Cinco Dicas para o Dia da Corrida 30/novembro/09
Postado por podcorrer em: Orientações , envie comentário- Não é hora de mudar! No dia da corrida não se deve inovar. Nada de experimentar comidas novas, roupas novas, tênis novo, alongamentos diferentes, etc… Nada disso! No dia da corrida mantenha sua rotina.
- Use um cronômetro. Controle seu próprio tempo, independente da corrida ter cronometragem oficial ou não. Dispare seu cronômetro somente na hora que cruzar a linha da largada.
- Corra pelas tangentes. Não faça os arcos das curvas, cruze-as em linha reta. Não se preocupe. Isso não é trapaça. A medida oficial de distância da corrida é feita dessa maneira.
- Evite o congestionamento! Nos postos de hidratação mire uma das primeiras mesas, mas não A primeira. Pegue um dos copos, incline a cabe’xa e despeje o líquido em um dos lados da boca.
- Alimente-se após a corrida! Mesmo que não sinta fome após a prova, você precisa de carboidratos e proteínas para iniciar o processo de recuperação. Alimente-se de forma saudável!
Circuito das Estações SP Adidas 10K – Etapa Inverno: Resultado 13/julho/09
Postado por podcorrer em: Provas , 7 comentáriosAmigos Corredores,
Consegui mais uma vez! Bati meu próprio recorde pessoal em corridas de 10K!! Estabeleci um novo PR em 10K, agora de 55 minutos e 54 segundos!
A sensação ao cruzar a linha de chegada foi fabulosa. Não estava apenas concluíndo esta corrida, mas sim uma “maratona” de 7 competições em 6 finais de semana consecutivo. Foram 77 quilômetros rodados em provas de três cidades, em dois países. Foram 5 recordes pessoais batidos, e a constatação de que meus treinos finalmente estão dando resultado. Tudo isso me passava pela cabeça quando subia aqueles malditos 100 metros finais na Praça Charles Miller, rumo ao portal de chegada em frente a porta do estádio Pacaembu. Foi demais!
Fiquei muito contente em ter participado da etapa Inverno do Circuito das Estações de São Paulo. Normalmente já gosto bastante de participar dessa prova. É muito bem organizada, o circuito é bom e de dificuldade moderada, e o que mais atrai é o fato de ser realizada quatro vezes por ano no mesmo percurso. Assim, é ideal para tirar uma temperatura de como estão indo os treinos e, também, para estabelecer metas. Essa foi a minha quarta participação no circuito.
Dessa vez a retirada dos kits foi um pouco turbulenta. Houve mais uma troca de local. Foi no Shopping Pátio Paulista, na Loja Bayard. A fila estava bastante grande quando fui na quinta-feira (9/7) à tarde.
Acordei cedo no domingo e fui a pé para a arena, pois é perto da minha casa. Aproveitei e já fui num trote bem leve, aquecendo. O clima estava excelente para meu gosto. Prefiro correr com frio. O termômetro marcava 12ºC, mas parecia menos. Acho que o vento e a umidade estavam intensificando a sensação de frio. No sábado choveu quase o dia inteiro. Estava preparado para pegar uma chuvinha na corrida, o que não seria de todo ruim. Também tenho gostado de correr sob chuva.
Enquanto corria para o estádio fui traçando a estratégia para a corrida. A primeira meta seria fazer o meu menor tempo do Circuito das Estações. Para isso precisaria fechar em menos de 57’08″ (Inverno/08). A segunda meta (ambiciosa) era bater o recorde pessoal de 10K. Para isso precisaria fechar o percurso em menos de 56’15″ (EcoRun/09 e Buenos Aires 10K). Achava essa última meta bem difícil, pois o percurso do Circuito das Estações SP não é plano. Tem muito mais subidas do que o da EcoRun, na USP. Mas não custava tentar. Configurei meu Garmin para um ritmo alvo de 5’36″/Km, assim poderia ir acompanhando como estava em relação as minhas metas.
Na ida para o estádio já estava pensando que tudo estava ótimo para essa corrida. Sentia-me bem (bem ao contrário de quando corri a etapa Outono/09), os treinos estavam em dia, não estava cansado, havia dormido e me alimentado bem no dia anterior, corpo hidratado, e a sequência de várias provas nas últimas 6 semanas não estavam pesando. Pelo contrário, usei cada uma delas como treino. Sentia-me mais forte a cada prova.
Executado o protocolo padrão (retirada do chip tranquila, passadinha na área VIP do Clube O2) lá fui eu para a largada. O céu estava nublado, mas nada de chuva ainda. Largada 8h00 em ponto. Uns 5 minutos depois iniciei a corrida.
Poucos metros depois de cruzar a largada tive a grata surpresa de encontrar o Rogério Lagos do blog Corra, Galera, Corra. Foi muito legal, pois corremos uns três quilômetros lado a lado e deu para comentar um pouco sobre alguns fatos aqui do blog e sobre as experiências de corredor iniciantes como somos. Valeu, Rogério!
Aproveitei a descida da Praça Charles Miller para começar forte. Agora já macaco velho nesse trajeto sabia que não dá para tirar o atraso nos últimos dois ou três quilômetros como costumo fazer. Nesse percurso o final é em subida. Parece leve, mas pega bem! Percorri os Km 1 e 2 em 5’25″ e 5’24″. Logo depois já vem a subida da Rua Marta, que dá acesso ao elevado. São quase 30 metros de elevação. Mandei bala. Procurei forçar o ritmo, mas sem exagerar. Fechei o Km 3 em 6’00″. Fiquei preocupado.
Chegando no elevado percebi que havia muita gente. O trajeto parecia bem congestionado. Duvidei se daria para fazer um bom tempo nessa perna de ida do elevado. Foquei e fui em frente. As subidinhas do elevado, como sempre, complicam um pouco. Fechei o Km 4 e 5 em 5’40″ e 5’37″, respectivamente. Tempos bons para mim, mas acima do alvo. Ao completar a metade da prova estava apenas 5 segundos acima do meu tempo alvo. Foi ao fazer a meia volta no elevado, no Km 5 que percebi que havia chances reais de bater o meu recorde de 10K.
Logo após o Km 5 peguei o Gatorade no terceiro posto de hidratação. Precisaria de todo carboidrato disponível. Havia passado direto nos dois postos de água para evitar o tumulto e não perder tempo. Agora era melhor não abusar. A propósito, como é difícil beber o copinho de Gatorade sem virar tudo e sem diminuir a velocidade!
Apertei o passo e completei os Km 6 e 7, ainda nos altos e baixos do elevado, em 5’24″ e 5’39″. Agora já tinha 14 segundos de vantagem. Aproveitei a descida da R. Marta e fiz o Km 8 em 5’10″. Agora era a hora da verdade. Nas outras vezes que participei senti dificuldade na Av. Pacaembu, nos últimos dois quilômetros. Dei um olhada no cronômetro e vi que a oportunidade estava lá. Fiz o Km 9 em 5’38 e finalmente o Km 10 em 5’24″, inclusive com um pequeno sprint na subidinha da Praça Charles Miller.
Cruzei a linha de chegada no bico do corvo, mas feliz da vida! Olhei o cronômetro e lá estava o resultado do esforço. Meus primeiros 10K abaixo de 56 minutos. Na minha cronometragem o tempo havia sido de 55’52″ mas no resultado oficial o tempo ficou em 55’54″. Excelente! Havia diminuído meu melhor tempo em 21 segundos! Nada mal. Nada mal, mesmo! Agora estou muito mais perto da minha meta #5, completar 10K abaixo de 55 minutos ainda neste ano. Minha classificação ficou assim:
Tempo Líquido: 00:55:54
Classificação Geral: 1970
Classificação Faixa: 252
Classificação Sexo: 1754
Ritmo: 05:35 min/km
Com orgulho da minha conquista fui apanhar minha medalha e comer os lanches. Então percebi a bobagem que fiz de não ter levado agasalho. Passei um frio danado e para completar a chuva começou bem quando estava saindo do estádio. Fui para casa abaixo de chuva e com frio.
Os três primeiros colocados no masculino foram José Rodrigues dos Santos (30’28″); Rafael Santos de Novaes (31’19″) e Renílson Vitorino da Silva (32’16″). Já no feminino o pódio ficou assim: Elisabeth Esteves (37’21″) em primeiro, Simone Alves da Silva (34’16″) em segundo e Tatiele Roberta de Carvalho (36’28″) em terceiro.
Como sempre, para obter as fotos das provas acesse um dos sites abaixo:
Agora vou descansar um pouco das provas, voltando apenas em 2 de agosto nas 10 Milhas da Mizuno. Mas ficarei firme nos treinos.
Até o próximo post, pessoal!
Meia Maratona do Rio 2009: Resultado 29/junho/09
Postado por podcorrer em: Provas , 7 comentários“O percurso mais lindo do mundo”. Esse é um dos atributos da Maratona do Rio citados nas peças de marketing da corrida. Devo dizer que não é exagero, não. Tenho certeza que essa foi a corrida com o percurso mais bonito e agradável de todas as corridas que já participei. Correr ao lado do mar por quase todo o percurso e estar cercado de toda beleza natural da Cidade Maravilhosa foi uma experiência incrível. Estou muito feliz de ter participado da Meia Maratona do Rio de Janeiro. Vou voltar nos próximos anos. Com certeza!
Amigos corredores, como puderam acompanhar no Twitter do PodCorrer.com participei com sucesso da Meia Maratona do Rio, prova realizada simultaneamente com a Maratona Internacional do Rio de Janeiro, uma das 6 maratonas oficiais do Brasil. A prova foi um sucesso para mim pois obtive o meu melhor tempo em meias maratonas (2h17m54s). Foi um recorde pessoal que me deixou muito empolgado, pois diminui quase 7 minutos do meu melhor tempo. Deu tudo certo nessa corrida. Fechou com chave de ouro o mês de Junho que foi especial para mim, pois participei de 5 corridas:
- Meia Maratona do Rio – 21K (28/jun/09): 2:17:54
- Hebraica Macabi – 6K (21/jun/09): 0:32:05
- Reebok 10Km – 10K (20/jun/09): 0:57:42
- 10Km Buenos Aires – 10K (14/jun/09): 0:56:15
- EcoRun – 10K (07/jun/09): 0:56:15
Tá bom, eu sei. Foi exagero, mas fiquei empolgado com algumas provas que queria participar e queria intensificar um pouco os treinos. E deu resultado, pois das cinco corridas obtive recordes pessoais em 4 delas! Outra coisa legal é que as provas tiveram perfis bem diferentes, de curtas (6K) até meia (21K).
Voltando a meia do Rio, a “maratona” começou com a saída de São Paulo na sexta. Resolvi ir de carro e levei a família para a torcida.
Ficamos hospedados num hotel exatamente em frente a largada da Meia. Por sinal, sugiro aos corredores. A diária é razoável nessa época do ano e no dia da corrida é só descer e você tá na boca da largada. Trata-se do Tropical Barra Hotel, ali na Praia do Pepê.
A largada ocorreu sem problemas as 7h30, conforme programado. O clima estava ótimo para correr. Na noite anterior choveu, mas amanheceu sem chuva com céu nublado. Meu maior receio era que saísse um sol forte. Mas até nisso essa corrida foi boa. A temperatura na largada era por volta dos 20ºC. Não tive informação sobre a umidade, mas obviamente era bem alta pela proximidade ao mar.
Gostaria de destacar a organização da corrida. Ainda não sei qual a empresa que foi responsável, mas deixo aqui os meus parabéns. Tudo funcionou muito bem. Considerando a proporção desse evento, com mais de 15.000 inscritos, a chance de dar algo errado é muito grande. Creio que houve um esforço muito grande para acentuar a internacionalização dessa corrida e mostrar que o Rio sabe organizar eventos esportivos de nível internacional. O objetivo é fortalecer a candidatura do Rio como sede das Olimpíadas de 2016. A propósito, passe no site deles e dê seu apoio. Assim poderemos ter o prazer de assistir uma Maratona Olímpica em nosso país, sem dúvida o evento máximo das corridas de longa distância.
Ainda sobre a qualidade da organização destaco o cuidado com o kit, a feira de entrega do kit (a Wellness 2009 ocorreu simultaneamente a entrega – faltou só mais divulgação da feira no site), hidratação bem planejada com distribuição de isotônicos e também de gel de carboidratos, música em vários pontos e até alguns detalhes que só vi em corridas estrangeiras: demarcação do caminho mínimo (aquela linha azul no asfalto), voluntários recebendo você na chegada e entregando a medalha pessoalmente, torcida ao longo do percurso e o tratamento diferenciado para as três provas dentro da maratona (family run, meia e maratona completa), cada uma com sua identidade visual, medalhas específicas, percursos separados e camisetas identificadas. Em resumo, muito capricho e muita dedicação na organização dessa corrida que além de tudo isso tem o percurso fabuloso pela orla da Cidade Maravilhosa. Não preciso dizer que virei fã! Em 2010 estarei lá!
Bom, minhas metas para a Meia Maratona do Rio eram: completar a corrida e manter um ritmo médio inferior a 7 minutos/km. Não pensava forçar muito. A idéia era correr leve e apreciar a paisagem. Temia estar cansado, ou ser pego pelo sol forte e calor típicos do Rio de Janeiro. Então fui com a expectativa baixa. Completar a corrida sem lesões ou esforços exagerados já seria uma vitória.
A largada foi tranquila e no Km 1 já estávamos numa pequena subida do viaduto que leva ao Túnel do Joá. Aqui um comentário. Não é legal correr em túneis. O ar é denso e pesado. O calor é forte. A sensação é claustrofóbica, apesar de eu não ter problemas com lugares fechados.
Logo que saímos do túnel já deu pra sentir a grandiosidade da vista. Ao passar pela Via Elevada das Bandeiras a gente sentia que estava praticamente dentro do mar. As ondas forets batendo nas pedras e aquele marzão faziam você esquecer que estava fazendo um esforço físico. Muito legal. Ali pensei: “Essa é uma corrida que vou fazer mais vezes. Valeu a pena ter vindo”.
Ja comentei aqui no blog, sempre quando corro fico observando os sinais do corpo. Se percebo algo errado vou tentando corrigir: respiração errada, ritmo errado, dores, cansaço, etc. Nessas horas você tem que ouvir o seu corpo. Já em São Conrado, lá pelo Km 5 comecei a sentir uma falta de energia esquisita. Comecei a pensar fortemente que teria que desistir pois estava desagradável correr. Algo estava errado. Conclui que estava sem “combustível”. Saquei um gel de carboidrato do bolso, e mandei pra dentro. Tomei uns 100 ml de isotônico que carregada comigo também. Uns 10 minutos depois o cenário mudou muito. Já me sentia muito bem. Acho que acertei no diagnóstico. Dali pra frente me senti ótimo na corrida. Fui me hidratando, e consumindo mais dois carbos.
Dei uma conferida no cronômetro e vi que meus primeiros quilômetros estavam mais rápidos do que planejara. O ritmo médio dos primeiros 6 Km estava em 6’31″/Km. Bem abaixo do meu ritmo normal de meia maratona. E não estava forçando, não. Ai percebi que a corrida seria tranquila. Pensei novamente que a diferença de elevação do Rio para São Paulo estava me ajudando. Foi a mesma sensação que tive em Buenos Aires, duas semanas atrás.
Resolvi administrar um pouco a velocidade e não me animar demais. Afinal, ainda faltavam 14 Km. Fiz um quilômetro mais lento (o 7 foi o único acima de 7′/km) e depois voltei em torno dos 6’30″/Km. Fui me distraindo com o percurso e aproveitando a vista. Ai passou São Conrado, pegamos a Av. Niemeyer, entramos no Leblon, depois Ipanema, cortamos pra Copacabana e finalmente chegamos na Av. Princesa Isabel. Acabara a vista pro mar. Mas agora já estávamos no Km 16. Era só concentrar mais um pouco e a chegada estava logo ali. O sol apareceu. O calor subiu. Mas ainda estava bem.
Quando avistei a placa do Km 18 percebi que teria energia suficiente pra acabar sem nenhum problema. Resolvi apertar o ritmo. Fiquei surpreso em ver como estava inteiro ainda. Fiz os últimos 4 Km nos seguintes ritmos: 6’21″, 6’05″, 6’19″ e um sprint em 5’26″ no Km 21.
Cruzei a chegada com 2h17m54s estabelecendo o meu melhor tempo em meia maratona. Essa foi a minha quinta corrida com percurso superior a 20 Km e minha terceira meia maratona. Fiquei muito satisfeito com o tempo e com a certeza que poderia até ter feito um tempo melhor se tivesse forçado mais. Tinha folga para isso, mas como não sabia o que viria pela frente, agi com precaução.
Outra conclusão: a Maratona do Rio é um ótimo percurso para se considerar na hora de escolher a minha primeira maratona. Quem sabe ano que vem já estarei preparado para rodar os 42Km do Rio.
Minha classificação ficou assim:
Tempo Líquido: 02:17:54
Classificação Geral: 2690/3298 (81%)
Classificação Faixa: 478
Ritmo: 06:32 min/km
A dispersão após a chegada estava um pouco tumultuada. Esse é um dos pontos que a organização poderia trabalhar melhor no próximo ano. Creio que o espaço estava pequeno demais.
Depois de pegar minha medalha e meu lanche, fui para a linha de chegada esperar os vencedores da maratona. Deu tempo certinho. Vi a chegada da Marizete Resende (2h42m46s) e depois do estreante na Maratona do Rio, o Marco Antonio Pereira (2h17m10s), fechando a dobradinha brasileira, derrotando os quenianos. Deu Brasil na cabeça.
O pódim ficou assim:
MARATONA:
Masculino (1868 concluíntes):
1. Marcos Antonio Pereira (2:17:10)
2. Willy Kongogo Kimutai (2:17:22)
3. Marcos Alexandre Elizalde (2:18:25)
4. Cheruiyot Robert Kiprotich (2:19:09)
5. Adriano Bastos (2:20:15)
Feminino:
1. Marizete Rezende (2:42:46)
2. Idailda dos Santos (2:45:15)
3. Conceição Maria Carvalho (2:47:01)
4. Marluce Queiroz Ferreira (2:47:59)
5. Elizabeth Esteves de Souza (2:52:14)
MEIA-MARATONA
Masculino:
1. William Gomes (1:05:54)
2. Emmanuel Ibett (1:05:57)
3. José Paul Ávila (1:06:46)
4. José Cicero Eloy (1:06:57)
5.Edmilson Santana (1:07:04)
Feminino:
1. Edileuza Guimarães (1:16:31)
2. Marcia Narloch (1:16:41)
3. Ednah Mukhwana (1:19:21)
4. Gisele Barros (1:20:44)
5. Maria Jesus Lima (1:24:43)
FAMILY RUN
Masculino:
1. Marcio Souza (17:39)
2. Lourival Libano (17:48)
3. Sandro Melo Souza (18:16)
4. Amauri José dos Santos Junior (18:29)
5. Marcos Antonio Quintanilha (18:40)
Feminino:
1- Maria Aparecida Angelo – 22min57
2- Maria das Graças Moreira – 23min44
3- Andrressa de Mesquita – 24min01
4- Jessica Mello Kalbermatter – 25min12
5- Ana Paula de Souza – 26min32
Se você participou do evento e quer encontrar as suas fotos, eu vi essas empresas documentando o evento:
Minha próxima corrida é no domingo 5/julho/09 na 14ª Corrida Corpore Bombeiros 10K, onde pretendo diminuir o meu tempo do ano passado. O percurso é bem desafiador devido a subida da Av. Nazaré. Vamos ver. Até lá, amigos!
X Meia Maratona Internacional Açúcar União da Cidade de São Paulo – Resultado 6/abril/09
Postado por podcorrer em: Provas , envie comentárioAmigos Corredores,
Com muita alegria compartilho mais uma conquista com vocês. Completei hoje, com sucesso, a X Meia Maratona Internacional Açúcar União da Cidade de São Paulo, realizada na Cidade Universitária da USP e redondezas.
Estava bastante ansioso e aprensivo com essa prova. Na verdade, desde Outubro do ano passado, quando participei da Meia Maratona de Colônia na Alemanha, não havia concluído nenhuma outra meia maratona ainda. Havia tentado no Ayrton Senna Racing Day mas quebrei no quilômetro 11 por causa do calor. E na tentativa seguinte, agora em Março/09, acabei não participando da Meia Maratona da Yescom pois ainda estava com dor no joelho após uma queda durante um treino. É claro que já havia feito distâncias de mais de 20 quilômetros em alguns longões de final de semana, mas como se diz no futebol: treino é treino, jogo é jogo!
Infelizmente, nas últimas quatro semanas não tenho treinado como gostaria, devido a vários problemas pessoais e essa maldita gripe que peguei 10 dias atrás. A gripe atrapalhou bem a minha performance na etapa Outono do Circuito das Estações no último domingo.
Assim, resolvi tomar todos os cuidados para fazer uma corrida saudável e bem sucedida. E posso dizer que fez diferença, pessoal. Fiz uma corrida muito agradável e saudável. A preparação foi essencial. Vejamos. Comecei evitando o consumo de álcool pelo menos 2 dias antes da prova. Na véspera, seguindo as orientações que publiquei aqui no blog, procurei me hidratar tomando bastante água. A noite comi um delicioso jantar reforçado em carboidratos. Por sinal, aqui vai a dica. Se estiverem em Sampa se preparando para uma corrida não deixem de comer um belo prato de macarrão no La Rita all’Osteria dei Venitucci. Fabuloso! E depois uma boa noite de, pelo menos, 6 horas de sono.
Hoje, no dia da prova tomei alguns cuidados, também. Levei meu próprio Gatorade e gel de carboidrato. Bebi uns 400 ml de água antes da prova. E fiz uma refeição bem leve ao acordar, comendo uma banana, um iogurte e uma barrinha de cereal. Lembrei, também, de passar o filtro solar e proteger algumas áreas com gel anti assaduras.
Chegada a manhã da prova tive um contratempo. Fui vítima do “soneca” do despertador e pronto. Lá estava eu 40 minutos atrasado. Fiz tudo correndo e zarpei para a USP. Se não fosse a minha nova companheira das corridas, uma scooter Suzuki, não teria chegado a tempo. Larguei com mais de 15 minutos de atraso.
Passada a afobação da largada, fui me tranquilizando e estabelecendo o ritmo. O bom de largar atrasado é que você está quase sozinho lá atrás, então não acaba sendo levado pelo entusiasmo da multidão que faz com que vcoê corra mais rápido do que deveria.
Minha estratégia para a corrida era dedicar-me ao máximo para manter minha frequência cardíaca sob controle, evitando a exaustão. Havia colocado uma meta de deixar a frequência na faixa dos 170 bpm (equivalente a 85% da capacidade, no meu caso).
Assim, o objetivo principal na prova era conclui-la. Sem forçar para obter um tempo bom. Queria chegar inteiro ao final e evitar o cansaço durante o percurso. Outra preocupação era evitar a temida quebra no Km 11 como já havia acontecido antes.
Mas deu tudo certo. Fiquei muito feliz com o resultado. Lá pelo Km 3 já estava em ritmo normal. Percebi que mantendo o ritmo por volta dos 7 min/Km eu conseguia manter a frequência cardíaca dentro do limite desejado. E assim fui atravessando os quilômetros.
O percurso ajudou muito. É bastante plano. Exceto pelo túnel antes do Jóquei e pelas duas pontes atravessando o Rio Pinheiros, todo o resto do percurso é praticamente plano.
Os postos de hidratação estavam bem posicionados. Fui consumindo água em todos eles. Consumi o meu gel de carboidrato no Km 10 e no 18. Lá pelo Km 14 tinha um posto de hidratação com Gatorade geladinho. Muito bom.
A organização da prova estava excelente. A Corpore, como sempre, produziu um belo evento e não conseguiria citar um ponto sequer como crítica. Parabéns, Corpore!
Apesar do calorão de quase 30 graus, aguentei bem o sol. A prova começou cedo (7h30) e portanto o sol ainda estava modesto. A fase mais complicada foi do Km 18 para frente, quando retornamos a USP. Havia um longo percurso de ida e volta entre o Km 18 e o 21. Isso desanima bastante no final, pois você já viu onde está a chegada e vai se afastando para fazer o retorno. Parece que nunca chega!!
Mas deu tudo certo. Por fim, cruzei a linha de chegada após 2h37m48s. Inteiro, são e salvo! E com uma sensação excepcional de satisfação! Fiquei quase em último (v. abaixo), mas cheguei!
Tempo Líquido: 02:37:47.86
Classificação Geral: 5903/6263 (94%)
Classificação Faixa: 935/975 (96%)
Classificação Sexo: 4877/5113 (95%)
Ritmo: 07:28 min/km
Se você participou da prova, veja aqui seu resultado. E não deixe de procurar também pelas suas fotos no sites abaixo.
Saiba mais sobre essa prova visitando o site da Corpore.
Dicas para Recuperação Após as Corridas 26/novembro/08
Postado por podcorrer em: Orientações , 4 comentários- Alongue: não sente logo depois de terminar a corrida. Seus músculos podem se enrijecer o que retarda a recuperação. Caminhe por pelo menos cinco minutos, e depois faça um alongamento focando nos quadríceps, quadris e panturrilhas;

- Alimente-se: recupere suas reservas de glicogênio e restaure seus músculos ingerindo alimento rico em carboidrato e proteína até uma hora após a corrida (ex.: shakes substitutos de refeição);
- Beba chá: os antioxidantes encontrados no chá preto e no chá verde ajudam a combater a dor muscular causada por inflamação;
- Descanse bem: procure recarregar “suas baterias” dormindo sempre de sete a oito horas por noite. Depois de uma corrida mais puxada é sempre bom cochilar um pouco depois de voltar pra casa;

- Corra Leve: nos dias de recuperação, treine com corridas muito leves. Ao completar o treino você deve senitr que poderia fazê-lo novamente.
A Refeição Pré-Competição 26/junho/08
Postado por podcorrer em: Nutrição, Orientações, Posts do Thyago , 1 comentárioDurante anos, os atletas alimentaram-se com o tradicional bife, algumas horas antes da prova. Essa prática deve ter se originado da crença inicial de que os músculos consomem a si mesmos para fornecer substrato para sua própria atividade, e que o bife forneceria as proteínas necessárias para contrabalaçear essa perda. Sabemos agora, que o bife é provavelmente o pior alimento que um atleta pode ingerir antes de competir. O bife contém uma alta porcentagem de gordura, que requer várias horas para sua digestão completa.
Durante a corrida, o sistema digestivo compete com os músculos pelo suprimento de sangue disponível. Além disso, a tensão nervosa comumente é elevada antes de uma competição importante e por isso, nem o melhor bife pode ser consumido com prazer nesse momento. O bife seria melhor apreciado e apresentaria menor probabilidade de perturbar o desempenho do atleta se fosse consumido na noite que antecede a corrida ou após esta. Mas, se o bife está descartado, o que o atleta deve ingerir antes de correr?
Embora a refeição ingerida algumas horas antes da prova possa contribuir pouco com os estoques de glicogênio muscular, ela pode assegurar um nível de glicemia normal e impedir a sensação de fome. Essa refeição deve conter apenas cerca de 200 a 500 calorias e deve consistir sobretudo de alimentos à base de carboidratos que são facilmente digeridos. Alimentos como cereais, sucos e torradas, são digeridos rapidamente e não fazem com que o atleta se sinta repleto durante a prova.
Em geral, essa refeição deve ser consumida pelo menos duas horas antes da corrida. A velocidade com que os alimentos são digeridos e os nutrientes são absorvidos pelo organismo é individual e, por essa razão, o momento da refeição pré-competição, depende das experiências prévias. É menos provável que uma refeição líquida pré-competição produza indigestão nervosa, náuseas, vômitos e cãimbras abdominais.
Esses alimentos estão disponíveis comercialmente e em geral, revelaram ser úteis tanto antes, quanto durante a prova. Tal como qualquer alimentação pré-competição, no entanto, eles devem ser evitados na hora final que antecede a corrida.
Definir o tempo em que o atleta deve comer, quando eles devem participar de múltiplas atividades preliminares e finais, é frequentemente difícil. Nessas circunstâncias, uma refeição líquida, pobre em gordura e rica em carboidratos, pode ser um ótima solução.
Thyago Carvalho
Fonte: Wilmore, Jack; “Fisiologia do esporte e do exercício”
Reposição de Energia 20/junho/08
Postado por podcorrer em: Nutrição , 3 comentáriosVejo muita gente com dúvidas sobre a necessidade de reposição de energia durante as provas de corrida. Bem, os carboidratos são armazenados como glicogênio nos nossos músculos e no nosso fígado. Eles são convertidos para glicose, nosso principal combustível durante corridas longas. Em média, uma pessoa armazena 300 a 400 gramas de carboidrato em seus músculos e outros 100 gramas no fígado (atletas e corredores bem treinados conseguem aumentar consideravelmente esta quantidade).
Façamos, agora, um cálculo simples: um grama de carboidrato corresponde a quatro calorias. Assim, multiplicando-se pelos 500 gramas temos um total de 2000 calorias armazenadas em nosso corpo. Em média, uma pessoa queima aproximadamente 600 calorias por hora enquanto corre. Portanto, se não ingerirmos nenhuma fonte extra de calorias durante uma prova, ficaremos “sem combustível” após 3h20min, aproximadamente. Não é a toa que muitos corredores ficam totalmente sem energia durante suas primeiras maratonas.
Evidentemente, estes números são aproximados e podem variar muito de indivíduo para indivíduo, conforme seu peso, velocidade durante a corrida, etc. Mas o ponto mais importante é que devemos abastecer nossas reservas antes e durante nossas corridas, seja durante os treinos ou durante as provas.
Se você é (ou pretende ser) um corredor de longas distâncias, considere os carboidratos seus amigos. Eles são sua principal fonte de energia. Isso não quer dizer que devemos deixar de lado os demais nutrientes em nossa dieta. As gorduras são as fontes de energia de reserva e atuam como combustível em exercícios de baixa intensidade e, por fim, as proteínas que são os essenciais na formação dos músculos.

























