Saiba Tudo Sobre a Nike 600K – Corrida SP/RJ 8/julho/09
Postado por podcorrer em: Provas , 14 comentáriosA Nike anunciou hoje que promoverá a maior corrida de revezamento das Américas, a Corrida Nike SP/RJ, O Desafio do 600K. A prova será realizada nos dias 23, 24 e 25 de Outubro de 2009. Entenda melhor como será essa corrida inovadora e audaciosa lançada pela Nike.
O lançamento de hoje põe fim a um longo mistério sobre quando e como seria a corrida da Nike desse ano. Os caras capricharam! O desafio é de dar água na boca. Muita gente vai alucinar para participar desse evento.
Veja o vídeo de lançamento:
Largada:
Ocorrerá no dia 22 de outubro de 2009 no Obelisco do Parque Ibirapuera em São Paulo/SP
Chegada:
Será na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro/RJ no dia 25 de outubro de 2009.
Participantes:
Limitados a 20 equipes mistas com 12 corredores cada, sendo 10 titulares (no mínimo com 3 mulheres) e 2 reservas (um pra cada sexo). As equipes serão selecionadas através de assessorias esportivas recrutadas pela Nike. Serão 8 equipes de SP, 4 do RJ, e 4 regionais: Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba. Uma das equipes será composta por vencedores de desafios do Nike+. As outras 3 equipes serão especiais designadas pela Nike.
Critérios de Seleção / Inscrições:
Ainda temos poucos detalhes, mas já sabemos que somente serão aceitos corredores amadores. Para se candidatar será exigida uma qualificação mínima. Todos corredores deverão estar habilitados a correr com pace (ritmo) mínimo de 5 minutos por Km. Para homens serão aceitos apenas corredores que façam os 10K em menos de 45 minutos. A avaliação será feita pelas assessorias esportivas. Aguardem mais detalhes sobre os critérios.
Percurso e Altimetria:
É a grande atração do evento. O percurso de 600Km sai de SP e vai para o Rio descendo a Serra do Mar, passando por asfalto, terra, mata. O percurso é inovador e inclui as belas paisagens da rodovia Rio-Santos e dos litorais paulista e fluminense até a linha de chegada, na praia de Ipanema. A cada noite, os participantes serão acomodados nos três pontos de parada do roteiro, conhecidos como Nike Villages. Confira o percurso aqui e baixe a imagem em alta resolução com a altimetria. Uau! Descida de 800 m em 40 Km!!
Revezamento:
Em cada dia de prova as equipes correrão durante 17 horas, no máximo. Cada corredor percorrerá percursos de 7 Km a cada revezamento. Cada corredor será acionado três vezes por dia, ou seja, percorrendo aproximadamente 21 Km. É uma meia maratona por dia! Cada time percorrerá por dia aproximadamente 200 Km. Para finalizar, no quarto dia, após a chegada na Barra da Tijuca no Rio, os corredores participarão de um sprint final de 10K, só pra fechar com chave de ouro!
Infra:
A Nike proporcionará a maior estrutura de apoio já utilizada em corridas no Brasil. Cada equipe receberá toda a infraestrutura necessária de apoio: carro, van, moto, etc. Cada corredore recebera todos os materias esportivos necessário para o desafio. (show!!). Além disso, nas Nike Villages os corredores receberão tudo que precisam para um descanso restaurador, com alimentação saudável, médicos, fisioterapeutas, etc.
Tecnologia:
Serão usados os produtos da linha Running Performance da Nike, além de monitoramento via o sistema Nike+. Todos atletas serão monitorados em tempo real pelos dispositivos Nike+ nos tênis.
Corrida com Consciência Social:
Além de desafiar os limites humanos, a Corrida SP – RJ, Desafio dos 600K também se solidariza com uma causa social ligada ao esporte. Em parceria com a Rede Esporte pela Mudança Social, um programa da Organização das Nações Unidas (ONU), cada um dos 600 quilômetros do percurso será vendido para arrecadar fundos para os projetos que usam a atividade esportiva como combate à pobreza e à desigualdade.
Para mais informações sobre a prova, acesse nikecorre.com.br ou nikeplus.com.
Bombeiros 10K 2009: Resultado 5/julho/09
Postado por podcorrer em: Provas , 2 comentáriosAmigos Corredores,
Completei com sucesso a Corrida Corpore Bombeiros 10K 2009. Meu tempo foi de 58m29s. Foi mais uma etapa da minha “maratona pessoal”. Eu havia comentado anteriormente que fui me inscrevendo em várias provas durante o mês de Junho e quando percebi já tinha 5 corridas agendadas para os 4 fins de semana do mês. Somando as duas corridas que participaria em Julho, acabei me inscrevendo para 7 corridas em 6 finais de semana consecutivos em 3 cidades diferentes! Até agora já foram as seguintes etapas:
- Bombeiros – 10K (05/jul/09): 0:58:29
- Meia Maratona do Rio – 21K (28/jun/09): 2:17:54
- Hebraica Macabi – 6K (21/jun/09): 0:32:05
- Reebok 10Km – 10K (20/jun/09): 0:57:42
- 10Km Buenos Aires – 10K (14/jun/09): 0:56:15
- EcoRun – 10K (07/jun/09): 0:56:15
A “maratona” termina no próximo domingo, com o Circuito das Estações Adidas 10K Etapa Inverno em São Paulo no Estádio Pacaembu. Por sinal, tenho muita expectativa de baixar meu tempo nessa prova. Vamos ver. Estou treinando para isso. No total, ao fim dessa “maratona pessoal” terei rodado 77 Km em competições em 45 dias. Depois volto ao normal de uma ou duas corridas por mês apenas.
Voltando a Corrida Corpore Bombeiros 10K 2009. Tinha muita vontade de participar dessa prova. Trata-se de uma corrida clássica de São Paulo, já em sua décima quarta edição. Além disso, participei da Bombeiros 10K 2008 (foi uma das minhas primeiras corridas) e gostei muito da camiseta (uso muito até hoje), da medalha (uma das mais bonitas que tenho) e do percurso, em torno do Museu do Ipiranga passando pelo Parque da Independência. Outra coisa legal é que o percurso tem uma subida bem desafiadora no Km 7, a temida Av. Nazaré.
Cheguei tarde na arena, por volta das 7h40. Mas como estava tudo bem organizadinho, não peguei fila para nada. Peguei meu chip e número de peito e fui para a largada, que ocorreu as 8h00 em ponto. O clima estava ótimo para correr. A temperatura era de 15ºC e a umidade estava em 89%. Os corredores compareceram em peso a esta prova que faz parte das comemorações do Dia do Bombeiro (2/julho). Foram mais de 5.000 corredores, segundo a Corpore. O clima era de grande festa para o Corpo de Bombeiros. Viam-se muitos deles tanto correndo como acompanhando a corrida. Vários pelotões de bombeiros correram a prova cantando e animando os demais corredores.
Minha meta para a corrida era diminuir meu tempo do ano passado (1h00m19s). Sabia que um recorde pessoal dos 10K seria impossível, pois meu melhor tempo foi estabelecido em circuito totalmente plano e na Bombeiros 10K existem mais de 70 metros de diferença entre o ponto mais baixo e o mais alto do percurso. Então minha estratégia era começar de leve, pois no Km 7 teria uma subida pesada.
Fechei os Km 1 e 2 com quase o mesmo tempo: 5’47″. No Km 3 acelerei um pouco por causa da descida e fechei com 5’08″. Nos Km 4 e 5 já estavamos Av. Dom Pedro I e voltei a subir o tempo, fechando em 5’48″ e 5’47. Estava estável em torno dessa média. Aí chegou a famosa subida da Av. Nazaré. Com o Museu do Ipiranga ao fundo, baixei a cabeça e mandei bala na subida. Mas não adianta, o rendimento caiu muito. Fechei os Km 6 e 7 em 6’11″ e um horrível 6’56″. Fiquei preocupado em não conseguir atingir minha meta e quando cheguei ao topo da Av. Nazaré, para virar a direita na R. Arciprestre Andrade, acelerei. Fechei o Km 9 em 5’58″ e no último gastei o que tinha economizado de energia, fechando em 5’01″. Estava esperando o final em subida, mas a Corpore mudou um pouco o percurso, encerrando a esquerda na Rua dos Patriotas, ao invés de descer e entrar pela frente da Praça do Monumento. Se tivesse percebido isso teria corrido mais forte no final. Estava preocupado com a última subidinha. Atravessei a linha de chegada com 58’29″, batendo minha meta e reduzindo meu tempo do ano passado em 1 minuto e 50 segundos! A minha classificação ficou assim:
Tempo Líquido: 00:58:29
Classificação Geral: 2616/4568 (57%)
Classificação Faixa: 408/581 (70%)
Classificação Sexo: 2325/3567 (65%)
Ritmo: 05:50 min/km
A organização da prova estava muito boa, como é padrão da Corpore. Só destaco alguns pontos negativos: o asfalto estava muito ruim. Cheio de desníveis e buracos. Sei que a Corpore não tem muito como resolver isso, mas tá na hora da Prefeitura reformar o asfalto daquela região. Fiquei decepcionado com a medalha. Tinha gostado tanto da medalha do ano passado mas achei a desse ano muito feia, sem graça. E por fim, o lanche para os concluíntes estava fraquinho. Nenhuma fruta! Só um sanduichinho sem vergonha! Vamos caprichar, gente!
A Playteam foi a grande vencedora do dia, colocando no topo do pódio seus atletas. Eles venceram a prova masculina e a feminina. Veja como ficou a classificação da Categoria Geral:
Masculino:
- Renilson Vitorino da Silva (PlayTeam): 00:31:16
- Sivaldo Santos Viana (MCalçados): 00:31:20
- Carlos Moreira dos Santos (Benício Adv): 00:31:44
- Marildo José Barduco (Montevérgine): 00:31:50
- Francisco das Chagas Bezerra (Clube Esperia): 00:31:57
Feminino:
- Angelina das Graças Rafael (Playteam): 00:39:01
- Janaina Aparecida Pinto Ferandes (VO2/Stefanini): 00:40:51
- Hildene Cardoso Santana (Valdir Camargo): 00:41:14
- Olivia de Fatima Franco Fernandes (VO2/Stefanini): 00:42:13
- Elóia Rosa de Matos (Clube Esperia): 00:43:23
Se você participou da Corrida Corpore Bombeiros 10K 2009 e quer saber como foi seu tempo, visite a página de resultados da Corpore. E se quer procurar as suas fotos, experimente visitar o site das empresas que cobriram o evento:
Clique aqui para assistir o vídeo da largada.
Bom, agora é hora de descansar. Essa semana devo fazer alguns treinos leves após terça-feira e depois me concentrar para o próximo desafio: Circuito das Estações Adidas 10K Inverno. Eu VOU baixar meu tempo!!
Até lá, amigos!
Marílson Gomes é tetra na 24ª 10K Tribuna FM em Santos (SP) 20/maio/09
Postado por podcorrer em: Notícias , envie comentárioMaior nome do atletismo brasileiro na atualidade, o brasiliense Marilson Gomes levantou a grande torcida pelo percurso para comemorar o tetracampeonato no 24º 10 KM Tribuna FM, uma das cinco maiores corridas de rua do País, que reuniu 15 mil atletas em Santos, na manhã deste domingo (dia 17). O bicampeão da Maratona de Nova Iorque correu isolado na frente praticamente toda a prova e cruzou a linha de chegada em 28 minutos e 16 segundos.
Entre as mulheres, a queniana Eunice Jepkirui Kirwa foi a mais rápida, com direito a novo recorde, com 32m52s, superando em cinco segundos a marca da equatoriana Marta Tenório, conquistada em 1998. A paranaense Luzia de Souza Pinto ficou em segundo lugar e também bateria o recorde em um segundo, com 32min56s, numa chegada emocionante, para empolgar o público.
Como prêmio, os dois campeões receberam R$ 25 mil, cada um, de um total de R$ 120 mil, divididos aos 20 melhores do masculino e do feminino. A competição, disputada sob sol e uma temperatura amena, novamente foi consagrada pelo alto nível técnico, aliado à festa da população, tanto na torcida, sobretudo nos dois últimos quilômetros, na orla da praia, quanto entre os amadores, como os famosos pelotões, grupos uniformizados de empresas e academias, promovendo um colorido especial e muita animação.
Outra grande atração foi a participação de figuras históricas do evento, atuando como ‘marcadores de tempo’, correndo junto aos amadores para ajudar na conquista das marcas. O mais badalado, sem dúvida, foi Vanderlei Cordeiro de Lima, bronze na maratona da Olimpíada de Atenas e recordista da prova santista desde 1997, com 28min01s. Ele “puxou” os atletas para 50 minutos e levou uma pequena multidão ao seu redor.
Também foram marcadores o angolano João Ntyamba, único tri consecutivo da prova (40 minutos), Ronaldo da Costa, que já foi recordista mundial da maratona e bi em Santos (45 minutos), Ednalva Lauriano, a Pretinha, tetra na disputa santista (55 minutos) e Valmir Nunes, bicampeão mundial dos 100 km (60 minutos).
ELITE – Mas o ponto forte mesmo foi a disputa da elite. Na feminina, a queniana Eunice Kirwa já saiu na frente e manteve a ponta até o final. Motivada pela torcida, Luzia vinha atrás e nos 300 metros finais tentou “virar o jogo”, chegando apenas quatro segundos atrás. Após cruzarem a linha de chegada, as duas atletas se ajoelharam para descansar e comemorar o feito. A piauiense Cruz Nonato da Silva ficou em terceiro, com 33min28s.
“Eu não esperava esse recorde. Essa prova é fantástica, principalmente pelo público, que é muito feliz, ajuda bastante. Com certeza, quero voltar no próximo ano para essa corrida”, afirmou Eunice, que está com 25 anos e tem como melhor marca na carreira 32min22s, no Canadá, em 2006.
Para Luzia, o vice teve um sabor todo especial. “Eu não estou acreditando. Vim com o objetivo de correr entre 33min10s e 33min30s. Na hora que começou a prova, me senti bem, segui a Eunice e fui com ela até o km 7. Daí, ela abriu e quando chegou na reta final, o povo começou a gritar, tentei passar, mas ela é muito experiente e não deu. O mais importante é que fiz um ótimo tempo nessa prova, que é a melhor do País”, afirmou. “Sem dúvida, foi o meu melhor resultado até hoje”, completou.
MARILSON – Já entre os homens, Marilson confirmou o favoritismo, sem dar chances aos rivais. Em sua primeira corrida de rua após o bicampeonato na Maratona de Nova Iorque, em novembro passado, elle correu com o grupo da frente até o km 2 e depois começou a abrir vantagem. O segundo colocado, o queniano Biwott Stanley chegou 41 segundos depois (28min57s), seguido de seu compatriota, Emmanuel Bett (29min00s).
“Quando vi que abri uma distância segura, comecei a administrar, porque estava com certo receio. Não sabia o quanto poderia suportar. Eu poderia puxar o começo e errar no final. Procurei controlar um pouco o ritmo, porque a prova estava muito forte”, explicou o tetracampeão.
Apesar de chegar perto do recorde da prova (ficou apenas 15 segundos atrás), ele ressaltou que fez o máximo na ocasião. “Fiz o que podia”, justificou, elogiando muito a prova. “Com certeza, é a melhor do Brasil. Todo mundo que conheço confirma isso. Quando as inscrições abrem, todos querem logo garantir vaga”, destacou.
“Durante todo o percurso o pessoal vem me incentivado, gritando o meu nome. Para mim, é como se estivesse em casa mesmo. Sou sempre muito bem recebido. Para mim, é um prazer muito grande correr aqui. Ainda mais garantindo o tetra”, afirmou Marilson, que comemorou o resultado ao lado da esposa, a também corredora Juliana Gomes, ouro no Pan Rio 2007, nos 1.500 metros.
Marilson já destacou que pretende voltar em 2010 para tentar o pentacampeonato. Se depender de retrospecto, a vantagem é imensa para o novo feito. Em oito participações, foram quatro vitórias, três vices e um terceiro lugar. “Fiquei muito feliz mesmo com a vitória. Mas, às vezes, a gente se surpreende. Treino é uma coisa, competição é outra”, relatou o corredor, que agora se prepara para o Mundial de Maratona, em Berlim. “Nova Iorque este ano vai depender de como vou me recuperar de Berlim”, revelou.
VANDERLEI – Mesmo longe da briga pela vitória, quem também foi muito badalado, antes, durante e após a corrida foi Vanderlei Cordeiro de Lima. Todos queriam tirar fotos, abraçá-lo, dar parabéns. E com muita humildade e simpatia (o mesmo ocorreu com Marilson), ele sempre retribuiu.
“Estou super feliz pelo reconhecimento do meu trabalho. Muito grato à organização por este presente e à esta nação maravilhosa. Para a gente é um calor humano maravilhoso. Foi muito bom participar e estar junto ao público. Parei de ser profissional, mas nunca vou parar de correr”, relatou, descrevendo a nova experiência. “Correr lá atrás é uma sensação muito grande. É um mundo totalmente diferente do atleta de alta performance e muito gostoso para curtir”, argumentou.
O 24º 10 KM Tribuna FM também teve como destaque atrações musicais, como o DJ Breno, e a Banda Mecânica, ao longo do percurso e uma das novidades, a transformação do túnel em uma danceteria para alegrar os corredores antes mesmo do primeiro quilômetro.
O jubileu de prata dos 10 KM Tribuna FM está confirmado para o terceiro domingo de maio de 2010. “Novamente tivemos um grande sucesso e a população de Santos, seja na torcida ou entre os amadores, está de parabéns por esta festa sensacional”, afirmou o diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini. Os resultados completos do 24º 10 KM Tribuna FM estarão disponíveis no site www.triesportes.com.br.
MASCULINO
1 Marilson Gomes dos Santos 28min16s
2 Biwott Stanley Kipleting (Quênia) 28min57s
3 Emmanuel Kipkmmei Bett (Quênia) 29min00s
4 Paulo Alves dos Santos 29min11s
5 Damião Ancelmo de Souza 29min23s
6 Luis Paulo da Silva Antunes 29min28s
7 Daniel Lopes Ferreira 29min29s
8 Reginaldo Campos Júnior 29min31s
9 Francisco Barbosa dos Santos 29min31s
10 Willian Salgado Gomes 29min38s
FEMININO
1 Eunice Kirwa (Quênia) 32min52s
2 Luzia de Souza Pinto 32min56s
3 Cruz Nonato da Silva 33min28s
4 Edielza Alves Guimarães 33min47s
5 Milka Jerotich Kipker (Quênia) 33min54s
6 Maria Zeferina Baldaia 33min59s
7 Sueli Pereira da Silva 34min06s
8 Tatiele Roberta de Carvalho 34min37s
9 Bertha Sanches (Colômbia) 34min43s
10 Ednah Mukhwana (Quênia) 34min47s
Fonte: TriEsportes
Entrevista do Campeão Adriano Bastos Para o PodCorrer.com 18/maio/09
Postado por podcorrer em: Notícias , 11 comentáriosAmigos Corredores,
Hoje tenho um post muito especial. Tenho certeza que todos vocês já participaram de pelo menos uma prova que tenha sido vencida pelo famoso Adriano Bastos. Pois bem, nosso campeão das maratonas deu uma entrevista exclusiva aqui para o PodCorrer.com, contando um pouco da sua carreira e dando algumas dicas para nós, corredores amadores iniciantes ou não. Aproveitem!
Adriano, um ex-atleta de Triatlo que virou maratonista, já venceu inúmeras corridas de rua e conquistou muitos títulos, destacando-se o hexa campeonato na Maratona da Disney (2003/05/06/07/08/09), bi campeonato da Maratona de Santa Catarina (2008 e 2009), bi campeonato da Meia Maratona de Buenos Aires (2007 e 2008), e foi tri campeão do Circuito Corpore (2005, 2006 e 2007). Acompanhe os resultados do Adriano no site oficial.
Vamos a entrevista.
PodCorrer: Adriano, antes de mais nada muito obrigado por colaborar com o PodCorrer.com através desta entrevista. Como sabe, um dos nossos principais objetivos é dar dicas e orientações aos corredores iniciantes. Que conselhos você daria para quem está começando agora?
Adriano: Primeiramente que a pessoa procure uma assessoria esportiva ou um profissional de educação física que possa orientar este iniciante, nunca começar sozinho e sair inventando os próprios treinos, pois isto pode trazer sérios problemas à saúde e ao corpo. Respeite o limite do corpo, tenha paciência e espere que a melhora de performance venha com o tempo.
PodCorrer: Desde quando você se interessou por corridas? Como você acabou se dedicando a este esporte?
Adriano: Comecei no atletismo quando tinha 12 anos de idade por incentivo de meus irmãos que já corriam. Certa vez eles foram participar de uma prova de 10 km e fui junto para assistir, chegando ao local descobrimos que ocorreria também uma corrida infantil de 3 km e que estavam fazendo inscrições na hora, então resolvi participar ficando em terceiro lugar sem nunca ter treinado antes. Empolguei-me e comecei a treinar, foram um ano e meio só correndo até eu conhecer o triathlon e perceber que era isto que eu queria. Pratiquei triathlon durante 8 anos onde obtive ótimos resultados, participei de 2 ironman e sempre tendo a corrida como meu ponto forte, tanto que eu sempre fazia a melhor corrida do geral, inclusive do profissional. Por este motivo no final de 1999 recebi o convite do Pão de Açúcar para integrar a equipe de atletismo deles, assim, em janeiro de 2000 eu assinei contrato com eles, abandonei completamente o triathlon e desde então tenho me dedicado somente ao atletismo como esporte, tendo a maratona como especialidade. No começo foi um pouco difícil por não estar acostumado a treinar só corrida todos os dias e também pela massa muscular que eu tinha devido a natação e o ciclismo. Com apenas 1 mês de treino especifico já fui o melhor brasileiro na maratona de Paris de 2000 com o tempo de 2h21min54seg., exatamente 7 minutos abaixo do meu melhor tempo em maratona quando praticava triathlon. Daí em diante os resultados foram aparecendo.
PodCorrer: Como é a sua rotina de treinos? Você considera a musculação importante no treino de um corredor?
Adriano: Treino sete dias por semana sendo ao todo 12 sessões de treinamento. De 2ª feira tenho um treino de ritmo pela manhã que varia entre 16 à 18km, às 3ª e 5ª feira pela manhã tenho treino de pista onde faço tiros de velocidade (400m, 600m, 1000m, 3000m, etc.) que variam a metragem de acordo com o objetivo. Ao todo, incluindo aquecimento, educativos, parte principal e desaquecimento estes treinos de pista dão em torno de 22 à 25km. De 4ª feira tenho apenas uma rodagem de 21km. Às 6ª feiras faço musculação pela manhã e corro mais 15km logo após. Aos sábados tenho um treino mais longo e único que varia de 25 à 30km e aos domingos uma rodagem leve de 10 à 12km. Quando participo de alguma prova no domingo, no sábado faço apenas uma rodagem leve de 40 minutos. Além destes treinos principais que acontecem sempre pela manhã, ao final da tarde, às 2ª, 3ª, 5ª e 6ª feira faço mais uma rodagem leve de 50 minutos que dá em torno de 12 a 13 km.
Adriano: Quanto a musculação a resposta é sim. Considero a musculação como algo de extrema importância para quem corre, primeiramente por ser um trabalho complementar a corrida que ajudará na prevenção de lesões, pois deixa a musculatura mais tonificada, forte e preparada para aguentar a carga dos treinos de corridas, principalmente com relação à absorção de impacto e segundo porque, tendo uma musculatura mais forte e resistente, ou seja, mais eficiente e com menos risco de lesão,automaticamente a pessoa conseguirá atingir uma performance maior na corrida e explorar mais de seu potencial nos treinos e competições.
PodCorrer: Nós, corredores amadores, muitas vezes temos aquela aquela preguicinha de treinar e vamos faltando uns treinos. Você também sente isso? Como faz para manter a motivação?
Adriano: Sim, também sinto. E digo que não são poucas as vezes. Principalmente quando tenho que sair para rodar o segundo período de treino do dia, a preguiça é enorme. Mas coloco na cabeça que se eu não treinar os meus adversários estarão treinando e melhorando. Penso também naquele pódio ou a próxima prova que terei como grande objetivo e relembro toda a sensação de ser visto e reconhecido pelo público ao vencer uma prova. Já me imagino vencendo esta próxima e isto faz com que eu tenha força de vontade e motivação para seguir adiante e não pular nenhum treino. Literalmente, sou movido pelo reconhecimento do público, não tem sensação melhor do que vencer uma prova e todo mundo ficar sabendo e me parabenizando. Isto me leva para frente, além, é claro, de todo o incentivo de minha esposa que me ajuda bastante o tempo todo, principalmente quando estou desanimado.
PodCorrer: Você pratica outros esportes? Quais?
Adriano: De vez em quando ainda dou umas pedaladas, mas muito raramente. Neste ano, por exemplo, devo ter subido na bike apenas umas 10 vezes. Quando pedalo é mais pensando nesta modalidade como um complemento e fortalecimento muscular para a corrida. Normalmente faço isso no meu período de base.
PodCorrer: Você controla muito sua alimentação? Que tipo de dieta você leva?
Adriano: Na verdade não sigo nenhum tipo de dieta. Como de tudo e a todo momento. Inclusive as consideradas porcarias. Apenas evito frituras, em casa fazemos tudo assado ou grelhado, nada de fritura. Também me preocupo bastante com a hidratação e o consumo diário de carboidratos e proteínas, fundamentais para quem tem uma atividade intensa como eu. Ou seja, consumo tudo o que é correto, mas não dispenso as porcarias como os salgadinhos, bolachas recheadas, refrigerantes, cerveja, hambúrguer, etc. Afinal, sou normal como qualquer outra pessoa, apenas tenho uma genética favorável para correr bem.
PodCorrer: O que você curte fazer como lazer?
Adriano: Gosto de ficar em casa vendo televisão e filmes com minha esposa, jogar video game, ir a bons restaurantes e churrascarias com minha esposa ou então curtir um cinema com ela. Também gosto de mexer no jardim de casa, pois adoro plantas. De vez em quando apenas dormir e simplesmente não fazer nada.
PodCorrer: Você já participou de muitas provas no exterior onde o nível de qualidade de organização das provas costuma ser excepcional. Como você qualifica as organizações das provas brasileiras? Estamos no mesmo nível? O que falta?
Adriano: Sem dúvida, na maioria das provas estamos no mesmo nível ou muito melhor quando se trata de provas menores (até 10 Km e algumas meias). Agora com relação as maratonas, ainda falta muito para o Brasil se igualar as maratonas internacionais. Começando pelos kits. Aqui no Brasil são uma vergonha. A camiseta é muito vagabunga. Que cobrem mais, mas ofereçam algo com qualidade. Lá fora os kits vem recheados de brindes e as camisetas são de excelente qualidade. As feiras de esporte na entrega dos kits lá de fora também são espetaculares e gigantescas. Você não sabe nem para onde ir de tanta coisa que tem para ver e comprar. A recepção na chegada também tem uma diferença gigantesca. Enquanto aqui dão aos concluíntes apenas água e um saquinho ridículo com uma maça, uma banana, um sanduíche (este quando dão) e um isotônico ou suco. Lá fora após completar as maratonas você encontra pela frente uma área de dispersão enorme, com todo tipo de comida imaginável, barras de carboidrato, proteína e cereais de todos os tipos, salgadinhos, bolachas, bebidas de vários tipos (isotônicos, refrigerantes, água, energéticos e etc). E mesmo com tudo isso a disposição dos concluíntes, cada um ainda recebe um belo kit lanche com um sanduíche que chega a ser uma refeição e mais uma bag para você ir colocando dentro tudo que quiser pegar. E não falta nada até o último colocado completar a prova. Ainda existem áreas para os atletas descansarem antes de seguirem o caminho de casa ou do hotel. Isto foi o que eu presenciei na Disney, Nova Iorque e Paris que são as maratonas internacionais que já disputei. Enquanto isso, aqui você nem precisa ser o último para encontrar água morna na chegada e isso se ainda tiver. Os postos de hidratação de nossas maratonas também são bem deficientes. em relação aos postos das maratonas internacionais. Enquanto aqui você tem um espaço enorme entre cada posto e conta com apenas dois postos de isotonico (quando tem). No exterior você tem postos a cada 3 km e cada setor de hidratação chega a ter mais de cem metros de extensão, ou seja, não tem como passar reto sem conseguir pegar pelo menos um copinho.
PodCorrer: Das provas que já participou qual ou quais são as mais insequecíveis? Qual foi a mais difícil?
Adriano: Tenho três inesqueciveis. Todas muito importantes. Não dá para dizer qual delas foi mais emocionante. A primeira foi a edição de 2005 da Maratona da Disney. Foi muito importante e emocionante para mim pelo fato de ser minha primeira maratona após a lesão que tive em 2004. Fiquei seis meses sem treinar e cheguei a pensar que nunca mais voltaria a correr. Esta prova com certeza foi meu retorno e a volta por cima de tudo que eu havia passado em 2004. Já na edição de 2006, quando venci pela terceira vez teve também um sabor muito especial. Foi a primeira vez que eu vencia lá com minha esposa junto assistindo e me esperando na chegada. Havia ficado um vazio em 2004, quando viajei com ela para lá, como convidados, e não corri. Foi como se eu estivesse dando um presente para ela, cruzar a linha de chegada em primeiro com ela ali me vendo. Já a terceira emoção vivenciei quando venci a Maratona de Curitiba em 2006. Sete anos antes, em 1999, quando eu ainda praticava triatlo, eu participei da Maratona de Curitiba e na época fui o quarto colocado em minha faixa etária, com 2h31min. Neste dia, o primeiro colocado de minha faixa etária havia feito 2h26min. e o campeão geral da prova 2h22min. Eu via estes tempos deste atletas como algo inatingível, pois eu sabia o quanto eu havia sofrido para fazer as 2h31min. Perguntava para mim mesmo. “Será que um dia consigo correr para isso?”. Achava um aburdo o tempo do primeiro colocado de minha faixa etária. E exatamente 7 anos depois, lá estava eu vencendo a mesma prova e com o tempo de 2h19min. Foi uma sensação incrível estar ali naquele momento cruzando a linha de chegada.
PodCorrer: Adriano, você já ganhou uma quantidade incrível de corridas e tem até um hexa-campeonato na Maratona da Disney. Quais são suas metas atuais? O que motiva os seus treinos hoje?
Adriano: Tenho três metas principais. A primeira é conseguir prolongar minha carreira ao máximo. Ou seja, minha vida útil como atleta profissional até os meus 45 anos. Isto significa que serão mais 14 anos como profissional pela frente. Por isso mantenho um nível de treinamento e performance sempre no mesmo patamar há uns 5 anos. Quero apenas prolongar isso o máximo possível sem correr o risco de me machucar seriamente tentando marcas ou índices absurdos que fujam de minha realidade física. Isso acontece com muito atleta bom. O cara põe na cabeça que quer se classificar para um mundial de qualquer jeito, ou coisa do tipo. Treina como um louco, faz 2h12min na maratona e depois disto some das corridas por causa de uma monte de lesão que passou a ter em função deste desgaste. A segunda grande meta é chegar minha décima vitória consecutiva na Disney, já foram seis. E a terceira, é a que considero a mais ambiciosa e provavelmente será a mais importante de todas. Quero estrear na Ultramaratona de Conrades em 2014, no sentido subindo, com o objetivo de vencer a prova ou pelo menos chegar entre os 10 primeiros colocados. Se conseguir eu serei o primeiro brasileiro na história desta prova a conseguir isso.
PodCorrer: Quais serão suas próximas competições agora?
Adriano: Pensando nas mais importantes, vou correr agora no dia 24 de Maio a Maratona de Porto Alegre. Será minha terceira maratona no ano. Depois, dia 28 de Junho, participarei da Maratona do Rio. Em Setembro, volto para a Meia Maratona de Buenos Aires para tentar a terceira vitória consecutiva. Uma semana depois participarei da Maratona de Foz e em Novembro da Maratona de Curitiba. Entre cada uma destas participarei das provas menores da Corpore, Estações e outras mais. Serão ao todo 6 maratonas neste ano. Alguns acham que sou louco, mas estou me recuperando bem de cada uma delas e já estou fazendo isso pensando na Conrades, afinal faltam apenas 5 anos.
PodCorrer: Você tem alguma superstição antes ou durante as corridas?
Adriano: Sim, sempre acendo uma vela antes de dormir na noite véspera da prova, pedindo proteção e para que dê tudo certo na prova e que não me aconteça nada de ruim. Se a prova for a noite, acendo a vela à tarde antes de ir para a prova. Me sinto mais fortalecido e confiante. Outra coisa que para mim é como se fosse um amuleto e nunca corro sem, seja em competição ou em treinos, são os óculos. Sem eles me sinto pelado e incomodado.
PodCorrer: Você faz assessoria esportiva? Como os corredores podem lhe contactar para treinar com você?
Adriano: Sim, eu e minha esposa, que também é formada em Educação Física, montamos juntos nossa assessoria esportiva. Oferecemos treinos de corrida, caminhada, triatlo e condicionamento físico geral. Ela leva o meu nome e se chama Adriano Bastos Treinamento Esportivo. Agora, no mês de Junho, ela já completará 2 anos de existência. Estamos hoje com 90 alunos muito satisfeitos com nosso trabalho. Aos pouquinhos estamos crescendo na dose certa, de forma que possamos dar conta daquilo que oferecemos. Sabemos nome e sobrenome de todos os alunos e com certeza isso ja faz uma enorme diferença para o aluno que tem a segurança de saber que seu treinador está por dentro de tudo que está acontecendo com ele, seja com relação aos treinos ou sobre seus problemas pessoais, pois de certa forma nos tornamos um pouco psicólogos deles. Quem quiser nos contatar é só acessar nosso site www.adrianobastos.com.br/assessoria/ ou o meu site pessoal www.adrianobastos.com.br. Se preferir, enviar e-mail direto para contato@adrianobastos.com.br.
PodCorrer: Adriano, muito obrigado pela gentileza de responder as perguntas da entrevista. Desejo muita força nos treinos e sucesso cada vez maior nas competições. Estaremos torcendo por você nas provas.














