Natal 2009

Medalha Corrida Corpore de Natal 2009

Fiquei muito contente em poder fechar o ano com chave de ouro, garantindo o meu retorno seguro e saudável as provas de rua. Digo isso porque tenho certeza que executei todo o processo de recuperação com bastante paciência e seguindo rigorosamente as instruções do traumatologista e do treinador. Destaco que o apoio e orientação do meu treinador, Alberto da BR Esportes,  (nosso colaborador aqui no PodCorrer) foram cruciais para o sucesso da recuperação.

Claro que não fiquei todos estes 139 dias sem treinar. Pelo contrário, esforcei-me ao máximo para manter a rotina de treinos. No início apenas com exercícios de baixo impacto: natação, caminhadas, transport, spinning, etc. Depois de quase 80 dias sem correr, finalmente voltei a praticar treinos de corrida. Iniciando bem de leve, intercalando caminhadas e corridas. Primeiro na esteira e depois, voltando lentamente às ruas. Quem acompanhou no Twitter, onde relatei a minha rotina de treinos, percebeu que fui subindo lentamente a intensidade dos treinos até estar apto a correr pelo menos 5 Km sem interrupção.

Vale deixar bem claro que todo período do treinamento de recuperação foi absolutamente sem dores. Ou seja, fica claro que recuperei o volume de treinos a medida que o corpo estava apto a suportá-lo. Entendam bem, não estava correndo pouco porque a dor impedia. Estava conscientemente controlando a intensidade dos treinos para evoluir gradualmente de forma bem segura. E deu certo!

Aprendi muitas coisas neste período. Dentre elas ter muita paciência em construir uma base sólida de treinamentos. Com a popularização das corridas de rua no Brasil é cada vez mais comum ouvirmos casos de não-atletas que começam a correr e em poucos meses já querem fazer uma prova de 42 Km. Não há motivos para pressa. É muito melhor ir com calma e garantir que você conseguirá correr de forma saudável por muitos anos. Outro ponto é a importância do cross tranning, ou seja, treinar outros esportes com diferentes áreas de impacto para não sacrificar demais o corpo. Assim você mantém o seu condicionamento e mobiliza diferentes grupos da sua musculatura, sem deixar de lado a sua preparação para os desafios da corrida. E por fim, aprendi a encarar o aquecimento e alongamento como uma prática necessária para correr de forma saudável. É chato. Eu sei! Mas você precisa aquecer a “máquina” antes de sair por ai pisando fundo. Lembre-se disso.

Bom, mas voltando ao assunto da Corrida de Natal. Escolhi essa corrida pois precisa de uma prova com distância menor que 10K para começar e essa me pareceu ideal. O clima festivo e de descontração foi muito oportuno para mim. Para quem não sabe, tradicionalmente a Corrida de Natal da Corpore aqui em SP é feita sem cronometragem. A idéia é deixar o espírito natalino tomar conta e encerrar o ano comemorando no melhor estilo dos amantes das corridas de rua: trotando levemente sem compromisso com tempos, metas ou recordes. Apenas curtindo o entusiasmo do povo que comparece nas provas.

Corrida Natal 2009 Cronometragem

Corrida Natal 2009 Cronometragem

E assim foi. A corrida foi muito alegre, placas de Km decoradas com luzes natalinas, gente parando pra tirar fotos toda hora com os amigos e muita animação. Esta foi a minha primeira participação na Corrida de Natal, mas certamente voltarei em outros anos. O percurso, pelo que li no passado, era feito no Parque Ibirapuera, mas em 2009 a Corpore transferiu a corrida para a USP. O trajeto foi o tradicional: largada ao lado da Raia de Remo, subido pela Av. Almeida Prado, passando pela Praça do Cavalo e retornando na Praça da Prefeitura.

Corrida Natal 2009 Percurso

Corrida Natal 2009 Percurso

Minha meta era uma só: completar tranquilamente a minha primeira prova após a lesão e, obviamente, cruzar a linha de chegada sem nenhuma dor e perfeitamente saudável. E assim foi. Programei-me para fazer a corrida com um ritmo leve, por volta dos 7 minutos/Km. E foi assim mesmo. Fechei o primeiro Km em 6’55″, o segundo em 7’07″ e no terceiro a subida fez aumentar para 7’19″. Depois voltei aos 7’00″ no Km 4 e 6’54″ no Km 5. Quando cheguei no retão final estava inteiro. Analisei mais uma vez a situação do corpo todo. Todos os “sistemas” estavam “positivo operante”.  Aeróbico tranquilo, musculatura sem dar sinal de cansaço e, o principal, calcanhares sem dores. Ai resolvi dar uma pequena apertadinha no ritmo no último Km fechando com 6’13″. Totalizando os 6 quilômetros em 41 minutos e 28 segundo, com  média de 6’55″/Km.

Feliz da vida fui pegar o meu lanche, a honrosa e bonita medalha que mostro ai em cima (uma das mais bonitas que já conquistei) e fui para o alongamento.

Vocês podem imaginar como fiquei contente com a conquista. Fechei o ano confirmando que teria um retorno seguro às corridas de rua e sai da Cidade Universitária comemorando. Dado este importante passo, era só retomar as provas em 2010. É exatamente isso que farei, tomando todo cuidado de aumentar a intensidade dos esforços gradualmente. Mas isso é assunto para outros posts. Em breve divulgarei minhas metas para 2010 e a lista de corridas que devo participar.

Até breve!

Fortes

PS: Para procurar suas fotos na Corrida Corpore de Natal 2009 clique aqui.

85ª Corrida Internacional de São Silvestre 2009 – Resultados

#mce_temp_url#A decepção do ano passado se repetiu: pelo segundo ano consecutivo, o Brasil sequer chegou ao pódio da corrida de São Silvestre. Com grande facilidade, os corredores quenianos cumpriram o prometido e dominaram a 85ª edição da disputa, faturando as três primeiras colocações.

O queniano James Kipsang conquistou o bicampeonato da Corrida de São Silvestre e se juntou ao seleto grupo de corredores de seu país que conseguiu vencer duas edições consecutivas da prova. Ele terminou os 15 quilômetros em 44min40s. No feminino, a também queniana Pasalia Chepkorir dominou do início ao fim e assegurou a dobradinha.

O jovem queniano James Kipsang, de 26 anos, vence pela segunda vez consecutiva a Corrida Internacional de São Silvestre em 2009

O jovem queniano James Kipsang, de 26 anos, vence pela segunda vez consecutiva a Corrida Internacional de São Silvestre em 2009

Kipsang foi o primeiro bicampeão consecutivo da prova desde 2000, quando Paul Tergat conquistou três na sequência. Ele se tornou o terceiro queniano a vencer duas seguidas, junto com Tergat e Simon Chemwoyo, bicampeão em 1992-1993. A última dobradinha do Quênia havia sido em 2007, com Robert Cheruiyot e Alice Timbilili.

Já a também queniana Pasalia terminou com 52s30, seguida pela sérvia Olivera Jevtic e pela brasileira Marily dos Santos, terceira colocada pelo segundo ano seguido com 53s35. Maria Zeferina Baldaia e Cruz Nonata chegaram logo atrás e também levaram o Brasil ao pódio.

No masculino, Kipsang chegou à frente dos comaptriotas Elias Chelimo e Robert Cheruiyot. Os colombianos Diego Colorado e William Naranjo completaram o pódio. Assim como em 2008, o melhor brasileiro ficou apenas em oitavo lugar. Clodoaldo Gomes da Silva não superou o resultado de Raimundo Nonato Aguiar no ano passado.

Com o primeiro triunfo de Chepkorir, o Quênia iguala Portugal como país mais vencedor na prova feminina da São Silvestre, com sete títulos cada. As europeias, porém, devem a marca a Rosa Mota, até hoje a grande campeã da corrida, com seis títulos entre 1981 e 1986.

Chepkorir chegou ao Brasil há pouco mais de um mês e neste período também faturou a Volta da Pampulha. A segunda posição da prova feminina ficou com a sérvia Olivera Jevtic. Em terceiro, apareceu a brasileira Marily dos Santos, seguida pela compatriota Maria Zeferina Baldaia.

Veja como ficara os pódios masculinos e femininos da 85ª Corrida Internacional de São Silvestre 2009:

Masculino:
1. James Kipsang (Quênia) – 44m40s
2. Elias Kemboi (Quênia) – 44m58s
3. Robert Cheruyot (Quênia) – 45m30s
4. Diego Colorado (Colômbia) – 45m32s
5. William de Jesus (Colômbia) – 45m36s

Feminino:
1. Pasalia Kipkoech Chepkorir (Quênia) – 52m30s
2. Olivera Jevtic (Sérvia) – 52m59s
3. Marily dos Santos (Brasil) – 53m35s
4. Maria Zeferina Baldaia (Brasil) – 53m58s
5. Cruz Nonata (Brasil) – 54m10s

Se você correu a São Silvestre 2009 e está procurando pelas suas fotos visite o site abaixo:

http://www.webrun.com.br/fotos/commerceft/evento/mostra/idEvento/546

Contagem Regressiva São Silvestre 2009: Falta só 1 dia! Percurso Quilômetro a Quilômetro

Falta apenas 1 dia para a mais importante corrida de rua do Brasil, a Corrida de São Silvestre. A largada ocorre no dia 31 de dezembro de 2009 às 16h47 na Av. Paulista em frente ao MASP, em São Paulo.

Os kits já estão sendo distribuídos. O último dia para retirada é hoje (30/12/09) até as 17h00. Saiba mais sobre a Retirada dos Kits da São Silvestre aqui.

Confira o percurso quilômetro a quilômetro e prepare-se para fechar o ano conquistando a São Silvestre.

MASP

MASP

Largada: são quase 20 mil corredores se aglomerando para a largada. O tumulto é inevitável. Por isso, chegue com antecedência. Entre 1h30 e 1h00 antes é o ideal. Assim dá tempo de realizar um bom aquecimento, alongar a musculatura e esperar o início com tranqüilidade. Não chegue cedo demais para não prejudicar sua performance devido ao cansaço.

Km 1 e 2: a menos que você esteja no pelotão de elite, tenha muito cuidado nos primeiros 2 quilômetros. Dificilmente você conseguirá correr no ritmo desejado. Com certeza será atrapalhado por outros corredores, pois o tumulto é grande. Vê-se de tudo na largada da São Silvestre. Gente fantasiada, faixas, os famosos corredores de Cerquilho, etc. O importante é ir com calma e evitar um tropeço ou se machucar.

Completa-se o primeiro quilômetro já na famosa Av. Consolação, bem em frente à Faculdade de Belas Artes. Começa então a descida de dois quilômetros entre ela e a também tradicional Av. Ipiranga. Segure a onda. Evite o exagero e conserve energia. Vai precisar!

Av. São João

Av. São João

Km 3 e 4: agora chegamos Av. Ipiranga, passando pela Praça da República e continuamos pela Av. São João, virando na esquina cantada por Caetano Veloso. Encaramos mais 2 quilômetros de descidas. Aguarde. Não se entusiasme, pois tem muito chão ainda.

Elevado Costa e Silva

Elevado Costa e Silva

Km 5 e 6: agora já estamos no Elevado Costa e Silva, o famoso e feioso “minhocão”. Aqui já temos várias pequenas subidas e descidas. Quem não está treinando subidas pode começar a sentir aqui. Outro problema do Elevado é o calor. A proximidade dos prédios evita que o ar circule e se o dia estiver quente esse trecho é muito abafado.

Km 7: a saída do Elevado é feita através da alça formada pelas ruas Marta e Margarida e outras ruelas. Depois disso temos uma subidinha.

Km 8 e 9: na Av. Norma Gianalti e Av. Rudge, você poderá recuperar um pouco o fôlego pois o trecho é plano, porém com pouca sombra.

Km 9 e 10: chegou a hora do Viaduto Rudge. É um trecho complicado devido à inclinação e falta de sombras. Apesar de não ser tão inclinado como a Brigadeiro, esse trecho não deve ser menosprezado.

Viaduto do Chá

Viaduto do Chá

Km 11 e 12: agora você está passando pelo centro de São Paulo, passando pelo Viaduto do Chá e chegando a um pequena subida que termina na tradicional Faculdade de Direito São Francisco da USP.

Faculdade de Direito São Francisco

Faculdade de Direito São Francisco

Km 13: agora é a hora da verdade. Chegamos a temida subida da Av. Brigadeiro Luis Antônio. São praticamente 2,5 quilômetros de subida. Para quem está assistindo na TV é o trecho mais emocionante. Momento de definição para os profissionais.

Km 14 e 15: continua a subida e agora chegamos a parte mais íngrime, logo após o Viaduto Treze de Maio. Nesta parte é preciso perseverança e muita força de vontade. Você está perto demais para desistir agora, portanto reúna toda sua força e aproveite a energia do grande público incentivando.

Finalmente, você chega na parte plana da Brigadeiro ao som de milhares de gritos e assobios. Logo já se avista a esquina da Brigadeiro com a Paulista. É só virar a direita e lá está a tão esperada faixa de chegada.

Muita gente nas arquibancadas lotadas dos dois lados da avenida, pessoas gritando e vibrando, pose para chegada, e finalmente: pronto! Você chegou! Você completou uma São Silvestre!!

Chegada da São Silvestre

Chegada da São Silvestre

A comemoração é contagiante. Gente se abraçando, comemorando, dando risada sozinho. Outros afirmando que nunca mais voltarão, mas com certeza mudarão de planos até que se abram as inscrições para mais um ano de São Silvestre.

Amigos, falta pouco. A ansiedade já vai tomando conta. Boa corrida a todos!

FELIZ ANO NOVO!!

Fortes

Contagem Regressiva São Silvestre 2009: Faltam 10 dias – Histórico da Corrida

História da Corrida de São Silvestre

Em viagem à França, em 1924, Cásper Líbero assistiu a uma corrida noturna em que os corredores carregavam tochas de fogo. Entusiasmado, resolveu promover, naquele mesmo ano, algo semelhante em São Paulo. Assim, à meia-noite de 31 de dezembro daquele ano, foi instituida a Corrida de São Silvestre.

Cásper Líbero

Cásper Líbero

Recebeu o nome de Corrida de São Silvestre, por que acontece no último dia do ano, dia da morte e canonização do santo do mesmo nome. São Silvestre que foi papa, governou a Igreja de 314 a 355 d.C. Algumas de suas grandes realizações foram o concílio ecumênico de Nicéia, em 325 e a construção das basílicas de São Pedro e São Paulo. Curiosamente, na cidade de São Paulo não existe nenhuma paróquia dedicada ao santo.

São Silvestre

São Silvestre

A prova passou, em mais de 80 anos consecutivos de realização, por inúmeras transformações e cresceu dos apenas 60 participantes da primeira edição até os 20 mil inscritos deste ano, incluindo a presença das maiores expressões do atletismo mundial.

A primeira São Silvestre contou apenas com a participação de atletas paulistanos. Com o crescimento da prova, vieram os primeiros competidores do interior e outros Estados, o que deixou a corrida mais competitiva. Por dezesseis anos, a festa foi reservada aos atletas de São Paulo.

A participação, contudo, ficou restrita aos homens e coube a Alfredo Gomes, atleta do Clube Espéria, escrever o seu nome na história como o primeiro vencedor.

Cásper Líbero era um apaixonado pelo esporte e, mesmo diante das maiores dificuldades, como nas edições de 1932 durante a Revolução Constitucionalista e em plena II Guerra Mundial, não mediu esforços para que a prova acontecesse. Quando faleceu em 1943, a competição já havia conquistado os paulistanos.

Até a sua 20ª edição, a São Silvestre era disputada somente por brasileiros. A partir de 1945, assumiu caráter internacional com a presença de convidados do Chile e Uruguai. Depois, correram pelas ruas de São Paulo atletas americanos, europeus, africanos e asiáticos. Na nova fase, o atletismo nacional saiu-se vitorioso somente nos dois primeiros anos, quando Sebastião Monteiro cruzou por primeiro a linha de chegada.

Em 1947 foi a vez do uruguaio Oscar Moreira, o chileno Raul Inostroza e René Millas ficaram, respectivamente, com os primeiro e segundo lugares em 1948. Em 1949, durante a inédita participação de um campeão europeu, o finlandês Viljo Heino saiu-se vitorioso.

Na década de 50, o principal destaque foi o campeão olímpico Emil Zatopek, da Tchecoslováquia. O lendário Emil Zatopek, conhecido como a Locomotiva Humana, venceu a corridade 1953 chegando 500 metros à frente do segundo colocado. Zatopek tinha em seu currículo três medalhas de ouro nas Olimpíadas de Melbourne, na Austrália, pelas vitórias nos 5000 m, 10000 m e maratona.

Emil Zatopek

Emil Zatopek

O desempenho individual na tradicional competição revelou três tetracampeões em diferentes épocas: o belga Gaston Roelants, ganhador em 64, 65, 67 e 68, o colombiano Victor Mora, que levou os títulos de 72, 73, 75 e 81 e o pequenino equatoriano Rolando Vera, campeão de 86 a 89.

A reação dos brasileiros só aconteceu em 1980, com a emocionante vitória do pernambucano José João da Silva que, em plena avenida Paulista, passa à frente e leva a torcida ao delírio, ao se tornar o segundo brasileiro a ganhar a São Silvestre, desde que ela se tornou internacional. Cinco anos depois conseguiu o bicampeonato.

Outra conquista importante foi a do atleta João da Matta, o corredor mineiro que faturou a 59ª edição. O também mineiro Ronaldo da Costa foi outro de nossos atletas a brilhar nas ruas paulistanas. Ele deixou para trás os favoritos e cruzou na frente a linha de chegada, dando ao país a quarta vitória na fase internacional.

Mas a maior surpresa dos últimos tempos foi o troféu conseguido por Émerson Iser Bem. O desconhecido paranaense virou estrela em 31 de dezembro de 1997, após superar o queniano Paul Tergat, atleta do Quênia considerado o maior ganhador da história da São Silvestre, que obteve uma façanha inédita na prova ao conquistar cinco títulos: 95, 96, 98, 99 e 2000.

Émerson Iser Bem

Émerson Iser Bem vence em 1997

Em 2001, foi a vez do etíope Tesfaye Jifar escrever seu nome pela primeira vez na galeria dos campões. Em 2002, Robert Cheruiyot não deu chances para os concorrentes. Com a sua vitória, o Quênia passou a ser o país com maior número de vitórias desde a fase internacional da Corrida de São Silvestre, com oito títulos.

Marílson Gomes da Silva tratou de empatar o duelo Brasil x Quênia com sua vitória em 2003. Ele disparou no último quilômetro e teve a companhia de outro brasileiro no pódio, Rômulo Wagner, vice-campeão.

Marílson Gomes da Silva

Marílson Gomes da Silva

Quando a ONU instituiu o Ano Internacional da Mulher, em 1975, o jornal A Gazeta Esportiva, organizador da prova e de olho nos acontecimentos mundiais, instituiu a primeira competição feminina, que foi realizada em conjunto com a masculina, mas com a classificação em separado. A campeã da inédita prova foi a alemã Christa Vahlensieck, que voltou para repetir o feito no ano seguinte.

O maior fenômeno da prova feminina, no entanto, despontou na década de 80. A portuguesa Rosa Mota brilhou nas ruas de São Paulo com seis vitórias consecutivas, de 81 a 86. O Brasil também teve a sua representante no lugar mais alto do pódio: Carmem de Oliveira foi
o orgulho nacional, em 95, e Roseli Machado, em 96.

Corredora Portuguesa Rosa Mota

Rosa Mota

Diversas alterações ocorreram na estrutura da São Silvestre a partir de 1989 com o objetivo de aprimorar o seu nível técnico. Inverteu-se o sentido do percurso, separou-se a corrida masculina da feminina dando maior destaque a ambas e alterou-se o horário da prova para o período da tarde. Em 1991, o percurso foi ampliado para 15 mil metros, atendendo às especificações da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) para poder integrar o calendário de provas de rua.

Na sua 85ª edição, a Corrida de São Silvestre de 2009 deve ser dominada novamente pelos quenianos, que faturaram o pódio masculino no ano passado. Mas não custa nada torcer muito para um brasileiro voltar a ganhar novamente essa tradicional corrida. Ou então torcer para algum queniano alucinado bater o recorde de Paul Tergat (43m12s em 1995) que já dura 14 anos.

De qualquer forma, para aqueles que vão participar desejo toda sorte do mundo e uma ótima prova. Só quem já correu a São Silvestre sabe o significado de participar dessa corrida. No ano passado estive lá. Eu sei como é. Infelizmente, não poderei participar este ano. Mas em 2010 estarei lá! Com certeza!

Abraços,

Fortes
fortes@podcorrer.com

Fontes: Wikipedia, Fundação Cásper Líbero e VivaSP

Contagem Regressiva São Silvestre 2009 – Faltam 17 dias: Retirada dos Kits

Amigos Corredores,

Agora falta pouco! Faltam apenas 17 dias para a mais importante corrida de rua do Brasil, a Corrida de São Silvestre.

Vários visitantes do PodCorrer.com têm perguntado sobre a retirada dos kits da São Silvestre. Então, aqui vão os detalhes sobre a retirada. Prepare-se.

Local da entrega:
Ginásio Polo Esportivo Mauro Pinheiro
Rua Abílio Soares, 1300 – São Paulo – SP (veja o mapa abaixo)

Datas e horários:
Domingo 27/12/08 das 09h00 as 19h00
Segunda-feira 28/12/08 das 09h00 as 19h00
Terça-feira 29/12/08 das 09h00 as 19h00
Quarta-feira 30/12/08 das 09h00 as 17h00

Veja o mapa do local da retirada do kit para São Silvestre

Para retirar o kit é necessário apresentar:

  • documento de identidade com foto (RG, carteira de motorista);
  • comprovante de pagamento ou boleto bancário originais (não serão aceitas cópias);

Continue firme nos treinos. Falta pouco. Força!

Corrida Internacional de São Silvestre 2009

Amigos Corredores,
Devem ter percebido que fiquei afastado do blog por uns dias. Estava viajando. Aproveitei para treinar em um lugar que nunca havia corrido antes, o Central Park em Nova York nos Estados Unidos. A experiência foi muito legal. Mas falarei sobre isso nos próximos posts.

Agora queria comentar com vocês que vou reproduzir alguns posts do ano passado sobre a Corrida de São Silvestre. A mais tradicional corrida de rua brasileira se aproxima. Faltam poucos dias e o assunto é inevitável. Acompanhem nos próximos posts algumas informações sobre essa prova.

Abraços,
Fortes