O Que Comer Antes de Correr pela Manhã? 5/setembro/09
Postado por podcorrer em: Nutrição, Orientações, Saúde , 4 comentáriosMuitos leitores aqui do PodCorrer tem questionado sobre a alimentação antes dos treinos de corrida, principalmente nas corridas matinais. O que comer antes dos treinos pela manhã? Você já deve ter percebido que se ingerir uma alimentação inadequada pode sentir falta de disposição para treinar ou desconforto estomacal. Por outro lado, se não comer nada sentirá falta de energia para os treinos mais longos.
O fato é que se você for correr por uma hora ou mais é importantíssimo tomar o café da manhã para abastecer os reservatórios de energia do seu corpo. Praticar corrida por mais uma hora faz com que o seu corpo vá buscar energia nas reservas de glicogênio que seus músculos e fígado armazenam. Justamente pela manhã as suas reservas estão baixas, devido ao longo período sem alimentação durante o sono. Assim se você não se alimentar antes do treino matinal poderá ficar sem energias durante a corrida. Sabe-se, também, que comer carboidratos pode ajudar a aumentar a velocidade da sua corrida e melhorar o sprint no final do seu treino.
Então, uma boa dia é alimentar-se com um café da manhã leve antes do treino. Monte sua refeição de forma que obtenha 50 a 80 gramas de carboidratos de fácil digestão aproximadamente uma hora antes de começar a correr. Isso pode ser obtido com 250 ml de bebida esportiva (ex.: Gatorade), frutas como banana, maça ou cereais.
Treinar ou Descansar? A Grande Dúvida! 30/julho/09
Postado por podcorrer em: Orientações , 1 comentárioAmigos Corredores,
Recebi esse texto do Alberto Bailoni Neto, meu treinador da BR Esportes. O texto caiu como uma luva para mim, pois estou passando por mais uma fase de gripe e treinos não realizados. Vejam.
Durante o processo de treinamento, que pode durar de semanas à meses, principalmente os atletas amadores, estão sujeitos a mudanças em suas rotinas, sejam referentes ao trabalho, ao endereço de moradia, local dos treinos, questões familiares que muitas vezes exigem nossa presença, entre outros contra-tempos.
Essas mudanças de rotina, normalmente, interferem no planejamento montado para a prova e por vezes impossibilita a realização de uma ou mais sessões de treino. Por conta disso, o atleta tende a querer compensar os treinos perdidos, encaixando essas sessões em dias e horários que não estavam previstas ou aumentando o volume e/ou a intensidade dos treinos seguintes tentando suprir a lacuna dos treinos não realizados. Essa prática é desaconselhável, já que o corpo leva um certo tempo para recuperar cada um dos sistemas treinados. Sobrepondo os treinos e/ou aumentando as cargas de trabalho indiscriminadamente não permitimos ao nosso corpo se desenvolver como deveria e pior, elevamos, consideravelmente, a possibilidade de over training e lesões.
Outra prática recorrente relacionada às mudanças na rotina, é realizada pelos atletas muito metódicos. Estes, independente das mudanças ocorridas, não deixam de realizar nenhuma sessão de treino exatamente como está em sua planilha, por acreditar que fazendo tudo que está proposto, independente do contexto, estarão em melhores condições no dia da prova. Acontece que, normalmente, esses atletas ficam doentes durante a fase específica do treinamento, onde os treinos são maiores e mais intensos, pois, muitas vezes, não dormem o número de horas necessárias por noite, acordando mais cedo para conseguir cumprir à risca a planilha ou não dão o intervalo correto entre as sessões de treino de um mesmo dia, o que quase sempre interfere na alimentação pós e/ou pré treino.
Um bom programa de treinos, sempre leva em consideração sua rotina, horários e compromissos. Quando ocorrerem mudanças, comunique, o mais rápido possível, seu treinador para que ele ajuste o treinamento àquela nova realidade. Muitas vezes não há tempo para essa comunicação antes de um determinado treino! Nesse caso, o mais sensato a ser feito é diminuir a carga de treinos. Dessa maneira você pode até não evoluir, mas conseguirá manter sua forma atual devido à consistência nos treinamentos. Mas evite ficar parado, só em último caso. Faça o que der (30, 20 minutos), mantendo a característica do que está proposto em sua planilha. Lembre-se: pouco é melhor do que nada!
Procure respeitar o mínimo de horas de sono necessárias para você. O sono é a melhor forma de recuperação para seu corpo. Fique atento também à sua nutrição, principalmente antes, durante e após os treinos. Isso garantirá energia para exercitar-se e em seguida, auxiliar sua recuperação.
Tente conviver bem com imprevistos e mudanças em sua rotina. Isto vai acontecer! E tenha certeza que: descanso também é treino!
Saiba Tudo Sobre a Nike 600K – Corrida SP/RJ 8/julho/09
Postado por podcorrer em: Provas , 11 comentáriosA Nike anunciou hoje que promoverá a maior corrida de revezamento das Américas, a Corrida Nike SP/RJ, O Desafio do 600K. A prova será realizada nos dias 23, 24 e 25 de Outubro de 2009. Entenda melhor como será essa corrida inovadora e audaciosa lançada pela Nike.
O lançamento de hoje põe fim a um longo mistério sobre quando e como seria a corrida da Nike desse ano. Os caras capricharam! O desafio é de dar água na boca. Muita gente vai alucinar para participar desse evento.
Veja o vídeo de lançamento:
Largada:
Ocorrerá no dia 22 de outubro de 2009 no Obelisco do Parque Ibirapuera em São Paulo/SP
Chegada:
Será na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro/RJ no dia 25 de outubro de 2009.
Participantes:
Limitados a 20 equipes mistas com 12 corredores cada, sendo 10 titulares (no mínimo com 3 mulheres) e 2 reservas (um pra cada sexo). As equipes serão selecionadas através de assessorias esportivas recrutadas pela Nike. Serão 8 equipes de SP, 4 do RJ, e 4 regionais: Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba. Uma das equipes será composta por vencedores de desafios do Nike+. As outras 3 equipes serão especiais designadas pela Nike.
Critérios de Seleção / Inscrições:
Ainda temos poucos detalhes, mas já sabemos que somente serão aceitos corredores amadores. Para se candidatar será exigida uma qualificação mínima. Todos corredores deverão estar habilitados a correr com pace (ritmo) mínimo de 5 minutos por Km. Para homens serão aceitos apenas corredores que façam os 10K em menos de 45 minutos. A avaliação será feita pelas assessorias esportivas. Aguardem mais detalhes sobre os critérios.
Percurso e Altimetria:
É a grande atração do evento. O percurso de 600Km sai de SP e vai para o Rio descendo a Serra do Mar, passando por asfalto, terra, mata. O percurso é inovador e inclui as belas paisagens da rodovia Rio-Santos e dos litorais paulista e fluminense até a linha de chegada, na praia de Ipanema. A cada noite, os participantes serão acomodados nos três pontos de parada do roteiro, conhecidos como Nike Villages. Confira o percurso aqui e baixe a imagem em alta resolução com a altimetria. Uau! Descida de 800 m em 40 Km!!
Revezamento:
Em cada dia de prova as equipes correrão durante 17 horas, no máximo. Cada corredor percorrerá percursos de 7 Km a cada revezamento. Cada corredor será acionado três vezes por dia, ou seja, percorrendo aproximadamente 21 Km. É uma meia maratona por dia! Cada time percorrerá por dia aproximadamente 200 Km. Para finalizar, no quarto dia, após a chegada na Barra da Tijuca no Rio, os corredores participarão de um sprint final de 10K, só pra fechar com chave de ouro!
Infra:
A Nike proporcionará a maior estrutura de apoio já utilizada em corridas no Brasil. Cada equipe receberá toda a infraestrutura necessária de apoio: carro, van, moto, etc. Cada corredore recebera todos os materias esportivos necessário para o desafio. (show!!). Além disso, nas Nike Villages os corredores receberão tudo que precisam para um descanso restaurador, com alimentação saudável, médicos, fisioterapeutas, etc.
Tecnologia:
Serão usados os produtos da linha Running Performance da Nike, além de monitoramento via o sistema Nike+. Todos atletas serão monitorados em tempo real pelos dispositivos Nike+ nos tênis.
Corrida com Consciência Social:
Além de desafiar os limites humanos, a Corrida SP – RJ, Desafio dos 600K também se solidariza com uma causa social ligada ao esporte. Em parceria com a Rede Esporte pela Mudança Social, um programa da Organização das Nações Unidas (ONU), cada um dos 600 quilômetros do percurso será vendido para arrecadar fundos para os projetos que usam a atividade esportiva como combate à pobreza e à desigualdade.
Para mais informações sobre a prova, acesse nikecorre.com.br ou nikeplus.com.
Dicas para Recuperação Após as Corridas 26/novembro/08
Postado por podcorrer em: Orientações , 4 comentários- Alongue: não sente logo depois de terminar a corrida. Seus músculos podem se enrijecer o que retarda a recuperação. Caminhe por pelo menos cinco minutos, e depois faça um alongamento focando nos quadríceps, quadris e panturrilhas;

- Alimente-se: recupere suas reservas de glicogênio e restaure seus músculos ingerindo alimento rico em carboidrato e proteína até uma hora após a corrida (ex.: shakes substitutos de refeição);
- Beba chá: os antioxidantes encontrados no chá preto e no chá verde ajudam a combater a dor muscular causada por inflamação;
- Descanse bem: procure recarregar “suas baterias” dormindo sempre de sete a oito horas por noite. Depois de uma corrida mais puxada é sempre bom cochilar um pouco depois de voltar pra casa;

- Corra Leve: nos dias de recuperação, treine com corridas muito leves. Ao completar o treino você deve senitr que poderia fazê-lo novamente.
A Refeição Pré-Competição 26/junho/08
Postado por podcorrer em: Nutrição, Orientações, Posts do Thyago , 1 comentárioDurante anos, os atletas alimentaram-se com o tradicional bife, algumas horas antes da prova. Essa prática deve ter se originado da crença inicial de que os músculos consomem a si mesmos para fornecer substrato para sua própria atividade, e que o bife forneceria as proteínas necessárias para contrabalaçear essa perda. Sabemos agora, que o bife é provavelmente o pior alimento que um atleta pode ingerir antes de competir. O bife contém uma alta porcentagem de gordura, que requer várias horas para sua digestão completa.
Durante a corrida, o sistema digestivo compete com os músculos pelo suprimento de sangue disponível. Além disso, a tensão nervosa comumente é elevada antes de uma competição importante e por isso, nem o melhor bife pode ser consumido com prazer nesse momento. O bife seria melhor apreciado e apresentaria menor probabilidade de perturbar o desempenho do atleta se fosse consumido na noite que antecede a corrida ou após esta. Mas, se o bife está descartado, o que o atleta deve ingerir antes de correr?
Embora a refeição ingerida algumas horas antes da prova possa contribuir pouco com os estoques de glicogênio muscular, ela pode assegurar um nível de glicemia normal e impedir a sensação de fome. Essa refeição deve conter apenas cerca de 200 a 500 calorias e deve consistir sobretudo de alimentos à base de carboidratos que são facilmente digeridos. Alimentos como cereais, sucos e torradas, são digeridos rapidamente e não fazem com que o atleta se sinta repleto durante a prova.
Em geral, essa refeição deve ser consumida pelo menos duas horas antes da corrida. A velocidade com que os alimentos são digeridos e os nutrientes são absorvidos pelo organismo é individual e, por essa razão, o momento da refeição pré-competição, depende das experiências prévias. É menos provável que uma refeição líquida pré-competição produza indigestão nervosa, náuseas, vômitos e cãimbras abdominais.
Esses alimentos estão disponíveis comercialmente e em geral, revelaram ser úteis tanto antes, quanto durante a prova. Tal como qualquer alimentação pré-competição, no entanto, eles devem ser evitados na hora final que antecede a corrida.
Definir o tempo em que o atleta deve comer, quando eles devem participar de múltiplas atividades preliminares e finais, é frequentemente difícil. Nessas circunstâncias, uma refeição líquida, pobre em gordura e rica em carboidratos, pode ser um ótima solução.
Thyago Carvalho
Fonte: Wilmore, Jack; “Fisiologia do esporte e do exercício”
Reposição de Energia 20/junho/08
Postado por podcorrer em: Nutrição , 2 comentáriosVejo muita gente com dúvidas sobre a necessidade de reposição de energia durante as provas de corrida. Bem, os carboidratos são armazenados como glicogênio nos nossos músculos e no nosso fígado. Eles são convertidos para glicose, nosso principal combustível durante corridas longas. Em média, uma pessoa armazena 300 a 400 gramas de carboidrato em seus músculos e outros 100 gramas no fígado (atletas e corredores bem treinados conseguem aumentar consideravelmente esta quantidade).
Façamos, agora, um cálculo simples: um grama de carboidrato corresponde a quatro calorias. Assim, multiplicando-se pelos 500 gramas temos um total de 2000 calorias armazenadas em nosso corpo. Em média, uma pessoa queima aproximadamente 600 calorias por hora enquanto corre. Portanto, se não ingerirmos nenhuma fonte extra de calorias durante uma prova, ficaremos “sem combustível” após 3h20min, aproximadamente. Não é a toa que muitos corredores ficam totalmente sem energia durante suas primeiras maratonas.
Evidentemente, estes números são aproximados e podem variar muito de indivíduo para indivíduo, conforme seu peso, velocidade durante a corrida, etc. Mas o ponto mais importante é que devemos abastecer nossas reservas antes e durante nossas corridas, seja durante os treinos ou durante as provas.
Se você é (ou pretende ser) um corredor de longas distâncias, considere os carboidratos seus amigos. Eles são sua principal fonte de energia. Isso não quer dizer que devemos deixar de lado os demais nutrientes em nossa dieta. As gorduras são as fontes de energia de reserva e atuam como combustível em exercícios de baixa intensidade e, por fim, as proteínas que são os essenciais na formação dos músculos.






