Adriano Bastos vence a Maratona da Disney pela Sétima Vez Consecutiva! 14/janeiro/10
Postado por podcorrer em: Notícias , 1 comentárioPARABÉNS AO ADRIANO, O REI DA DISNEY!!
O brasileiro Adriano Bastos confirmou o favoritismo e venceu no último domingo (10/janeiro/2010) a Maratona da Disney, em Orlando, Flórida, pela sétima vez, sendo a sexta consecutiva. O atleta já entrou para a história da competição como o maior vencedor e tem como meta conquistar 10 vitórias.
Desta vez a largada foi mais cedo do que de costume, às 5h40, momento em que ainda era noite em Orlando, com frio de quatro graus negativos e sensação térmica de menos 12 graus. Bastos não teve vida fácil como nos anos anteriores em que liderou praticamente de ponta a ponta, já que um brasileiro e dois americanos o acompanharam nos primeiros quilômetros sempre colocando pressão.
A partir do quilômetro 17 (11ª milha) o americano Jay Lumpkins abriu em relação aos adversários, mas Adriano não deixou que ele escapasse muito, já que na passagem do quilômetro 25 apertou o ritmo e ultrapassou o também brasileiro Fredison Costa e mais um americano.
Pouco depois ele assumiu a liderança, mas por pouco tempo, já que Fredison deu o bote para cima de seu compatriota e se manteve na frente até o quilômetro 35. Ao ver que o título poderia escapar, Adriano encontrou forças para acelerar e alcançar o primeiro lugar, posição que manteve até cruzar a linha de chegada com 2h22min08, seu tempo mais alto em todas as edições da Maratona americana.
“Hoje foi uma prova diferente do que estou acostumado, pela primeira vez sofri a pressão de atletas ao meu lado e justo num dia em que a temperatura não ajudou em nada, estava um frio absurdo durante toda a prova, o maior dentre todas as edições”, desabafa o heptacampeão. “Devido ao frio e o corpo mais travado, o tempo também acabou sendo bem mais alto que o normal”, completa.
O público presente aplaudiu muito o brasileiro, que mais uma vez cruzou a linha de chegada com uma bandeira do Brasil e outra dos Estados Unidos nas mãos. “Foi uma vitória sofrida, mas estou muito feliz com este resultado. Não tem explicação o que se sente vencendo a mesma prova pela sétima vez, ainda mais aqui que e pura diversão”, relata Bastos que se diz aliviado por ter correspondido às expectativas da torcida.
Após tanto esforço e dedicação ele ficará uma semana em Orlando na companhia de sua esposa para curtir as atrações dos parques temáticos. Essa é a única semana do ano em que ele fica sem treinar e tem como única atividade física andar pelos parques.
Fonte: Webrun
Maratona do Mundial de Berlim: Marílson termina em 16º, Adriano em 19º e José de Souza em 23º 22/agosto/09
Postado por podcorrer em: Notícias , 2 comentáriosA esperança de um pódio brasileiro no 12º Mundial de Atletismo de Berlim está cada vez menor. Neste penúltimo dia de campeonato, apesar de improvável, exisitia uma pontinha de esperança de que o maratonista Marílson Gomes dos Santos (32 anos), bi-campeão da Maratona de Nova York, chegasse entre os três primeiros.
Mas o percurso da Maratona de Berlim é bem rápido e os quenianos estavam lá. Deu dobradinha do Quênia no pódio. Abel Kirui (27 anos) levou a medalha de ouro com 2h06m54s, seguido do compatriota Emmanuel Mutai (25 anos) com 2h07m48s. A medalha de bronze ficou para o etíope Tsegay Kebede (22 anos) que marcou o tempo de 2h08m35s.
Os três brasileiros que disputavam a prova chegaram. O melhor colocado foi o Marílson em 16º lugar com 2h15h13s, o seu melhor tempo nessa temporada. Adriano Bastos (31 anos), que foi convidado de última hora para participar do Mundial, chegou em 19º e estabeleceu o melhor tempo de toda sua carreira fechando a prova em 2h15m39s. José de Souza (38 anos) chegou em 23º lugar concluíndo o percurso em 2h16m40s.
Depois da prova, Marílson não se mostrava satisfeito, mas totalmente resignado com o resultado. “Até a metade do percurso, eu estava indo bem. Quando os africanos arrancaram, senti muitas dores musculares. Não fiz a prova que estava esperando. Pensava em melhorar meu recorde pessoal. Estava no ritmo para isso, mas meu corpo não respondia mais” – contou ele.
A resignação de Marílson tem explicação. Após a Maratona de NY do ano passado, o brasileiro sofreu um problema no calcanhar. Exames apontaram uma bursite, que o impediu de fazer uma preparação adequada para o Mundial. Ele disse que chegou a se sentir bem na época do Troféu Brasil, quando chegou a correr a prova. Mas as dores voltaram a incomodar. Marílson pretende descansar para concluir sua recuperação e provavelmente não correrá a Maratona de Nova York.
Já Adriano Bastos não se continha de tanta felicidade. “Até agora, não estou acreditando no tempo que fiz. Estava muito difícil. Muito quente, cheguei a sofrer muito com isso. Mas fiz uma corrida de recuperação. Enquanto os outros foram quebrando pelo caminho, eu mantive o meu ritmo” – disse Adriano.
Clique aqui para ver a tabela completa do resultado da Maratona do Mundial de Atletismo de Berlim 2009 com o tempo de todos os participantes.
Veja como ficou a classificação do Campeonato Mundial de Maratonas (World Marathon Majors) após os resultados de hoje na Maratona Masculina do Campeonato Mundial de Atletismo:
- Classificação do Campeonato nas temporadas 2009-2010
- Classificação do Campeonato nas temporadas 2008-2009
O 12º Campeonato Mundial de Atletismo encerra amanhã, 23 de agosto de 2009.
Mizuno 10 Milhas São Paulo: Resultado 3/agosto/09
Postado por podcorrer em: Provas , 8 comentáriosAmigos Corredores,
Completei mais uma corrida de rua. Hoje, participei da Mizuno 10 Milhas Etapa São Paulo 2009. A prova foi bastante agradável. O percurso, ao longo da Cidade Universitária da USP e arredores, era praticamente plano. A distância de 10 milhas, equivalente a 16,09 Km) é rara nas provas de rua no Brasil e oferece um bom treino para a famosa Corrida de São Silvestre (percurso de 15 quilômetros). O clima também ajudou. A temperatura estava amena (em torno de 15ºC na hora da largada) e sem chuva. O sol deu até um sinal de vida depois de tantos dias de chuva aqui em São Paulo.
Gostei da minha performance na corrida. Completei os 16,09 Km do percurso em 1h40m15s com um pace (ritmo) médio de 6’14″/Km. Estava me sentindo bem preparado para esta corrida. Depois daquela fase intensiva de provas (7 corridas em 6 semanas) nos meses de Junho e Julho, encerrada com meu recorde pessoal nos 10 Km do Circuito das Estações em 12 de Julho, fiquei dois finais de semana sem corridas, mas me dedicando bastante aos treinos. Então não deu outra. Consegui correr as 10 milhas em ritmo bastante uniforme e sem me esgotar. Cheguei bastante inteiro no fim do percurso.
A única coisa que me incomodou foi que caí na asneira de usar um tênis que me causou várias bolhas. O maldito já havia me causado esses danos, mas fiz bobagem e usei novamente. Agora está comprovado. Para distâncias maiores que 10 Km é melhor não usá-lo.
Outro contratempo foi que saí atrasado de casa e fui para a entrada errada da USP. Tive que dar uma grande volta para entrar pela portaria 3 e perdi muito tempo. Cheguei na arena na hora da largada e tive que fazer tudo correndo. Acabei largando com 15 minutos de atraso. O lado bom é que parecia um treino. Não tinha quase ninguém correndo comigo. Fui quase o último a largar.
Na próxima corrida vou chegar bem cedo!
Meu objetivo para esta corrida era, primeiramente, completar a prova sem lesões e chegar inteiro. Além disso, estabeleci uma meta de ritmo médio. Já que o percurso era de 16 Km, pensei em estabelecer um pace intermediário entre o meu ritmo de 10K (5’30″/Km) e de meia maratona (6’30″/Km). Estabelci uma meta de pace de 6’00″/Km.
Logo nos primeiros quilômetros percebi que o ritmo médio seria um pouco maior. Fiz os primeiros 5 Km oscilando entre 6’00″ e 6’15″, mas sempre acima dos 6’00″/Km. Então resolvi ir mantendo em torno dos 6’15″/Km para guardar energia para o final. Assim fui até o Km 14 onde uma pequena subida fez o ritmo cair para 6’30″ e 6’40″/Km. Mesmo assim consegui garantir uma performance bem melhor que da São Silvestre de 2008, onde terminei os 15 Km com 1h41m58s e pace médio de 6’48″/Km.
Dessa forma, meu resultado ficou assim:
Tempo Líquido: 01:40:15
Tempo Oficial: 01:55:13
Classificação Geral: 2533
Classificação Faixa: 367
Classificação Sexo: 2077
Ritmo: 6:14 min/km
No revezamento, a primeira dupla masculina a chegar foi dos gêmeos Paulo Roberto e Luis Fernando fechando a prova em 49’39″. No feminino a primeira dupla foi das atletas Shirleide Silva e Jaciene Araújo no tempo de 1h01min. Na categoria individual o vencedor foi o maratonista Adriano Bastos com 50’35″. A prova serviu para o campeão como preparação para o Mundial de Atletismo, que acontece em agosto na Alemanha.
O próximo desafio de Adriano é a Maratona do Mundial de Atletismo. Ele embarca para Berlim no dia 17 de agosto e corre a maratona no dia 22 do mesmo mês. No feminino a vitória das 10 milhas foi para Rosilene Ferreia com 1h03min42.
As próximas etapas da edição 2009 do Circuito 10 Milhas Mizuno acontecem em Belo Horizonte (MG) no dia 4 de Outubro e em Brasília (DF) em 8 de Novembro.
Como sempre, para obter as fotos das provas acesse um dos sites abaixo:
Agora é focar nos treinos das próximas semanas. Minha próxima corrida será em 23 de Agosto no Troféu Duque de Caxias.
Até o próximo post, pessoal!
Adriano Bastos Rumo ao Mundial de Atletismo em Berlim 19/julho/09
Postado por podcorrer em: Notícias , 3 comentáriosNesta semanna, o Hexa Campeão da Maratona da Disney, Adriano Bastos, foi convidado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para defender o Brasil na maratona do próximo Mundial de Atletismo, que será disputado no mês de agosto, em Berlim, na Alemanha.
O atleta paulista da equipe Pão de Açucar foi chamado para ocupar a vaga de Cosme Ancelmo de Souza, que sofreu uma lesão no tornozelo e não terá tempo de se recuperar até a competição.
Adriano Bastos, que já foi entrevistado aqui no PodCorrer, é frequentemente visto nas corridas de rua de São Paulo e outras capitais brasileiras chamando sempre a atenção pela sua capacidade de superação e a grande alegria que espalha pelos circuitos.
Adriano conseguiu o índice para o Mundial após sua vitória na Maratona de Santa Catarina em 2008, quando obteve a marca de 2h16min20s. Na prova alemã, ele terá ao seu lado Marilson Gomes dos Santos e José Telles, que estiveram nos Jogos Olímpicos de Pequim.
O grande desafio de Adriano agora é a preparação, pois essa prova do Mundial de Atletismo não estava em seus planos e falta muito pouco tempo. A largada da maratona masculina será em 22 de agosto de 2009. Confira o site do 12º Mundial de Atletismo Berlim 2009 para maiores informações.
O atleta já correu quatro maratonas nesse ano (Disney, Porto Alegre, Florianópolis e Rio de Janeiro), tendo obtido três vitórias e um quinto lugar no Rio. A próxima maratona que participaria seria a Maratona das Águas em Foz do Iguaçu em 27 de setembro de 2009.
Vamos lá, Adriano! Estamos torcendo por você. Força nos treinos!
Meia Maratona do Rio 2009: Resultado 29/junho/09
Postado por podcorrer em: Provas , 7 comentários“O percurso mais lindo do mundo”. Esse é um dos atributos da Maratona do Rio citados nas peças de marketing da corrida. Devo dizer que não é exagero, não. Tenho certeza que essa foi a corrida com o percurso mais bonito e agradável de todas as corridas que já participei. Correr ao lado do mar por quase todo o percurso e estar cercado de toda beleza natural da Cidade Maravilhosa foi uma experiência incrível. Estou muito feliz de ter participado da Meia Maratona do Rio de Janeiro. Vou voltar nos próximos anos. Com certeza!
Amigos corredores, como puderam acompanhar no Twitter do PodCorrer.com participei com sucesso da Meia Maratona do Rio, prova realizada simultaneamente com a Maratona Internacional do Rio de Janeiro, uma das 6 maratonas oficiais do Brasil. A prova foi um sucesso para mim pois obtive o meu melhor tempo em meias maratonas (2h17m54s). Foi um recorde pessoal que me deixou muito empolgado, pois diminui quase 7 minutos do meu melhor tempo. Deu tudo certo nessa corrida. Fechou com chave de ouro o mês de Junho que foi especial para mim, pois participei de 5 corridas:
- Meia Maratona do Rio – 21K (28/jun/09): 2:17:54
- Hebraica Macabi – 6K (21/jun/09): 0:32:05
- Reebok 10Km – 10K (20/jun/09): 0:57:42
- 10Km Buenos Aires – 10K (14/jun/09): 0:56:15
- EcoRun – 10K (07/jun/09): 0:56:15
Tá bom, eu sei. Foi exagero, mas fiquei empolgado com algumas provas que queria participar e queria intensificar um pouco os treinos. E deu resultado, pois das cinco corridas obtive recordes pessoais em 4 delas! Outra coisa legal é que as provas tiveram perfis bem diferentes, de curtas (6K) até meia (21K).
Voltando a meia do Rio, a “maratona” começou com a saída de São Paulo na sexta. Resolvi ir de carro e levei a família para a torcida.
Ficamos hospedados num hotel exatamente em frente a largada da Meia. Por sinal, sugiro aos corredores. A diária é razoável nessa época do ano e no dia da corrida é só descer e você tá na boca da largada. Trata-se do Tropical Barra Hotel, ali na Praia do Pepê.
A largada ocorreu sem problemas as 7h30, conforme programado. O clima estava ótimo para correr. Na noite anterior choveu, mas amanheceu sem chuva com céu nublado. Meu maior receio era que saísse um sol forte. Mas até nisso essa corrida foi boa. A temperatura na largada era por volta dos 20ºC. Não tive informação sobre a umidade, mas obviamente era bem alta pela proximidade ao mar.
Gostaria de destacar a organização da corrida. Ainda não sei qual a empresa que foi responsável, mas deixo aqui os meus parabéns. Tudo funcionou muito bem. Considerando a proporção desse evento, com mais de 15.000 inscritos, a chance de dar algo errado é muito grande. Creio que houve um esforço muito grande para acentuar a internacionalização dessa corrida e mostrar que o Rio sabe organizar eventos esportivos de nível internacional. O objetivo é fortalecer a candidatura do Rio como sede das Olimpíadas de 2016. A propósito, passe no site deles e dê seu apoio. Assim poderemos ter o prazer de assistir uma Maratona Olímpica em nosso país, sem dúvida o evento máximo das corridas de longa distância.
Ainda sobre a qualidade da organização destaco o cuidado com o kit, a feira de entrega do kit (a Wellness 2009 ocorreu simultaneamente a entrega – faltou só mais divulgação da feira no site), hidratação bem planejada com distribuição de isotônicos e também de gel de carboidratos, música em vários pontos e até alguns detalhes que só vi em corridas estrangeiras: demarcação do caminho mínimo (aquela linha azul no asfalto), voluntários recebendo você na chegada e entregando a medalha pessoalmente, torcida ao longo do percurso e o tratamento diferenciado para as três provas dentro da maratona (family run, meia e maratona completa), cada uma com sua identidade visual, medalhas específicas, percursos separados e camisetas identificadas. Em resumo, muito capricho e muita dedicação na organização dessa corrida que além de tudo isso tem o percurso fabuloso pela orla da Cidade Maravilhosa. Não preciso dizer que virei fã! Em 2010 estarei lá!
Bom, minhas metas para a Meia Maratona do Rio eram: completar a corrida e manter um ritmo médio inferior a 7 minutos/km. Não pensava forçar muito. A idéia era correr leve e apreciar a paisagem. Temia estar cansado, ou ser pego pelo sol forte e calor típicos do Rio de Janeiro. Então fui com a expectativa baixa. Completar a corrida sem lesões ou esforços exagerados já seria uma vitória.
A largada foi tranquila e no Km 1 já estávamos numa pequena subida do viaduto que leva ao Túnel do Joá. Aqui um comentário. Não é legal correr em túneis. O ar é denso e pesado. O calor é forte. A sensação é claustrofóbica, apesar de eu não ter problemas com lugares fechados.
Logo que saímos do túnel já deu pra sentir a grandiosidade da vista. Ao passar pela Via Elevada das Bandeiras a gente sentia que estava praticamente dentro do mar. As ondas forets batendo nas pedras e aquele marzão faziam você esquecer que estava fazendo um esforço físico. Muito legal. Ali pensei: “Essa é uma corrida que vou fazer mais vezes. Valeu a pena ter vindo”.
Ja comentei aqui no blog, sempre quando corro fico observando os sinais do corpo. Se percebo algo errado vou tentando corrigir: respiração errada, ritmo errado, dores, cansaço, etc. Nessas horas você tem que ouvir o seu corpo. Já em São Conrado, lá pelo Km 5 comecei a sentir uma falta de energia esquisita. Comecei a pensar fortemente que teria que desistir pois estava desagradável correr. Algo estava errado. Conclui que estava sem “combustível”. Saquei um gel de carboidrato do bolso, e mandei pra dentro. Tomei uns 100 ml de isotônico que carregada comigo também. Uns 10 minutos depois o cenário mudou muito. Já me sentia muito bem. Acho que acertei no diagnóstico. Dali pra frente me senti ótimo na corrida. Fui me hidratando, e consumindo mais dois carbos.
Dei uma conferida no cronômetro e vi que meus primeiros quilômetros estavam mais rápidos do que planejara. O ritmo médio dos primeiros 6 Km estava em 6’31″/Km. Bem abaixo do meu ritmo normal de meia maratona. E não estava forçando, não. Ai percebi que a corrida seria tranquila. Pensei novamente que a diferença de elevação do Rio para São Paulo estava me ajudando. Foi a mesma sensação que tive em Buenos Aires, duas semanas atrás.
Resolvi administrar um pouco a velocidade e não me animar demais. Afinal, ainda faltavam 14 Km. Fiz um quilômetro mais lento (o 7 foi o único acima de 7′/km) e depois voltei em torno dos 6’30″/Km. Fui me distraindo com o percurso e aproveitando a vista. Ai passou São Conrado, pegamos a Av. Niemeyer, entramos no Leblon, depois Ipanema, cortamos pra Copacabana e finalmente chegamos na Av. Princesa Isabel. Acabara a vista pro mar. Mas agora já estávamos no Km 16. Era só concentrar mais um pouco e a chegada estava logo ali. O sol apareceu. O calor subiu. Mas ainda estava bem.
Quando avistei a placa do Km 18 percebi que teria energia suficiente pra acabar sem nenhum problema. Resolvi apertar o ritmo. Fiquei surpreso em ver como estava inteiro ainda. Fiz os últimos 4 Km nos seguintes ritmos: 6’21″, 6’05″, 6’19″ e um sprint em 5’26″ no Km 21.
Cruzei a chegada com 2h17m54s estabelecendo o meu melhor tempo em meia maratona. Essa foi a minha quinta corrida com percurso superior a 20 Km e minha terceira meia maratona. Fiquei muito satisfeito com o tempo e com a certeza que poderia até ter feito um tempo melhor se tivesse forçado mais. Tinha folga para isso, mas como não sabia o que viria pela frente, agi com precaução.
Outra conclusão: a Maratona do Rio é um ótimo percurso para se considerar na hora de escolher a minha primeira maratona. Quem sabe ano que vem já estarei preparado para rodar os 42Km do Rio.
Minha classificação ficou assim:
Tempo Líquido: 02:17:54
Classificação Geral: 2690/3298 (81%)
Classificação Faixa: 478
Ritmo: 06:32 min/km
A dispersão após a chegada estava um pouco tumultuada. Esse é um dos pontos que a organização poderia trabalhar melhor no próximo ano. Creio que o espaço estava pequeno demais.
Depois de pegar minha medalha e meu lanche, fui para a linha de chegada esperar os vencedores da maratona. Deu tempo certinho. Vi a chegada da Marizete Resende (2h42m46s) e depois do estreante na Maratona do Rio, o Marco Antonio Pereira (2h17m10s), fechando a dobradinha brasileira, derrotando os quenianos. Deu Brasil na cabeça.
O pódim ficou assim:
MARATONA:
Masculino (1868 concluíntes):
1. Marcos Antonio Pereira (2:17:10)
2. Willy Kongogo Kimutai (2:17:22)
3. Marcos Alexandre Elizalde (2:18:25)
4. Cheruiyot Robert Kiprotich (2:19:09)
5. Adriano Bastos (2:20:15)
Feminino:
1. Marizete Rezende (2:42:46)
2. Idailda dos Santos (2:45:15)
3. Conceição Maria Carvalho (2:47:01)
4. Marluce Queiroz Ferreira (2:47:59)
5. Elizabeth Esteves de Souza (2:52:14)
MEIA-MARATONA
Masculino:
1. William Gomes (1:05:54)
2. Emmanuel Ibett (1:05:57)
3. José Paul Ávila (1:06:46)
4. José Cicero Eloy (1:06:57)
5.Edmilson Santana (1:07:04)
Feminino:
1. Edileuza Guimarães (1:16:31)
2. Marcia Narloch (1:16:41)
3. Ednah Mukhwana (1:19:21)
4. Gisele Barros (1:20:44)
5. Maria Jesus Lima (1:24:43)
FAMILY RUN
Masculino:
1. Marcio Souza (17:39)
2. Lourival Libano (17:48)
3. Sandro Melo Souza (18:16)
4. Amauri José dos Santos Junior (18:29)
5. Marcos Antonio Quintanilha (18:40)
Feminino:
1- Maria Aparecida Angelo – 22min57
2- Maria das Graças Moreira – 23min44
3- Andrressa de Mesquita – 24min01
4- Jessica Mello Kalbermatter – 25min12
5- Ana Paula de Souza – 26min32
Se você participou do evento e quer encontrar as suas fotos, eu vi essas empresas documentando o evento:
Minha próxima corrida é no domingo 5/julho/09 na 14ª Corrida Corpore Bombeiros 10K, onde pretendo diminuir o meu tempo do ano passado. O percurso é bem desafiador devido a subida da Av. Nazaré. Vamos ver. Até lá, amigos!
Reebok 10Km 2009: Resultado 21/junho/09
Postado por podcorrer em: Provas , 4 comentáriosAmigos Corredores,
Este fim de semana prometia ser interessante e foi! Eu queria muito participar da corrida Reebok 10Km, que seria realizada no dia 20/junho/09. Gosto de corridas noturnas mas são raras. Além disso, o pessoal comentava que o clima de balada seria muito bom.
Pouco tempo depois de me inscrever, a Corpore divulgou a programação da corrida Hebraica Macabi, uma prova de 6 Km que teria a sua terceira edição e seria realizada em 21/junho/09. Bem na manhã seguinte da Reebok 10k. Lembro que essa foi uma das primeiras corridas que fiz quando comecei a correr no ano passado e havia gostado. Gosto dessa distância. Com percurso de 6 Km dá pra você manter um ritmo alto durante toda a corrida.
Não deu outra. Resolvi arriscar e pela primeira vez tentar completar duas corridas no mesmo final de semana. Na verdade com menos de 12 horas entre uma e outra. O legal é que consegui completar com sucesso ambas as corridas. Neste post conto como foi a Reebok 10Km e no próximo falo da Hebraica.
A Reebok 10Km começou impressionando muito bem desde os kits. A retirada foi tranquila e os brindes no kit foram bem legais, justificando a inscrição mais cara. A camiseta é de primeira e certamente não vou me desfazer dela. Veio, também, um squeeze legal de 500 ml, um boné bem legal da Reebok. Por fim, a bolsa onde veio o kit é a melhor que já vi em todas corridas que já fiz. Vou usar bastante. Senti falta apenas de algum folheto falando da prova, com instruções de como chegar e sobre a retirada do chip. Item que me deixou na dúvida se haviam esquecido de me dar na retirada ou se seria retirado no dia da corrida. Não encontrei nenhuma informação no site. O site, por sinal, estava muito bem montado visualmente, mas precisava de mais informações. Por exemplo, não havia a altimetria e até agora não foram publicados os resultados.
No dia do evento tudo correu direitinho. O limite de 3000 participantes fez com que o acesso fosse mais fácil e tranquilo. A Cidade Universitária da USP abrigou bem o evento, sem tumultos. Fiquei bem impressionado com a estrutura da arena. Grande área coberta com os standes, havia recreação para quem levou as crianças, DJ com música bacana e o clima estava ótimo para correr. O friozinho era modesto. Estava por volta de uns 17ºC.
Tentei mais uma vez levar a família. A última tentativa tinha sido um fracasso. Foi na Fila Night Run em maio, quando caiu a maior chuva. Dessa vez deu tudo certo. A patroa foi, gostou e tirou um monte de fotos. Vejam o Flickr do PodCorrer.com e procurem suas fotos. Levamos nossa filhinha de 6 meses, que dormiu durante toda a corrida. Foi muito legal ter as meninas me apoiando na corrida. Apareçam mais vezes, meninas!
A corrida foi muito boa. Não estava hiper lotada, então deu pra aproveitar bem. Durante o percurso tivemos algumas novidades com um túnel inflável com 15 m com som e luz, pórtico com 4 pessoas suspensas (esse foi o mais esquisito) e o corredor do calor humano, 20 pessoas de cada lado com cornetas e apitos dando força aos corredores. Foi legal. Os postos de hidratação estavam bem distribuídos e a dispersão após a chegada funcionou bem. Faltou uma frutinha no kit de chegada e também achei a medalha muito sem graça. Poderiam ter feito com um design e material mais bacana.
Completei o percurso em 57’42″ (tempo da minha cronometragem. Ainda não saiu o resultado oficial). Tinha a expectativa de buscar mais um recorde pessoal nos 10K e fechar abaixo dos 56 minutos, mas a falta de treino durante a semana e a danada da feijoada não ajudaram. Outro ponto que atrapalhou foi que este percurso incluiu alguns subidas dentro da USP (na R. Almeida Prado e do Matão). Comecei um pouco forte demais, fechando o Km 1 com 5’26″. Do 2 ao 5 fui com ritmo de 5’40″, mas ai veio a subida e rodei 2 Km próximo aos 6 minutos. A essa altura já tinha perdido a esperança de um PR e forcei o último Km fechando em 5’27″.
Em termos de preparação, fiz tudo errado nessa semana que passou. Desde a volta de Buenos Aires não fiz nenhum treino. Tive uma semana complicada no trabalho. E pra completar comi uma feijoada no almoço do sábado. Essa não faço mais. Paguei o preço dessa bobagem durante a corrida. Senti muito desconformo no estômago e intestino durante a prova.
A corrida dos 10Km foi vencida pelo Adriano Bastos com tempo de 31’35″. O campeão é figurinha carimbada nessas provas em São Paulo e quase sempre que participa não dá outra, vai pro topo do pódio. A minha esposa conseguiu uma foto bem no momento da chegada dele e depois aproveitei para tirar uma foto ao lado do campeão quando saiu do pódio.
Depois de assistir à premiação voltamos correndo para casa, tinha que descansar para a corrida do outro dia.
Se você correu a Reebok 10Km não deixe de conferir as fotos no Flickr do PodCorrer.com, no Flickr Oficial do evento e nos sites abaixo:
Entrevista do Campeão Adriano Bastos Para o PodCorrer.com 18/maio/09
Postado por podcorrer em: Notícias , 11 comentáriosAmigos Corredores,
Hoje tenho um post muito especial. Tenho certeza que todos vocês já participaram de pelo menos uma prova que tenha sido vencida pelo famoso Adriano Bastos. Pois bem, nosso campeão das maratonas deu uma entrevista exclusiva aqui para o PodCorrer.com, contando um pouco da sua carreira e dando algumas dicas para nós, corredores amadores iniciantes ou não. Aproveitem!
Adriano, um ex-atleta de Triatlo que virou maratonista, já venceu inúmeras corridas de rua e conquistou muitos títulos, destacando-se o hexa campeonato na Maratona da Disney (2003/05/06/07/08/09), bi campeonato da Maratona de Santa Catarina (2008 e 2009), bi campeonato da Meia Maratona de Buenos Aires (2007 e 2008), e foi tri campeão do Circuito Corpore (2005, 2006 e 2007). Acompanhe os resultados do Adriano no site oficial.
Vamos a entrevista.
PodCorrer: Adriano, antes de mais nada muito obrigado por colaborar com o PodCorrer.com através desta entrevista. Como sabe, um dos nossos principais objetivos é dar dicas e orientações aos corredores iniciantes. Que conselhos você daria para quem está começando agora?
Adriano: Primeiramente que a pessoa procure uma assessoria esportiva ou um profissional de educação física que possa orientar este iniciante, nunca começar sozinho e sair inventando os próprios treinos, pois isto pode trazer sérios problemas à saúde e ao corpo. Respeite o limite do corpo, tenha paciência e espere que a melhora de performance venha com o tempo.
PodCorrer: Desde quando você se interessou por corridas? Como você acabou se dedicando a este esporte?
Adriano: Comecei no atletismo quando tinha 12 anos de idade por incentivo de meus irmãos que já corriam. Certa vez eles foram participar de uma prova de 10 km e fui junto para assistir, chegando ao local descobrimos que ocorreria também uma corrida infantil de 3 km e que estavam fazendo inscrições na hora, então resolvi participar ficando em terceiro lugar sem nunca ter treinado antes. Empolguei-me e comecei a treinar, foram um ano e meio só correndo até eu conhecer o triathlon e perceber que era isto que eu queria. Pratiquei triathlon durante 8 anos onde obtive ótimos resultados, participei de 2 ironman e sempre tendo a corrida como meu ponto forte, tanto que eu sempre fazia a melhor corrida do geral, inclusive do profissional. Por este motivo no final de 1999 recebi o convite do Pão de Açúcar para integrar a equipe de atletismo deles, assim, em janeiro de 2000 eu assinei contrato com eles, abandonei completamente o triathlon e desde então tenho me dedicado somente ao atletismo como esporte, tendo a maratona como especialidade. No começo foi um pouco difícil por não estar acostumado a treinar só corrida todos os dias e também pela massa muscular que eu tinha devido a natação e o ciclismo. Com apenas 1 mês de treino especifico já fui o melhor brasileiro na maratona de Paris de 2000 com o tempo de 2h21min54seg., exatamente 7 minutos abaixo do meu melhor tempo em maratona quando praticava triathlon. Daí em diante os resultados foram aparecendo.
PodCorrer: Como é a sua rotina de treinos? Você considera a musculação importante no treino de um corredor?
Adriano: Treino sete dias por semana sendo ao todo 12 sessões de treinamento. De 2ª feira tenho um treino de ritmo pela manhã que varia entre 16 à 18km, às 3ª e 5ª feira pela manhã tenho treino de pista onde faço tiros de velocidade (400m, 600m, 1000m, 3000m, etc.) que variam a metragem de acordo com o objetivo. Ao todo, incluindo aquecimento, educativos, parte principal e desaquecimento estes treinos de pista dão em torno de 22 à 25km. De 4ª feira tenho apenas uma rodagem de 21km. Às 6ª feiras faço musculação pela manhã e corro mais 15km logo após. Aos sábados tenho um treino mais longo e único que varia de 25 à 30km e aos domingos uma rodagem leve de 10 à 12km. Quando participo de alguma prova no domingo, no sábado faço apenas uma rodagem leve de 40 minutos. Além destes treinos principais que acontecem sempre pela manhã, ao final da tarde, às 2ª, 3ª, 5ª e 6ª feira faço mais uma rodagem leve de 50 minutos que dá em torno de 12 a 13 km.
Adriano: Quanto a musculação a resposta é sim. Considero a musculação como algo de extrema importância para quem corre, primeiramente por ser um trabalho complementar a corrida que ajudará na prevenção de lesões, pois deixa a musculatura mais tonificada, forte e preparada para aguentar a carga dos treinos de corridas, principalmente com relação à absorção de impacto e segundo porque, tendo uma musculatura mais forte e resistente, ou seja, mais eficiente e com menos risco de lesão,automaticamente a pessoa conseguirá atingir uma performance maior na corrida e explorar mais de seu potencial nos treinos e competições.
PodCorrer: Nós, corredores amadores, muitas vezes temos aquela aquela preguicinha de treinar e vamos faltando uns treinos. Você também sente isso? Como faz para manter a motivação?
Adriano: Sim, também sinto. E digo que não são poucas as vezes. Principalmente quando tenho que sair para rodar o segundo período de treino do dia, a preguiça é enorme. Mas coloco na cabeça que se eu não treinar os meus adversários estarão treinando e melhorando. Penso também naquele pódio ou a próxima prova que terei como grande objetivo e relembro toda a sensação de ser visto e reconhecido pelo público ao vencer uma prova. Já me imagino vencendo esta próxima e isto faz com que eu tenha força de vontade e motivação para seguir adiante e não pular nenhum treino. Literalmente, sou movido pelo reconhecimento do público, não tem sensação melhor do que vencer uma prova e todo mundo ficar sabendo e me parabenizando. Isto me leva para frente, além, é claro, de todo o incentivo de minha esposa que me ajuda bastante o tempo todo, principalmente quando estou desanimado.
PodCorrer: Você pratica outros esportes? Quais?
Adriano: De vez em quando ainda dou umas pedaladas, mas muito raramente. Neste ano, por exemplo, devo ter subido na bike apenas umas 10 vezes. Quando pedalo é mais pensando nesta modalidade como um complemento e fortalecimento muscular para a corrida. Normalmente faço isso no meu período de base.
PodCorrer: Você controla muito sua alimentação? Que tipo de dieta você leva?
Adriano: Na verdade não sigo nenhum tipo de dieta. Como de tudo e a todo momento. Inclusive as consideradas porcarias. Apenas evito frituras, em casa fazemos tudo assado ou grelhado, nada de fritura. Também me preocupo bastante com a hidratação e o consumo diário de carboidratos e proteínas, fundamentais para quem tem uma atividade intensa como eu. Ou seja, consumo tudo o que é correto, mas não dispenso as porcarias como os salgadinhos, bolachas recheadas, refrigerantes, cerveja, hambúrguer, etc. Afinal, sou normal como qualquer outra pessoa, apenas tenho uma genética favorável para correr bem.
PodCorrer: O que você curte fazer como lazer?
Adriano: Gosto de ficar em casa vendo televisão e filmes com minha esposa, jogar video game, ir a bons restaurantes e churrascarias com minha esposa ou então curtir um cinema com ela. Também gosto de mexer no jardim de casa, pois adoro plantas. De vez em quando apenas dormir e simplesmente não fazer nada.
PodCorrer: Você já participou de muitas provas no exterior onde o nível de qualidade de organização das provas costuma ser excepcional. Como você qualifica as organizações das provas brasileiras? Estamos no mesmo nível? O que falta?
Adriano: Sem dúvida, na maioria das provas estamos no mesmo nível ou muito melhor quando se trata de provas menores (até 10 Km e algumas meias). Agora com relação as maratonas, ainda falta muito para o Brasil se igualar as maratonas internacionais. Começando pelos kits. Aqui no Brasil são uma vergonha. A camiseta é muito vagabunga. Que cobrem mais, mas ofereçam algo com qualidade. Lá fora os kits vem recheados de brindes e as camisetas são de excelente qualidade. As feiras de esporte na entrega dos kits lá de fora também são espetaculares e gigantescas. Você não sabe nem para onde ir de tanta coisa que tem para ver e comprar. A recepção na chegada também tem uma diferença gigantesca. Enquanto aqui dão aos concluíntes apenas água e um saquinho ridículo com uma maça, uma banana, um sanduíche (este quando dão) e um isotônico ou suco. Lá fora após completar as maratonas você encontra pela frente uma área de dispersão enorme, com todo tipo de comida imaginável, barras de carboidrato, proteína e cereais de todos os tipos, salgadinhos, bolachas, bebidas de vários tipos (isotônicos, refrigerantes, água, energéticos e etc). E mesmo com tudo isso a disposição dos concluíntes, cada um ainda recebe um belo kit lanche com um sanduíche que chega a ser uma refeição e mais uma bag para você ir colocando dentro tudo que quiser pegar. E não falta nada até o último colocado completar a prova. Ainda existem áreas para os atletas descansarem antes de seguirem o caminho de casa ou do hotel. Isto foi o que eu presenciei na Disney, Nova Iorque e Paris que são as maratonas internacionais que já disputei. Enquanto isso, aqui você nem precisa ser o último para encontrar água morna na chegada e isso se ainda tiver. Os postos de hidratação de nossas maratonas também são bem deficientes. em relação aos postos das maratonas internacionais. Enquanto aqui você tem um espaço enorme entre cada posto e conta com apenas dois postos de isotonico (quando tem). No exterior você tem postos a cada 3 km e cada setor de hidratação chega a ter mais de cem metros de extensão, ou seja, não tem como passar reto sem conseguir pegar pelo menos um copinho.
PodCorrer: Das provas que já participou qual ou quais são as mais insequecíveis? Qual foi a mais difícil?
Adriano: Tenho três inesqueciveis. Todas muito importantes. Não dá para dizer qual delas foi mais emocionante. A primeira foi a edição de 2005 da Maratona da Disney. Foi muito importante e emocionante para mim pelo fato de ser minha primeira maratona após a lesão que tive em 2004. Fiquei seis meses sem treinar e cheguei a pensar que nunca mais voltaria a correr. Esta prova com certeza foi meu retorno e a volta por cima de tudo que eu havia passado em 2004. Já na edição de 2006, quando venci pela terceira vez teve também um sabor muito especial. Foi a primeira vez que eu vencia lá com minha esposa junto assistindo e me esperando na chegada. Havia ficado um vazio em 2004, quando viajei com ela para lá, como convidados, e não corri. Foi como se eu estivesse dando um presente para ela, cruzar a linha de chegada em primeiro com ela ali me vendo. Já a terceira emoção vivenciei quando venci a Maratona de Curitiba em 2006. Sete anos antes, em 1999, quando eu ainda praticava triatlo, eu participei da Maratona de Curitiba e na época fui o quarto colocado em minha faixa etária, com 2h31min. Neste dia, o primeiro colocado de minha faixa etária havia feito 2h26min. e o campeão geral da prova 2h22min. Eu via estes tempos deste atletas como algo inatingível, pois eu sabia o quanto eu havia sofrido para fazer as 2h31min. Perguntava para mim mesmo. “Será que um dia consigo correr para isso?”. Achava um aburdo o tempo do primeiro colocado de minha faixa etária. E exatamente 7 anos depois, lá estava eu vencendo a mesma prova e com o tempo de 2h19min. Foi uma sensação incrível estar ali naquele momento cruzando a linha de chegada.
PodCorrer: Adriano, você já ganhou uma quantidade incrível de corridas e tem até um hexa-campeonato na Maratona da Disney. Quais são suas metas atuais? O que motiva os seus treinos hoje?
Adriano: Tenho três metas principais. A primeira é conseguir prolongar minha carreira ao máximo. Ou seja, minha vida útil como atleta profissional até os meus 45 anos. Isto significa que serão mais 14 anos como profissional pela frente. Por isso mantenho um nível de treinamento e performance sempre no mesmo patamar há uns 5 anos. Quero apenas prolongar isso o máximo possível sem correr o risco de me machucar seriamente tentando marcas ou índices absurdos que fujam de minha realidade física. Isso acontece com muito atleta bom. O cara põe na cabeça que quer se classificar para um mundial de qualquer jeito, ou coisa do tipo. Treina como um louco, faz 2h12min na maratona e depois disto some das corridas por causa de uma monte de lesão que passou a ter em função deste desgaste. A segunda grande meta é chegar minha décima vitória consecutiva na Disney, já foram seis. E a terceira, é a que considero a mais ambiciosa e provavelmente será a mais importante de todas. Quero estrear na Ultramaratona de Conrades em 2014, no sentido subindo, com o objetivo de vencer a prova ou pelo menos chegar entre os 10 primeiros colocados. Se conseguir eu serei o primeiro brasileiro na história desta prova a conseguir isso.
PodCorrer: Quais serão suas próximas competições agora?
Adriano: Pensando nas mais importantes, vou correr agora no dia 24 de Maio a Maratona de Porto Alegre. Será minha terceira maratona no ano. Depois, dia 28 de Junho, participarei da Maratona do Rio. Em Setembro, volto para a Meia Maratona de Buenos Aires para tentar a terceira vitória consecutiva. Uma semana depois participarei da Maratona de Foz e em Novembro da Maratona de Curitiba. Entre cada uma destas participarei das provas menores da Corpore, Estações e outras mais. Serão ao todo 6 maratonas neste ano. Alguns acham que sou louco, mas estou me recuperando bem de cada uma delas e já estou fazendo isso pensando na Conrades, afinal faltam apenas 5 anos.
PodCorrer: Você tem alguma superstição antes ou durante as corridas?
Adriano: Sim, sempre acendo uma vela antes de dormir na noite véspera da prova, pedindo proteção e para que dê tudo certo na prova e que não me aconteça nada de ruim. Se a prova for a noite, acendo a vela à tarde antes de ir para a prova. Me sinto mais fortalecido e confiante. Outra coisa que para mim é como se fosse um amuleto e nunca corro sem, seja em competição ou em treinos, são os óculos. Sem eles me sinto pelado e incomodado.
PodCorrer: Você faz assessoria esportiva? Como os corredores podem lhe contactar para treinar com você?
Adriano: Sim, eu e minha esposa, que também é formada em Educação Física, montamos juntos nossa assessoria esportiva. Oferecemos treinos de corrida, caminhada, triatlo e condicionamento físico geral. Ela leva o meu nome e se chama Adriano Bastos Treinamento Esportivo. Agora, no mês de Junho, ela já completará 2 anos de existência. Estamos hoje com 90 alunos muito satisfeitos com nosso trabalho. Aos pouquinhos estamos crescendo na dose certa, de forma que possamos dar conta daquilo que oferecemos. Sabemos nome e sobrenome de todos os alunos e com certeza isso ja faz uma enorme diferença para o aluno que tem a segurança de saber que seu treinador está por dentro de tudo que está acontecendo com ele, seja com relação aos treinos ou sobre seus problemas pessoais, pois de certa forma nos tornamos um pouco psicólogos deles. Quem quiser nos contatar é só acessar nosso site www.adrianobastos.com.br/assessoria/ ou o meu site pessoal www.adrianobastos.com.br. Se preferir, enviar e-mail direto para contato@adrianobastos.com.br.
PodCorrer: Adriano, muito obrigado pela gentileza de responder as perguntas da entrevista. Desejo muita força nos treinos e sucesso cada vez maior nas competições. Estaremos torcendo por você nas provas.
Adriano Bastos Vence a 9ª Maratona Internacional de Santa Catarina 21/abril/09
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Pois é, o Adriano faturou mais uma! O cara é uma máquina de ganhar maratonas. Depois de ganhar pela sexta vez a Maratona da Disney, em janeiro de 2009, o corredor paulista conquistou o bicampeonato da maratona catarina, vencendo com o tempo de 2h21m44s, após uma prova de superação.
Os últimos quatro quilômetros foram os mais difíceis de Bastos. Ele chegou a caminhar em alguns momentos por causa de exaustão muscular. O calor também foi outro grande adversário dos competidores, já que os termômetros marcaram cerca de 30ºC.

Mesmo assim, Adriano conseguiu vencer e subir ao pódio, mas dessa vez com um tempo mais alto. Ele não conseguiu bater o recorde da prova. No último ano ele conseguiu o feito com o tempo de 2h16min20. Logo após que cruzou a linha de chegada, o campeão se sentiu mal e foi atendido pelos médicos por uma hora.
A prova masculina foi bem disputada. Claudir Rodrigues liderou até o quilômetro 32, mas não agüentou o calor e diminuiu o ritmo. Assim Adriano Bastos conseguiu alcançar o líder e assumir a liderança. “O Claudir Rodrigues saiu na frente e impôs um ritmo muito forte e disparou na frente. Até o quilômetro 38 ele estava quase mil metros na minha frente e pensei que não iria ultrapassá-lo. Estava conformado com o segundo lugar, mas percebi que Claudir tinha diminuído o ritmo. Foi aí que busquei minhas últimas forças para ultrapassá-lo exatamente na placa dos 39 quilômetros e depois sustentar a vantagem na medida do possível”, conta Adriano Bastos.
Já Claudir Rodrigues, de Santa Maria, que tentava índice para o mundial, acabou ficando na segunda colocação com o 2h23min02 e sem a vaga para Berlim. O terceiro lugar foi para Elias Rodrigues Bastos, de Campinas em 2h25min15seg.
Na disputa feminina, Adriana Aparecida da Silva fazia sua estréia na distância de 42,195 mil metros e precisou de toda a sua força para vencer a competição e também conseguir o índice para o Mundial. Uma torção no pé esquerdo, ocorrida em março quando treinava para o mundial de cross-country na Jordânia, atrapalhou parte da preparação da atleta. “Fui pra lá no sacrifício e para competir aqui tive que fazer um trabalho diário de fisioterapia. Mas valeu a pena”. Ao cruzar a linha de chegada ela foi às lagrimas ao saber pelo seu técnico Cláudio Castilho, que havia conseguido o índice para o mundial.
Para vencer a prova, Adriana montou uma estratégia de não se distanciar do pelotão que saiu na frente. A partir do quilômetro 20, passou a dividir a primeira colocação com Michele das Chagas, de Bragança Paulista, que terminou na terceira colocação com o tempo de 2h47min3seg. Posteriormente, no quilômetro 26, tomou à frente da prova, posição que se manteve até o final da competição. A mineira, de Itajubá, Rosângela Raimunda Pereira ficou com o segundo lugar com o tempo de 2h43min51seg.
Veja o resultado completo da 9ª Maratona Internacional de Santa Catarina, realizada em 19 de abril de 2009.



































