Pergunte ao Treinador (#7) – Dores ao Correr 2/dezembro/09
Postado por podcorrer em: Pergunte ao Treinador, Posts do Alberto , 1 comentárioMais uma edição da seção “Pergunte ao Treinador” do PodCorrer. Para ver todas as perguntas e respostas acesse o endereço: www.podcorrer.com/pergunte. Para enviar suas perguntas, use o formulário de contato, deixe comentários nas nossas páginas ou envie e-mail para o treinador Alberto Bailoni.
Pergunta #7 – 02/dezembro/09 – Vinícius
Olá, meu nome é Vinícius e tenho 18 anos. Eu tinha muitos problemas com as amígdalas e o septo nasal desviado, o que causava muito desconforto no corpo todo e dificuldade na respiração, o que sempre me atrapalhava para começar correr. Fiz a operação de ambos e agora estou muito melhor, achei seu blog e o guia para começar correr partindo do sedentarismo total (Treino para Começar a Correr), e resolvi segui-lo.
Completei a primeira semana sem problemas, e no primeiro treino da segunda comecei a ter dores na canela, que pioraram no segundo, e quase não me deixaram completar o terceiro. Todos os outros músculos e respiração estão muito bem, este é o único incômodo. A dor pega toda a parte de dentro da canela e as vezes vai até o pé. Enquanto eu corria ela passava, mas durante as caminhadas ficava quase insuportável, e depois do treino quando os músculos esfriavam, mal conseguia andar. E ela persistia por algum tempo.
Uma amiga fisoterapeuta me passou todos os alongamentos para este exercício, e eu estou fazendo corretamente. E ela me disse que essa dor muito provavelmente decorre de pisada errada, que força apenas um lado da musculatura. Olhando a sola do meu tênis, o calcanhar está muito mais gasto na parte de dentro, e a parte da frente está gasta de forma homogênia. Pesquisei e vi que a sola não é um bom indicador, pois o pé toca o solo antes com a parte de fora, então ela costuma estar mais gasta normalmente, mas no meu caso é o contrário (a parte de dentro que está gasta).
Meu tênis é um Mizuno Wave Frontier 2, que se não me engano é indicado para pronação leve (pisada para dentro).
Meu último treino foi há quatro dias e as dores melhoraram e resolvi tentar correr. Fiz todos os alongamentos, caminhei para aquecer, depois mal cheguei a 50 metros e não aguentei continuar…
Pretendo consultar um ortopedista, mas isso só será possível no fim da semana. Eu já havia corrido antes em esteira, e nunca tive nenhum problema parecido.
Gostaria de saber se você já pode ir me dando algum conselho, se já teve ou conhece o problema, e posteriormente com o diagnóstico médico ajuda na escolha de um modelo de tênis, de que etapa voltar a treinar, etc.
Desculpe o texto longo e obrigado desde já.
Abraços, Vinícius.
Resposta do Treinador Alberto Bailloni Neto:
Ola,Vinícius. Depois da operação, acredito que está respirando muito melhor tanto em repouso como durante o exercício. No início do treinamento, é normal aparecerem algumas dores, na canela, panturrilha, pés… São dores de adaptação, pois seus músculos não estão acostumados com o exercício e aos poucos essas dores tem que ir desaparecendo. A dor que estava sentindo persistia pois o músculo ficava muito fatigado, também é normal. O ideal é pegar mais leves nos treinos e fazer um bom aquecimento e alongamento antes e depois. Concordo com sua amiga fisiotepeuta, quando ela fala que essa dor decorre de pisada errada. Verifique com ela se não está na hora de trocar seu tênis. Procure treinar na esteira, inicialmente, para vc fortalecer e adaptar a musculatura dos membros inferiores, pois na esteira não tem muito impacto e vc consegue correr numa velocidade adequada. Na rua, como tem obstáculos, aclive e declive, e também por ter muito impacto, é normal vc sentir essas dores.
Resumindo Vinícius, procure treinar na esteira, faça aquecimento e alongamento antes e depois; verifique se precisa trocar de tênis; vamos começar com mais tempo caminhando e menos tempo com trote leve. O ideal é procurar um profissional em treinamento para te orientar conforme seus objetivos e também para observar eventuais dores, ok?
Essas dicas e orientações são do colaborador do blog e treinador Alberto Bailoni Neto. Qualquer dúvida, pode entrar em contato com ele pelo email pessoal: albailoni@gmail.com
Bons treinos!!
Pergunte ao Treinador (#5) – Como Recomeçar a Correr? 13/outubro/09
Postado por podcorrer em: Orientações, Pergunte ao Treinador, Posts do Alberto , envie comentárioMais uma edição da seção “Pergunte ao Treinador” do PodCorrer. Para ver todas as perguntas e respostas acesse o endereço: www.podcorrer.com/pergunte. Para enviar suas perguntas, use o formulário de contato, deixe comentários nas nossas páginas ou envie e-mail para o treinador Alberto Bailoni.
Pergunta #5 – 13/outubro/09 – Priscila Arruga (30 anos – 1,70m – 70 Kg)
Moro na Italia e gostaria de recomeçar meu treino de corrida. Estou parada há mais de três anos. Faço caminhadas e excursões nos Alpes, mas não são exercicios regulares. Voltei para uma cadademia faz uma semana e meu objetivo é voltar a correr, primeiro pela saúde e depois, claro, para emagrecer alguns quilinhos. Comecei uma dieta bem balanceada com uma nutricionista.
Minha dúvida é: tenho 30 anos, gostaria de saber como posso saber minha frequência cardíaca para alcançar meu objetivo de perder peso. Tenho 1,70 e 70 quilos. Aqui na Itália não sinto muita segurança nos instrutores, estou por minha conta, até nos treinos de musculaçao que me lembro de quando eu fazia.
Outra dúvida é que por estar acima do meu peso tenho umas dores pequenas nos dois joelhos. Nada que me faça sofrer, mas tenho medo de causar problemas futuros com a corrida, apesar de que eu tenho bem claro que devo começar bem devagar. Depois sinto tambem pequenas dores na lombar. Com essas dores posso correr? Mesmo que seja em esteira? Muito obrigada e espero uma resposta em breve.
Resposta do Treinador Alberto Bailloni Neto:
Olá, Priscila! No início, seria ideal você dar prioridade para as caminhadas, no mínimo 30 minutos, para seu corpo se adaptar e a musculatura fortalecer. E como você está com o objetivo de ter saúde e ainda mais com uma dieta balanceado, a perda de peso é consequência.
A literatura científica diz que para a perda de peso, a frequência cardíaca ideal é entre 60 e 75% da frequência cardíaca máxima (220 – idade). No seu caso (30 anos) ficaria numa faixa ideal de treinamento entre 114 e 142 batimentos por minuto (bpm). Mas como essa faixa tem uma diferença grande (28 bpm) você pode treinar de várias formas para ficar dentro dessa faixa ideal!
Em relação a suas dores nos joelhos e na lombar, seria ideal, no início, você apenas caminhar na esteira, pedalar na bike ergométrica, aulas de spinning e fazer musculação para fortalecer os membros inferiores. E após algumas semanas, comece a fazer uns trotes leves alternados com caminhadas. É importante também você procurar um ortopedista especializado em joelho para verificar se tem alguma coisa.
O ideal é procurar um profissional em treinamento para te orientar conforme seus objetivos.
Essas dicas e orientações são do colaborador do blog e treinador Alberto Bailoni Neto. Qualquer dúvida, pode entrar em contato com ele pelo email pessoal: albailoni@gmail.com
Bons treinos!!
Tendinite do Tendão de Aquiles ou Tendinite do Calcâneo 2/setembro/09
Postado por podcorrer em: Saúde , 10 comentáriosOs tendões do corpo humano são formados por tecido fibroso, composto primeiramente por colágeno, que conecta o músculo ao osso, sendo responsável pela transferência de força entre os dois gerando o movimento da articulação.
A tendinite do tendão de Aquiles é uma das lesões mais comuns ao atletas e pessoas que praticam esportes de forma intensa. O tendão de Aquiles (calcanhar) é o mais potente do corpo humano e corresponde aos músculos da panturrilha, responsável pela flexão plantar (pés para baixo). É um distúrbio inflamatório, e pode ser dividido em: Paratendinite, isto é, inflamação do paratendão ou do tecido que circunda o tendão, e Tendinose , que resulta em rupturas nas fibras do tendão.
CAUSAS:
O desenvolvimento da lesão é quase sempre gradativo e a longo prazo. As atividades repetitivas de sustentação de peso, como a corrida ou treinamento físico, em que a duração e a intensidade aumentam muito rapidamente, com tempo de recuperação insuficiente, pode piorar o distúrbio. O uso de calçados inadequados à prática esportiva (observar tipo de pisada) pode ser um elemento que pode desencadear a tendinite. Vemos, também, que uma biomecânica alterada, tanto na corrida, como na marcha ou nos saltos, motivam o aparecimento da lesão. Por isso, é necessário corrigir o movimento da corrida, da passada, do ritmo, do contato inicial com o solo. Observar a boa execução técnica do movimento, sem dúvida, minimiza o risco de lesões. Outros aspectos a serem considerados e que aumentam a força de tensão no tendão são:
- Pronação excessiva da articulação subtalar (talus e calcâneo, ossos do tornozelo), com concomitante rotação interna da perna.
- Antepé varo (para fora)
- Tíbia vara
- Anteversão do fêmur (para frente)
A diminuição da flexibilidade nos músculos da panturrilha, aumentam a pronação da articulação do tornozelo, podendo levar à tendinite. Caso o atleta continue a treinar ou competir, o tendão ficará mais inflamado e a musculatura da panturrilha ficará menos eficiente.
SINTOMAS:
Geralmente, observa-se, como queixa principal dor generalizada e de rigidez ao redor da região do tendão de Aquiles, que pode se localizar da inserção final no calcâneo até 2 a 6 cm acima. Inicialmente, os sintomas podem ser ignorados pelo atleta, que podem estar presentes no início da atividade e cederem ao longo da realização da mesma. Os sintomas podem progredir para rigidez matinal e o desconforto na marcha e após períodos prolongados de permanência na posição sentada.
Outra consideração relevante é que o tendão pode estar quente e doloroso à palpação, assim como espessado, o que é um indicativo importante de lesão crônica. Pode haver crepitação durante movimentação ativa (flexão plantar e dorsal) e a dor será produzida com flexão dorsal passiva (quando o pé se direciona para cima). Existirá sempre uma dor inflamatória persistente que dificilmente cederá ao repouso. Pode aparecer, ainda, um leve edema ao redor do tendão em conseqüência do processo inflamatório. A corrida em aclives ou exercícios físicos em subidas acentuam o problema.
TRATAMENTO:
É importante criar um ambiente adequado para recuperação substituindo a atividade estressante (ex.: corrida) por uma atividade que reduzam as tensões no tendão (ex.: natação). As anormalidades biomecânicas estruturais, que se manifestam com a pronação ou supinação excessiva, devem ser abordados com o uso de palmilhas e um calçado ideal para seu tipo de pisada: pronada, tênis com mais estabilidade e menos amortecimento, supinada, tênis mais flexível e com mais amortecimento.
Feito isso, o tratamento compõe-se de:
- Crioterapia (aplicação de compressa gelada) pode ajudar a reduzir a dor no início do processo, com ultra-som no modo pulsátil.
- Laser como cicatrizante é um recurso importante na condução do processo.
- Uso de antiinflamatórios orais e de uso tópicos.
- Após fase aguda ultra-som no modo contínuo para facilitar o aumento do fluxo sangüineo no tendão.
- Massagem transversa pode ser realizada ao redor do tendão para decompor as aderências que se formam durante a recuperação tecidual e pode melhorar a capacidade de deslizamento do paratendão.
- O alongamento da panturrilha, deve ser consistente, usando a parede ou suporte específico.
- O fortalecimento dos músculos da panturrilha devem ser realizados com cautela sem sobre esforço no tendão para evitar a volta da lesão.
- Manipulação e mobilização do calcâneo.
- Uso de calcanheira de silicone para atenuar o impacto pode ser utilizada, atentando para o fato de não usar por muito tempo, evitando o encurtamento em demasiado do tendão, que pode ser prejudicial.
- E, fundamentalmente, os exercícios de propriocepção.
COMO EVITAR:
A melhor maneira de prevenir essa lesão é fazendo um bom alongamento dos músculos das panturrilhas e tendões Calcâneos antes e depois do exercício. Além disso deve-se observar as seguintes práticas:
- usar tênis adequado ao seu tipo de pisada;
- evitar progressão excessiva da quilometragem de treino (aumente no máximo 10% por semana);
- evitar percursos muito longos e com muitas subidas;
- diminuir peso corporal;
Quando esses tendões ou esses músculos estão tensos, deve-se fazer o alongamento duas vezes ao dia. Se houver tendência a desenvolver tendinite no local, deve-se evitar exagerar nas corridas ascendentes (em subida).
Fonte: Wikipedia e Marcelo Luiz de Sousa – Fisioterapeuta
Meia Maratona do Rio 2009: Resultado 29/junho/09
Postado por podcorrer em: Provas , 7 comentários“O percurso mais lindo do mundo”. Esse é um dos atributos da Maratona do Rio citados nas peças de marketing da corrida. Devo dizer que não é exagero, não. Tenho certeza que essa foi a corrida com o percurso mais bonito e agradável de todas as corridas que já participei. Correr ao lado do mar por quase todo o percurso e estar cercado de toda beleza natural da Cidade Maravilhosa foi uma experiência incrível. Estou muito feliz de ter participado da Meia Maratona do Rio de Janeiro. Vou voltar nos próximos anos. Com certeza!
Amigos corredores, como puderam acompanhar no Twitter do PodCorrer.com participei com sucesso da Meia Maratona do Rio, prova realizada simultaneamente com a Maratona Internacional do Rio de Janeiro, uma das 6 maratonas oficiais do Brasil. A prova foi um sucesso para mim pois obtive o meu melhor tempo em meias maratonas (2h17m54s). Foi um recorde pessoal que me deixou muito empolgado, pois diminui quase 7 minutos do meu melhor tempo. Deu tudo certo nessa corrida. Fechou com chave de ouro o mês de Junho que foi especial para mim, pois participei de 5 corridas:
- Meia Maratona do Rio – 21K (28/jun/09): 2:17:54
- Hebraica Macabi – 6K (21/jun/09): 0:32:05
- Reebok 10Km – 10K (20/jun/09): 0:57:42
- 10Km Buenos Aires – 10K (14/jun/09): 0:56:15
- EcoRun – 10K (07/jun/09): 0:56:15
Tá bom, eu sei. Foi exagero, mas fiquei empolgado com algumas provas que queria participar e queria intensificar um pouco os treinos. E deu resultado, pois das cinco corridas obtive recordes pessoais em 4 delas! Outra coisa legal é que as provas tiveram perfis bem diferentes, de curtas (6K) até meia (21K).
Voltando a meia do Rio, a “maratona” começou com a saída de São Paulo na sexta. Resolvi ir de carro e levei a família para a torcida.
Ficamos hospedados num hotel exatamente em frente a largada da Meia. Por sinal, sugiro aos corredores. A diária é razoável nessa época do ano e no dia da corrida é só descer e você tá na boca da largada. Trata-se do Tropical Barra Hotel, ali na Praia do Pepê.
A largada ocorreu sem problemas as 7h30, conforme programado. O clima estava ótimo para correr. Na noite anterior choveu, mas amanheceu sem chuva com céu nublado. Meu maior receio era que saísse um sol forte. Mas até nisso essa corrida foi boa. A temperatura na largada era por volta dos 20ºC. Não tive informação sobre a umidade, mas obviamente era bem alta pela proximidade ao mar.
Gostaria de destacar a organização da corrida. Ainda não sei qual a empresa que foi responsável, mas deixo aqui os meus parabéns. Tudo funcionou muito bem. Considerando a proporção desse evento, com mais de 15.000 inscritos, a chance de dar algo errado é muito grande. Creio que houve um esforço muito grande para acentuar a internacionalização dessa corrida e mostrar que o Rio sabe organizar eventos esportivos de nível internacional. O objetivo é fortalecer a candidatura do Rio como sede das Olimpíadas de 2016. A propósito, passe no site deles e dê seu apoio. Assim poderemos ter o prazer de assistir uma Maratona Olímpica em nosso país, sem dúvida o evento máximo das corridas de longa distância.
Ainda sobre a qualidade da organização destaco o cuidado com o kit, a feira de entrega do kit (a Wellness 2009 ocorreu simultaneamente a entrega – faltou só mais divulgação da feira no site), hidratação bem planejada com distribuição de isotônicos e também de gel de carboidratos, música em vários pontos e até alguns detalhes que só vi em corridas estrangeiras: demarcação do caminho mínimo (aquela linha azul no asfalto), voluntários recebendo você na chegada e entregando a medalha pessoalmente, torcida ao longo do percurso e o tratamento diferenciado para as três provas dentro da maratona (family run, meia e maratona completa), cada uma com sua identidade visual, medalhas específicas, percursos separados e camisetas identificadas. Em resumo, muito capricho e muita dedicação na organização dessa corrida que além de tudo isso tem o percurso fabuloso pela orla da Cidade Maravilhosa. Não preciso dizer que virei fã! Em 2010 estarei lá!
Bom, minhas metas para a Meia Maratona do Rio eram: completar a corrida e manter um ritmo médio inferior a 7 minutos/km. Não pensava forçar muito. A idéia era correr leve e apreciar a paisagem. Temia estar cansado, ou ser pego pelo sol forte e calor típicos do Rio de Janeiro. Então fui com a expectativa baixa. Completar a corrida sem lesões ou esforços exagerados já seria uma vitória.
A largada foi tranquila e no Km 1 já estávamos numa pequena subida do viaduto que leva ao Túnel do Joá. Aqui um comentário. Não é legal correr em túneis. O ar é denso e pesado. O calor é forte. A sensação é claustrofóbica, apesar de eu não ter problemas com lugares fechados.
Logo que saímos do túnel já deu pra sentir a grandiosidade da vista. Ao passar pela Via Elevada das Bandeiras a gente sentia que estava praticamente dentro do mar. As ondas forets batendo nas pedras e aquele marzão faziam você esquecer que estava fazendo um esforço físico. Muito legal. Ali pensei: “Essa é uma corrida que vou fazer mais vezes. Valeu a pena ter vindo”.
Ja comentei aqui no blog, sempre quando corro fico observando os sinais do corpo. Se percebo algo errado vou tentando corrigir: respiração errada, ritmo errado, dores, cansaço, etc. Nessas horas você tem que ouvir o seu corpo. Já em São Conrado, lá pelo Km 5 comecei a sentir uma falta de energia esquisita. Comecei a pensar fortemente que teria que desistir pois estava desagradável correr. Algo estava errado. Conclui que estava sem “combustível”. Saquei um gel de carboidrato do bolso, e mandei pra dentro. Tomei uns 100 ml de isotônico que carregada comigo também. Uns 10 minutos depois o cenário mudou muito. Já me sentia muito bem. Acho que acertei no diagnóstico. Dali pra frente me senti ótimo na corrida. Fui me hidratando, e consumindo mais dois carbos.
Dei uma conferida no cronômetro e vi que meus primeiros quilômetros estavam mais rápidos do que planejara. O ritmo médio dos primeiros 6 Km estava em 6′31″/Km. Bem abaixo do meu ritmo normal de meia maratona. E não estava forçando, não. Ai percebi que a corrida seria tranquila. Pensei novamente que a diferença de elevação do Rio para São Paulo estava me ajudando. Foi a mesma sensação que tive em Buenos Aires, duas semanas atrás.
Resolvi administrar um pouco a velocidade e não me animar demais. Afinal, ainda faltavam 14 Km. Fiz um quilômetro mais lento (o 7 foi o único acima de 7′/km) e depois voltei em torno dos 6′30″/Km. Fui me distraindo com o percurso e aproveitando a vista. Ai passou São Conrado, pegamos a Av. Niemeyer, entramos no Leblon, depois Ipanema, cortamos pra Copacabana e finalmente chegamos na Av. Princesa Isabel. Acabara a vista pro mar. Mas agora já estávamos no Km 16. Era só concentrar mais um pouco e a chegada estava logo ali. O sol apareceu. O calor subiu. Mas ainda estava bem.
Quando avistei a placa do Km 18 percebi que teria energia suficiente pra acabar sem nenhum problema. Resolvi apertar o ritmo. Fiquei surpreso em ver como estava inteiro ainda. Fiz os últimos 4 Km nos seguintes ritmos: 6′21″, 6′05″, 6′19″ e um sprint em 5′26″ no Km 21.
Cruzei a chegada com 2h17m54s estabelecendo o meu melhor tempo em meia maratona. Essa foi a minha quinta corrida com percurso superior a 20 Km e minha terceira meia maratona. Fiquei muito satisfeito com o tempo e com a certeza que poderia até ter feito um tempo melhor se tivesse forçado mais. Tinha folga para isso, mas como não sabia o que viria pela frente, agi com precaução.
Outra conclusão: a Maratona do Rio é um ótimo percurso para se considerar na hora de escolher a minha primeira maratona. Quem sabe ano que vem já estarei preparado para rodar os 42Km do Rio.
Minha classificação ficou assim:
Tempo Líquido: 02:17:54
Classificação Geral: 2690/3298 (81%)
Classificação Faixa: 478
Ritmo: 06:32 min/km
A dispersão após a chegada estava um pouco tumultuada. Esse é um dos pontos que a organização poderia trabalhar melhor no próximo ano. Creio que o espaço estava pequeno demais.
Depois de pegar minha medalha e meu lanche, fui para a linha de chegada esperar os vencedores da maratona. Deu tempo certinho. Vi a chegada da Marizete Resende (2h42m46s) e depois do estreante na Maratona do Rio, o Marco Antonio Pereira (2h17m10s), fechando a dobradinha brasileira, derrotando os quenianos. Deu Brasil na cabeça.
O pódim ficou assim:
MARATONA:
Masculino (1868 concluíntes):
1. Marcos Antonio Pereira (2:17:10)
2. Willy Kongogo Kimutai (2:17:22)
3. Marcos Alexandre Elizalde (2:18:25)
4. Cheruiyot Robert Kiprotich (2:19:09)
5. Adriano Bastos (2:20:15)
Feminino:
1. Marizete Rezende (2:42:46)
2. Idailda dos Santos (2:45:15)
3. Conceição Maria Carvalho (2:47:01)
4. Marluce Queiroz Ferreira (2:47:59)
5. Elizabeth Esteves de Souza (2:52:14)
MEIA-MARATONA
Masculino:
1. William Gomes (1:05:54)
2. Emmanuel Ibett (1:05:57)
3. José Paul Ávila (1:06:46)
4. José Cicero Eloy (1:06:57)
5.Edmilson Santana (1:07:04)
Feminino:
1. Edileuza Guimarães (1:16:31)
2. Marcia Narloch (1:16:41)
3. Ednah Mukhwana (1:19:21)
4. Gisele Barros (1:20:44)
5. Maria Jesus Lima (1:24:43)
FAMILY RUN
Masculino:
1. Marcio Souza (17:39)
2. Lourival Libano (17:48)
3. Sandro Melo Souza (18:16)
4. Amauri José dos Santos Junior (18:29)
5. Marcos Antonio Quintanilha (18:40)
Feminino:
1- Maria Aparecida Angelo – 22min57
2- Maria das Graças Moreira – 23min44
3- Andrressa de Mesquita – 24min01
4- Jessica Mello Kalbermatter – 25min12
5- Ana Paula de Souza – 26min32
Se você participou do evento e quer encontrar as suas fotos, eu vi essas empresas documentando o evento:
Minha próxima corrida é no domingo 5/julho/09 na 14ª Corrida Corpore Bombeiros 10K, onde pretendo diminuir o meu tempo do ano passado. O percurso é bem desafiador devido a subida da Av. Nazaré. Vamos ver. Até lá, amigos!
Pontadas Abdominais ou “Dor de Burro” 22/agosto/08
Postado por podcorrer em: Orientações , envie comentárioNo post anterior (Dicas para aumentar a resistência) surgiu uma discussão interessante sobre a famosa pontada abaixo do tórax que sentimos algumas vezes ao correr. Através dos comentários percebi que o assunto gera dúvidas e resolvi pesquisar.
Por experiência própria já havia percebido uma correlação entre a dor e o processo digestivo. Quando comia algo mais pesado pouco tempo antes da corrida a dor aparecia mais. Mas pelo que pesquisei existem várias teorias sobre as causas.
Achei esse site que apresenta as possíveis explicações e algumas dicas para evitar.
http://www.omundodacorrida.com/dorburro.htm
A dica de respirar fundo e reduzir um pouco o ritmo funciona bem. Recomendo. Mas o importante é buscar o condicionamento correto, treinando com regularidade e com intensidade compatível com seu preparo.
Boas corridas!













