Circuito das Estações SP Adidas 10K – Etapa Inverno: Resultado 13/julho/09
Postado por podcorrer em: Provas , 9 comentáriosAmigos Corredores,
Consegui mais uma vez! Bati meu próprio recorde pessoal em corridas de 10K!! Estabeleci um novo PR em 10K, agora de 55 minutos e 54 segundos!
A sensação ao cruzar a linha de chegada foi fabulosa. Não estava apenas concluíndo esta corrida, mas sim uma “maratona” de 7 competições em 6 finais de semana consecutivo. Foram 77 quilômetros rodados em provas de três cidades, em dois países. Foram 5 recordes pessoais batidos, e a constatação de que meus treinos finalmente estão dando resultado. Tudo isso me passava pela cabeça quando subia aqueles malditos 100 metros finais na Praça Charles Miller, rumo ao portal de chegada em frente a porta do estádio Pacaembu. Foi demais!
Fiquei muito contente em ter participado da etapa Inverno do Circuito das Estações de São Paulo. Normalmente já gosto bastante de participar dessa prova. É muito bem organizada, o circuito é bom e de dificuldade moderada, e o que mais atrai é o fato de ser realizada quatro vezes por ano no mesmo percurso. Assim, é ideal para tirar uma temperatura de como estão indo os treinos e, também, para estabelecer metas. Essa foi a minha quarta participação no circuito.
Dessa vez a retirada dos kits foi um pouco turbulenta. Houve mais uma troca de local. Foi no Shopping Pátio Paulista, na Loja Bayard. A fila estava bastante grande quando fui na quinta-feira (9/7) à tarde.
Acordei cedo no domingo e fui a pé para a arena, pois é perto da minha casa. Aproveitei e já fui num trote bem leve, aquecendo. O clima estava excelente para meu gosto. Prefiro correr com frio. O termômetro marcava 12ºC, mas parecia menos. Acho que o vento e a umidade estavam intensificando a sensação de frio. No sábado choveu quase o dia inteiro. Estava preparado para pegar uma chuvinha na corrida, o que não seria de todo ruim. Também tenho gostado de correr sob chuva.
Enquanto corria para o estádio fui traçando a estratégia para a corrida. A primeira meta seria fazer o meu menor tempo do Circuito das Estações. Para isso precisaria fechar em menos de 57’08″ (Inverno/08). A segunda meta (ambiciosa) era bater o recorde pessoal de 10K. Para isso precisaria fechar o percurso em menos de 56’15″ (EcoRun/09 e Buenos Aires 10K). Achava essa última meta bem difícil, pois o percurso do Circuito das Estações SP não é plano. Tem muito mais subidas do que o da EcoRun, na USP. Mas não custava tentar. Configurei meu Garmin para um ritmo alvo de 5’36″/Km, assim poderia ir acompanhando como estava em relação as minhas metas.
Na ida para o estádio já estava pensando que tudo estava ótimo para essa corrida. Sentia-me bem (bem ao contrário de quando corri a etapa Outono/09), os treinos estavam em dia, não estava cansado, havia dormido e me alimentado bem no dia anterior, corpo hidratado, e a sequência de várias provas nas últimas 6 semanas não estavam pesando. Pelo contrário, usei cada uma delas como treino. Sentia-me mais forte a cada prova.
Executado o protocolo padrão (retirada do chip tranquila, passadinha na área VIP do Clube O2) lá fui eu para a largada. O céu estava nublado, mas nada de chuva ainda. Largada 8h00 em ponto. Uns 5 minutos depois iniciei a corrida.
Poucos metros depois de cruzar a largada tive a grata surpresa de encontrar o Rogério Lagos do blog Corra, Galera, Corra. Foi muito legal, pois corremos uns três quilômetros lado a lado e deu para comentar um pouco sobre alguns fatos aqui do blog e sobre as experiências de corredor iniciantes como somos. Valeu, Rogério!
Aproveitei a descida da Praça Charles Miller para começar forte. Agora já macaco velho nesse trajeto sabia que não dá para tirar o atraso nos últimos dois ou três quilômetros como costumo fazer. Nesse percurso o final é em subida. Parece leve, mas pega bem! Percorri os Km 1 e 2 em 5’25″ e 5’24″. Logo depois já vem a subida da Rua Marta, que dá acesso ao elevado. São quase 30 metros de elevação. Mandei bala. Procurei forçar o ritmo, mas sem exagerar. Fechei o Km 3 em 6’00″. Fiquei preocupado.
Chegando no elevado percebi que havia muita gente. O trajeto parecia bem congestionado. Duvidei se daria para fazer um bom tempo nessa perna de ida do elevado. Foquei e fui em frente. As subidinhas do elevado, como sempre, complicam um pouco. Fechei o Km 4 e 5 em 5’40″ e 5’37″, respectivamente. Tempos bons para mim, mas acima do alvo. Ao completar a metade da prova estava apenas 5 segundos acima do meu tempo alvo. Foi ao fazer a meia volta no elevado, no Km 5 que percebi que havia chances reais de bater o meu recorde de 10K.
Logo após o Km 5 peguei o Gatorade no terceiro posto de hidratação. Precisaria de todo carboidrato disponível. Havia passado direto nos dois postos de água para evitar o tumulto e não perder tempo. Agora era melhor não abusar. A propósito, como é difícil beber o copinho de Gatorade sem virar tudo e sem diminuir a velocidade!
Apertei o passo e completei os Km 6 e 7, ainda nos altos e baixos do elevado, em 5’24″ e 5’39″. Agora já tinha 14 segundos de vantagem. Aproveitei a descida da R. Marta e fiz o Km 8 em 5’10″. Agora era a hora da verdade. Nas outras vezes que participei senti dificuldade na Av. Pacaembu, nos últimos dois quilômetros. Dei um olhada no cronômetro e vi que a oportunidade estava lá. Fiz o Km 9 em 5’38 e finalmente o Km 10 em 5’24″, inclusive com um pequeno sprint na subidinha da Praça Charles Miller.
Cruzei a linha de chegada no bico do corvo, mas feliz da vida! Olhei o cronômetro e lá estava o resultado do esforço. Meus primeiros 10K abaixo de 56 minutos. Na minha cronometragem o tempo havia sido de 55’52″ mas no resultado oficial o tempo ficou em 55’54″. Excelente! Havia diminuído meu melhor tempo em 21 segundos! Nada mal. Nada mal, mesmo! Agora estou muito mais perto da minha meta #5, completar 10K abaixo de 55 minutos ainda neste ano. Minha classificação ficou assim:
Tempo Líquido: 00:55:54
Classificação Geral: 1970
Classificação Faixa: 252
Classificação Sexo: 1754
Ritmo: 05:35 min/km
Com orgulho da minha conquista fui apanhar minha medalha e comer os lanches. Então percebi a bobagem que fiz de não ter levado agasalho. Passei um frio danado e para completar a chuva começou bem quando estava saindo do estádio. Fui para casa abaixo de chuva e com frio.
Os três primeiros colocados no masculino foram José Rodrigues dos Santos (30’28″); Rafael Santos de Novaes (31’19″) e Renílson Vitorino da Silva (32’16″). Já no feminino o pódio ficou assim: Elisabeth Esteves (37’21″) em primeiro, Simone Alves da Silva (34’16″) em segundo e Tatiele Roberta de Carvalho (36’28″) em terceiro.
Como sempre, para obter as fotos das provas acesse um dos sites abaixo:
Agora vou descansar um pouco das provas, voltando apenas em 2 de agosto nas 10 Milhas da Mizuno. Mas ficarei firme nos treinos.
Até o próximo post, pessoal!
Saiba Tudo Sobre a Nike 600K – Corrida SP/RJ 8/julho/09
Postado por podcorrer em: Provas , 14 comentáriosA Nike anunciou hoje que promoverá a maior corrida de revezamento das Américas, a Corrida Nike SP/RJ, O Desafio do 600K. A prova será realizada nos dias 23, 24 e 25 de Outubro de 2009. Entenda melhor como será essa corrida inovadora e audaciosa lançada pela Nike.
O lançamento de hoje põe fim a um longo mistério sobre quando e como seria a corrida da Nike desse ano. Os caras capricharam! O desafio é de dar água na boca. Muita gente vai alucinar para participar desse evento.
Veja o vídeo de lançamento:
Largada:
Ocorrerá no dia 22 de outubro de 2009 no Obelisco do Parque Ibirapuera em São Paulo/SP
Chegada:
Será na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro/RJ no dia 25 de outubro de 2009.
Participantes:
Limitados a 20 equipes mistas com 12 corredores cada, sendo 10 titulares (no mínimo com 3 mulheres) e 2 reservas (um pra cada sexo). As equipes serão selecionadas através de assessorias esportivas recrutadas pela Nike. Serão 8 equipes de SP, 4 do RJ, e 4 regionais: Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba. Uma das equipes será composta por vencedores de desafios do Nike+. As outras 3 equipes serão especiais designadas pela Nike.
Critérios de Seleção / Inscrições:
Ainda temos poucos detalhes, mas já sabemos que somente serão aceitos corredores amadores. Para se candidatar será exigida uma qualificação mínima. Todos corredores deverão estar habilitados a correr com pace (ritmo) mínimo de 5 minutos por Km. Para homens serão aceitos apenas corredores que façam os 10K em menos de 45 minutos. A avaliação será feita pelas assessorias esportivas. Aguardem mais detalhes sobre os critérios.
Percurso e Altimetria:
É a grande atração do evento. O percurso de 600Km sai de SP e vai para o Rio descendo a Serra do Mar, passando por asfalto, terra, mata. O percurso é inovador e inclui as belas paisagens da rodovia Rio-Santos e dos litorais paulista e fluminense até a linha de chegada, na praia de Ipanema. A cada noite, os participantes serão acomodados nos três pontos de parada do roteiro, conhecidos como Nike Villages. Confira o percurso aqui e baixe a imagem em alta resolução com a altimetria. Uau! Descida de 800 m em 40 Km!!
Revezamento:
Em cada dia de prova as equipes correrão durante 17 horas, no máximo. Cada corredor percorrerá percursos de 7 Km a cada revezamento. Cada corredor será acionado três vezes por dia, ou seja, percorrendo aproximadamente 21 Km. É uma meia maratona por dia! Cada time percorrerá por dia aproximadamente 200 Km. Para finalizar, no quarto dia, após a chegada na Barra da Tijuca no Rio, os corredores participarão de um sprint final de 10K, só pra fechar com chave de ouro!
Infra:
A Nike proporcionará a maior estrutura de apoio já utilizada em corridas no Brasil. Cada equipe receberá toda a infraestrutura necessária de apoio: carro, van, moto, etc. Cada corredore recebera todos os materias esportivos necessário para o desafio. (show!!). Além disso, nas Nike Villages os corredores receberão tudo que precisam para um descanso restaurador, com alimentação saudável, médicos, fisioterapeutas, etc.
Tecnologia:
Serão usados os produtos da linha Running Performance da Nike, além de monitoramento via o sistema Nike+. Todos atletas serão monitorados em tempo real pelos dispositivos Nike+ nos tênis.
Corrida com Consciência Social:
Além de desafiar os limites humanos, a Corrida SP – RJ, Desafio dos 600K também se solidariza com uma causa social ligada ao esporte. Em parceria com a Rede Esporte pela Mudança Social, um programa da Organização das Nações Unidas (ONU), cada um dos 600 quilômetros do percurso será vendido para arrecadar fundos para os projetos que usam a atividade esportiva como combate à pobreza e à desigualdade.
Para mais informações sobre a prova, acesse nikecorre.com.br ou nikeplus.com.
Bombeiros 10K 2009: Resultado 5/julho/09
Postado por podcorrer em: Provas , 2 comentáriosAmigos Corredores,
Completei com sucesso a Corrida Corpore Bombeiros 10K 2009. Meu tempo foi de 58m29s. Foi mais uma etapa da minha “maratona pessoal”. Eu havia comentado anteriormente que fui me inscrevendo em várias provas durante o mês de Junho e quando percebi já tinha 5 corridas agendadas para os 4 fins de semana do mês. Somando as duas corridas que participaria em Julho, acabei me inscrevendo para 7 corridas em 6 finais de semana consecutivos em 3 cidades diferentes! Até agora já foram as seguintes etapas:
- Bombeiros – 10K (05/jul/09): 0:58:29
- Meia Maratona do Rio – 21K (28/jun/09): 2:17:54
- Hebraica Macabi – 6K (21/jun/09): 0:32:05
- Reebok 10Km – 10K (20/jun/09): 0:57:42
- 10Km Buenos Aires – 10K (14/jun/09): 0:56:15
- EcoRun – 10K (07/jun/09): 0:56:15
A “maratona” termina no próximo domingo, com o Circuito das Estações Adidas 10K Etapa Inverno em São Paulo no Estádio Pacaembu. Por sinal, tenho muita expectativa de baixar meu tempo nessa prova. Vamos ver. Estou treinando para isso. No total, ao fim dessa “maratona pessoal” terei rodado 77 Km em competições em 45 dias. Depois volto ao normal de uma ou duas corridas por mês apenas.
Voltando a Corrida Corpore Bombeiros 10K 2009. Tinha muita vontade de participar dessa prova. Trata-se de uma corrida clássica de São Paulo, já em sua décima quarta edição. Além disso, participei da Bombeiros 10K 2008 (foi uma das minhas primeiras corridas) e gostei muito da camiseta (uso muito até hoje), da medalha (uma das mais bonitas que tenho) e do percurso, em torno do Museu do Ipiranga passando pelo Parque da Independência. Outra coisa legal é que o percurso tem uma subida bem desafiadora no Km 7, a temida Av. Nazaré.
Cheguei tarde na arena, por volta das 7h40. Mas como estava tudo bem organizadinho, não peguei fila para nada. Peguei meu chip e número de peito e fui para a largada, que ocorreu as 8h00 em ponto. O clima estava ótimo para correr. A temperatura era de 15ºC e a umidade estava em 89%. Os corredores compareceram em peso a esta prova que faz parte das comemorações do Dia do Bombeiro (2/julho). Foram mais de 5.000 corredores, segundo a Corpore. O clima era de grande festa para o Corpo de Bombeiros. Viam-se muitos deles tanto correndo como acompanhando a corrida. Vários pelotões de bombeiros correram a prova cantando e animando os demais corredores.
Minha meta para a corrida era diminuir meu tempo do ano passado (1h00m19s). Sabia que um recorde pessoal dos 10K seria impossível, pois meu melhor tempo foi estabelecido em circuito totalmente plano e na Bombeiros 10K existem mais de 70 metros de diferença entre o ponto mais baixo e o mais alto do percurso. Então minha estratégia era começar de leve, pois no Km 7 teria uma subida pesada.
Fechei os Km 1 e 2 com quase o mesmo tempo: 5’47″. No Km 3 acelerei um pouco por causa da descida e fechei com 5’08″. Nos Km 4 e 5 já estavamos Av. Dom Pedro I e voltei a subir o tempo, fechando em 5’48″ e 5’47. Estava estável em torno dessa média. Aí chegou a famosa subida da Av. Nazaré. Com o Museu do Ipiranga ao fundo, baixei a cabeça e mandei bala na subida. Mas não adianta, o rendimento caiu muito. Fechei os Km 6 e 7 em 6’11″ e um horrível 6’56″. Fiquei preocupado em não conseguir atingir minha meta e quando cheguei ao topo da Av. Nazaré, para virar a direita na R. Arciprestre Andrade, acelerei. Fechei o Km 9 em 5’58″ e no último gastei o que tinha economizado de energia, fechando em 5’01″. Estava esperando o final em subida, mas a Corpore mudou um pouco o percurso, encerrando a esquerda na Rua dos Patriotas, ao invés de descer e entrar pela frente da Praça do Monumento. Se tivesse percebido isso teria corrido mais forte no final. Estava preocupado com a última subidinha. Atravessei a linha de chegada com 58’29″, batendo minha meta e reduzindo meu tempo do ano passado em 1 minuto e 50 segundos! A minha classificação ficou assim:
Tempo Líquido: 00:58:29
Classificação Geral: 2616/4568 (57%)
Classificação Faixa: 408/581 (70%)
Classificação Sexo: 2325/3567 (65%)
Ritmo: 05:50 min/km
A organização da prova estava muito boa, como é padrão da Corpore. Só destaco alguns pontos negativos: o asfalto estava muito ruim. Cheio de desníveis e buracos. Sei que a Corpore não tem muito como resolver isso, mas tá na hora da Prefeitura reformar o asfalto daquela região. Fiquei decepcionado com a medalha. Tinha gostado tanto da medalha do ano passado mas achei a desse ano muito feia, sem graça. E por fim, o lanche para os concluíntes estava fraquinho. Nenhuma fruta! Só um sanduichinho sem vergonha! Vamos caprichar, gente!
A Playteam foi a grande vencedora do dia, colocando no topo do pódio seus atletas. Eles venceram a prova masculina e a feminina. Veja como ficou a classificação da Categoria Geral:
Masculino:
- Renilson Vitorino da Silva (PlayTeam): 00:31:16
- Sivaldo Santos Viana (MCalçados): 00:31:20
- Carlos Moreira dos Santos (Benício Adv): 00:31:44
- Marildo José Barduco (Montevérgine): 00:31:50
- Francisco das Chagas Bezerra (Clube Esperia): 00:31:57
Feminino:
- Angelina das Graças Rafael (Playteam): 00:39:01
- Janaina Aparecida Pinto Ferandes (VO2/Stefanini): 00:40:51
- Hildene Cardoso Santana (Valdir Camargo): 00:41:14
- Olivia de Fatima Franco Fernandes (VO2/Stefanini): 00:42:13
- Elóia Rosa de Matos (Clube Esperia): 00:43:23
Se você participou da Corrida Corpore Bombeiros 10K 2009 e quer saber como foi seu tempo, visite a página de resultados da Corpore. E se quer procurar as suas fotos, experimente visitar o site das empresas que cobriram o evento:
Clique aqui para assistir o vídeo da largada.
Bom, agora é hora de descansar. Essa semana devo fazer alguns treinos leves após terça-feira e depois me concentrar para o próximo desafio: Circuito das Estações Adidas 10K Inverno. Eu VOU baixar meu tempo!!
Até lá, amigos!
Meia Maratona do Rio 2009: Resultado 29/junho/09
Postado por podcorrer em: Provas , 7 comentários“O percurso mais lindo do mundo”. Esse é um dos atributos da Maratona do Rio citados nas peças de marketing da corrida. Devo dizer que não é exagero, não. Tenho certeza que essa foi a corrida com o percurso mais bonito e agradável de todas as corridas que já participei. Correr ao lado do mar por quase todo o percurso e estar cercado de toda beleza natural da Cidade Maravilhosa foi uma experiência incrível. Estou muito feliz de ter participado da Meia Maratona do Rio de Janeiro. Vou voltar nos próximos anos. Com certeza!
Amigos corredores, como puderam acompanhar no Twitter do PodCorrer.com participei com sucesso da Meia Maratona do Rio, prova realizada simultaneamente com a Maratona Internacional do Rio de Janeiro, uma das 6 maratonas oficiais do Brasil. A prova foi um sucesso para mim pois obtive o meu melhor tempo em meias maratonas (2h17m54s). Foi um recorde pessoal que me deixou muito empolgado, pois diminui quase 7 minutos do meu melhor tempo. Deu tudo certo nessa corrida. Fechou com chave de ouro o mês de Junho que foi especial para mim, pois participei de 5 corridas:
- Meia Maratona do Rio – 21K (28/jun/09): 2:17:54
- Hebraica Macabi – 6K (21/jun/09): 0:32:05
- Reebok 10Km – 10K (20/jun/09): 0:57:42
- 10Km Buenos Aires – 10K (14/jun/09): 0:56:15
- EcoRun – 10K (07/jun/09): 0:56:15
Tá bom, eu sei. Foi exagero, mas fiquei empolgado com algumas provas que queria participar e queria intensificar um pouco os treinos. E deu resultado, pois das cinco corridas obtive recordes pessoais em 4 delas! Outra coisa legal é que as provas tiveram perfis bem diferentes, de curtas (6K) até meia (21K).
Voltando a meia do Rio, a “maratona” começou com a saída de São Paulo na sexta. Resolvi ir de carro e levei a família para a torcida.
Ficamos hospedados num hotel exatamente em frente a largada da Meia. Por sinal, sugiro aos corredores. A diária é razoável nessa época do ano e no dia da corrida é só descer e você tá na boca da largada. Trata-se do Tropical Barra Hotel, ali na Praia do Pepê.
A largada ocorreu sem problemas as 7h30, conforme programado. O clima estava ótimo para correr. Na noite anterior choveu, mas amanheceu sem chuva com céu nublado. Meu maior receio era que saísse um sol forte. Mas até nisso essa corrida foi boa. A temperatura na largada era por volta dos 20ºC. Não tive informação sobre a umidade, mas obviamente era bem alta pela proximidade ao mar.
Gostaria de destacar a organização da corrida. Ainda não sei qual a empresa que foi responsável, mas deixo aqui os meus parabéns. Tudo funcionou muito bem. Considerando a proporção desse evento, com mais de 15.000 inscritos, a chance de dar algo errado é muito grande. Creio que houve um esforço muito grande para acentuar a internacionalização dessa corrida e mostrar que o Rio sabe organizar eventos esportivos de nível internacional. O objetivo é fortalecer a candidatura do Rio como sede das Olimpíadas de 2016. A propósito, passe no site deles e dê seu apoio. Assim poderemos ter o prazer de assistir uma Maratona Olímpica em nosso país, sem dúvida o evento máximo das corridas de longa distância.
Ainda sobre a qualidade da organização destaco o cuidado com o kit, a feira de entrega do kit (a Wellness 2009 ocorreu simultaneamente a entrega – faltou só mais divulgação da feira no site), hidratação bem planejada com distribuição de isotônicos e também de gel de carboidratos, música em vários pontos e até alguns detalhes que só vi em corridas estrangeiras: demarcação do caminho mínimo (aquela linha azul no asfalto), voluntários recebendo você na chegada e entregando a medalha pessoalmente, torcida ao longo do percurso e o tratamento diferenciado para as três provas dentro da maratona (family run, meia e maratona completa), cada uma com sua identidade visual, medalhas específicas, percursos separados e camisetas identificadas. Em resumo, muito capricho e muita dedicação na organização dessa corrida que além de tudo isso tem o percurso fabuloso pela orla da Cidade Maravilhosa. Não preciso dizer que virei fã! Em 2010 estarei lá!
Bom, minhas metas para a Meia Maratona do Rio eram: completar a corrida e manter um ritmo médio inferior a 7 minutos/km. Não pensava forçar muito. A idéia era correr leve e apreciar a paisagem. Temia estar cansado, ou ser pego pelo sol forte e calor típicos do Rio de Janeiro. Então fui com a expectativa baixa. Completar a corrida sem lesões ou esforços exagerados já seria uma vitória.
A largada foi tranquila e no Km 1 já estávamos numa pequena subida do viaduto que leva ao Túnel do Joá. Aqui um comentário. Não é legal correr em túneis. O ar é denso e pesado. O calor é forte. A sensação é claustrofóbica, apesar de eu não ter problemas com lugares fechados.
Logo que saímos do túnel já deu pra sentir a grandiosidade da vista. Ao passar pela Via Elevada das Bandeiras a gente sentia que estava praticamente dentro do mar. As ondas forets batendo nas pedras e aquele marzão faziam você esquecer que estava fazendo um esforço físico. Muito legal. Ali pensei: “Essa é uma corrida que vou fazer mais vezes. Valeu a pena ter vindo”.
Ja comentei aqui no blog, sempre quando corro fico observando os sinais do corpo. Se percebo algo errado vou tentando corrigir: respiração errada, ritmo errado, dores, cansaço, etc. Nessas horas você tem que ouvir o seu corpo. Já em São Conrado, lá pelo Km 5 comecei a sentir uma falta de energia esquisita. Comecei a pensar fortemente que teria que desistir pois estava desagradável correr. Algo estava errado. Conclui que estava sem “combustível”. Saquei um gel de carboidrato do bolso, e mandei pra dentro. Tomei uns 100 ml de isotônico que carregada comigo também. Uns 10 minutos depois o cenário mudou muito. Já me sentia muito bem. Acho que acertei no diagnóstico. Dali pra frente me senti ótimo na corrida. Fui me hidratando, e consumindo mais dois carbos.
Dei uma conferida no cronômetro e vi que meus primeiros quilômetros estavam mais rápidos do que planejara. O ritmo médio dos primeiros 6 Km estava em 6’31″/Km. Bem abaixo do meu ritmo normal de meia maratona. E não estava forçando, não. Ai percebi que a corrida seria tranquila. Pensei novamente que a diferença de elevação do Rio para São Paulo estava me ajudando. Foi a mesma sensação que tive em Buenos Aires, duas semanas atrás.
Resolvi administrar um pouco a velocidade e não me animar demais. Afinal, ainda faltavam 14 Km. Fiz um quilômetro mais lento (o 7 foi o único acima de 7′/km) e depois voltei em torno dos 6’30″/Km. Fui me distraindo com o percurso e aproveitando a vista. Ai passou São Conrado, pegamos a Av. Niemeyer, entramos no Leblon, depois Ipanema, cortamos pra Copacabana e finalmente chegamos na Av. Princesa Isabel. Acabara a vista pro mar. Mas agora já estávamos no Km 16. Era só concentrar mais um pouco e a chegada estava logo ali. O sol apareceu. O calor subiu. Mas ainda estava bem.
Quando avistei a placa do Km 18 percebi que teria energia suficiente pra acabar sem nenhum problema. Resolvi apertar o ritmo. Fiquei surpreso em ver como estava inteiro ainda. Fiz os últimos 4 Km nos seguintes ritmos: 6’21″, 6’05″, 6’19″ e um sprint em 5’26″ no Km 21.
Cruzei a chegada com 2h17m54s estabelecendo o meu melhor tempo em meia maratona. Essa foi a minha quinta corrida com percurso superior a 20 Km e minha terceira meia maratona. Fiquei muito satisfeito com o tempo e com a certeza que poderia até ter feito um tempo melhor se tivesse forçado mais. Tinha folga para isso, mas como não sabia o que viria pela frente, agi com precaução.
Outra conclusão: a Maratona do Rio é um ótimo percurso para se considerar na hora de escolher a minha primeira maratona. Quem sabe ano que vem já estarei preparado para rodar os 42Km do Rio.
Minha classificação ficou assim:
Tempo Líquido: 02:17:54
Classificação Geral: 2690/3298 (81%)
Classificação Faixa: 478
Ritmo: 06:32 min/km
A dispersão após a chegada estava um pouco tumultuada. Esse é um dos pontos que a organização poderia trabalhar melhor no próximo ano. Creio que o espaço estava pequeno demais.
Depois de pegar minha medalha e meu lanche, fui para a linha de chegada esperar os vencedores da maratona. Deu tempo certinho. Vi a chegada da Marizete Resende (2h42m46s) e depois do estreante na Maratona do Rio, o Marco Antonio Pereira (2h17m10s), fechando a dobradinha brasileira, derrotando os quenianos. Deu Brasil na cabeça.
O pódim ficou assim:
MARATONA:
Masculino (1868 concluíntes):
1. Marcos Antonio Pereira (2:17:10)
2. Willy Kongogo Kimutai (2:17:22)
3. Marcos Alexandre Elizalde (2:18:25)
4. Cheruiyot Robert Kiprotich (2:19:09)
5. Adriano Bastos (2:20:15)
Feminino:
1. Marizete Rezende (2:42:46)
2. Idailda dos Santos (2:45:15)
3. Conceição Maria Carvalho (2:47:01)
4. Marluce Queiroz Ferreira (2:47:59)
5. Elizabeth Esteves de Souza (2:52:14)
MEIA-MARATONA
Masculino:
1. William Gomes (1:05:54)
2. Emmanuel Ibett (1:05:57)
3. José Paul Ávila (1:06:46)
4. José Cicero Eloy (1:06:57)
5.Edmilson Santana (1:07:04)
Feminino:
1. Edileuza Guimarães (1:16:31)
2. Marcia Narloch (1:16:41)
3. Ednah Mukhwana (1:19:21)
4. Gisele Barros (1:20:44)
5. Maria Jesus Lima (1:24:43)
FAMILY RUN
Masculino:
1. Marcio Souza (17:39)
2. Lourival Libano (17:48)
3. Sandro Melo Souza (18:16)
4. Amauri José dos Santos Junior (18:29)
5. Marcos Antonio Quintanilha (18:40)
Feminino:
1- Maria Aparecida Angelo – 22min57
2- Maria das Graças Moreira – 23min44
3- Andrressa de Mesquita – 24min01
4- Jessica Mello Kalbermatter – 25min12
5- Ana Paula de Souza – 26min32
Se você participou do evento e quer encontrar as suas fotos, eu vi essas empresas documentando o evento:
Minha próxima corrida é no domingo 5/julho/09 na 14ª Corrida Corpore Bombeiros 10K, onde pretendo diminuir o meu tempo do ano passado. O percurso é bem desafiador devido a subida da Av. Nazaré. Vamos ver. Até lá, amigos!
Hebraica Macabi 6K 2009: Resultado 22/junho/09
Postado por podcorrer em: Provas , 2 comentáriosAmigos Corredores,
Como comentei no post anterior, saí correndo da Reebok 10Km ontem à noite para dar tempo de descansar e enfrentar os 6 Km da 3ª Corrida Corpore Hebraica Macabi. Menos de 10 horas depois lá estava eu na Cidade Universitária da USP novamente.
Esse negócio de corrida de rua está tão na moda aqui em São Paulo que em alguns finais de semana já temos várias corridas simultâneas. Ontem, quando corria a Reebok 10Km na USP, passamos pelos estandes já montados da Hebraica 6K. Seria legal se o pessoal começasse a montar corridas em lugares diferentes. Tenho certeza que São Paulo tem várias áreas que seriam interessantes para corridas. As corridas noturnas, por exemplo, seriam bem legais se fossem na rua mesmo. Fora do campus.
A organização da Corpore estava excelente, como sempre. Tudo funcionou muito bem. O kit foi retirado no próprio dia da prova. Gostei de participar mais uma vez dessa corrida. Pretendo fazer sempre. Como já falei antes, gosto dessa distância e além disso, como é uma corrida com apenas 3000 participantes, é bem tranquila.
A Corpore apresentou uma novidade que achei legal. No pórtico da largada instalou um display que mostrava a temperatura e a umidade relativa do ar. Na hora da largada estávamos com 16ºC e 86% de umidade. Clima ótimo para correr.
Estabeleci uma meta de terminar a prova com uma média de 5’30″/km. E consegui! Estabeleci um recorde pessoal para essa distância e para este percurso. Completei a prova em 32’05″ estabelecendo um ritmo médio de 05’20″/km. Desta forma, a 3ª Corrida Hebraica Macabi 6K transformou-se na prova em que estabeleci a maior velocidade média de todas as 28 provas que já participei. A minha classificação ficou assim:
Tempo Líquido: 00:32:05
Classificação Geral: 1079/2988 (36%)
Classificação Faixa: 133/280 (47%)
Classificação Sexo: 946/2092 (45%)
Ritmo: 05:20 min/km
Comecei a corrida com cuidado para ver se havia algum efeito colateral dos 10 Km da Reebok da noite anterior. Fiz um bom alongamento e um leve aquecimento antes da largada. Logo depois da saída já deu para perceber que o corpo estava respondendo bem, não senti nada atrapalhando. Isso foi bom. Parece-me que estou bem acostumado a distâncias menores como 10K. Mesmo neste mês de Junho que corri provas em todos os finais de semana não senti qualquer sinal de fadiga. E melhor ainda, estabeleci novos recordes pessoais em três das quatro corridas que fiz no mês.
Comecei a Hebraica 6K já no ritmo alvo. Em provas curtas não temos muita chance de recuperar nos últimos quilômetros, então o único jeito é sentar o pau na máquina desde o começo. Fechei os dois primeiros quilômetros com 5’23″ e 5’21″. Estava indo bem. Aí, no Km 3 vem a maldita subida da R. Almeida Prado na USP, a mesma que me debilitou na Reebok 10Km. Fechei o Km 3 com horríveis 6’03″. Tive que acelerar no Km 4 para recuperar e fechei em 5’09″ e depois o Km 5 em 5’11″. Um pouco antes da placa do Km 5 já dava pra perceber que conseguiria um bom tempo. Estava com bastante energia ainda, então acelerei mais e fechei o último Km com 4’58″ o que, para mim, é um tempo excelente. Dificilmente faço um Km abaixo dos 5’00″.
Fechei a prova com 32’05″ reduzindo o tempo do ano passado em 3 minutos e 25 segundos. Nada mal! Isso me deixou muito satisfeito de ter participado da Hebraica 6K. Que provinha gostosa.
Voltei feliz da vida para casa e promentendo que essa semana serei fiel aos treinos. Afinal, no próximo domingo vem um desafio forte: os 21 Km da Meia Maratona do Rio. Espero que o calor não seja exagerado e que eu consiga completar a prova com sucesso. Se tudo der certo concluirei a façanha de correr 5 corridas no mês de Junho.
Se você correu a Hebraica Macabi 6K veja o seu resultado no site da Corpore e procure suas fotos nos sites abaixo:
Até a próxima.
10 Km de Buenos Aires: Resultado 17/junho/09
Postado por podcorrer em: Posts do Fortes , 6 comentáriosAmigos Corredores,
Lamento pelo atraso, mas finalmente consegui um tempo para contar para vocês como foi a corrida que participei no último domingo em Buenos Aires. Vamos lá.
Creio que já comentei aqui no blog que tenho parentes lá na Argentina. Algumas tias e primos. Inclusive meu primo Andrés começou a correr, recentemente, por influência minha.
A idéia era bolar uma viagem que permitisse aproveitar o feriado prolongado com folga no trabalho, levar minha filha (de seis meses) para conhecer os parentes argentinos e de quebra fazer uma corridinha “internacional” ao lado do meu primo. Consegui conciliar tudo isso nesse feriado de Corpus Christi.
Bom, eu e metade de São Paulo resolvemos ir para Buenos Aires nesse feriado. Impressionante a quantidade de gente que foi pra lá. Sair daqui, chegar lá e depois voltar foi um inferno. Parecia viagem para o litoral em feriadão! Aeroporto explodindo de gente, filas de check in imensas, imigração abarrotada, e idem na volta. Espera looooongas em todas as etapas.
Sofrimentos turísticos à parte, vamos a corrida. Para começar, muita gente tem me perguntado aqui no PodCorrer.com como fico sabendo de corridas em Buenos Aires e como fazer as inscrições. Bom, os sites argentinos sobre corridas são bastante precários, mas aqui vai uma lista dos que costumo usar para descobrir o que rola por lá:
- Maratona de Buenos Aires (http://www.maratondebuenosaires.com/)
- Club de Corredores (http://www.clubdecorredores.com)
- Meia Maratona de Buenos Aires (http://www.mediamaraton.com.ar)
- Adoro Correr (http://www.adorocorrer.com)
- 10Km de Buenos Aires (http://www.10kmdebuenosaires.com.ar/)
- BsAs Runners (http://www.bsasrunners.com.ar/)
Quanto a inscrição os eventos maiores (meia e a maratona de Buenos Aires) permitem pagamento online da inscrição, mas maior parte das outras corridas usa um esquema “offline” de pagamento. É um absurdo, mas é assim. Isso complica muito. Eu resolvi isso pedindo ao meu primo para pagar pessoalmente para mim. Um caminho para resolver isso é usar algumas agências brasileiras de turismo, como a Xtravel, que se encarregam de tudo para você.
Ok. Chega de papo. E a corrida como foi? Havia marcado de encontrar meu primo uma hora antes da largada. O kit seria distribuido antes da largada, então era preciso chegar cedo. A “arena” seria no Parque Palermo. Fui de táxi para o local. A primeira surpresa. Nem o taxista conseguia encontrar o local da largada. Imagina encontrar aquela muvuca de sempre na arena. Muitas barracas, banheiros químicos, muita gente, fila pra estacionar e etc. Nada disso a vista! Depois de rolar pelas redondezas do parque com o taxista e perguntar para umas cinco almas penadas que andavam por aquela hora naquele frio no parque, avistei 5 banheiros químicos e um portal de largada.
Essa corrida, os 10Km de Buenos Aires, tinha algumas peculiaridades que me interessaram: na prática eram 5 corridas em uma só. Seriam cinco largadas (começando as 9h a primeira e a última seira as 13h25). O corredor deveria escolher o seu pelotão dependendo do seu ritmo. Outro ponto interessante é que era um circuito em loop com extensão de 1.835m onde seriam dadas 5 voltas + um pedaço de 825 m. Isso seria legal para levar a família para torcer.
Mas chegando lá já percebi que a “des”organização deixaria bastante a desejar. Para começar os kits estavam sendo distribuídos em uma só fila. Nada daqueles vários guichês que estamos acostumados aqui, separando as filas por número de peito.
Não deu outra. Atrasou a primeira largada. Somente as 9h48m rolou a saída do primeiro pelotão. Impressionante!
Não havia o chip tradicional que estamos acostumados a usar no tênis. A cronometragem se daria através de um circuito preso no número de peito. Parecia mais uma antena. O aparato que captava a nossa passagem no portal da chegada era bem peculiar. Parecia uma engenhoca de Professor Pardal composto de umas seis antenas de UHF. Esquisito. Além disso, não havia detector dos chips na largada. Ou seja, não havia controle do tempo líquido. Se vc demorasse a cruzar a largada esse tempo não seria descontado!
Bom, haviam alguns pontos positivos. Eram poucos corredores. Na primeira largada não haviam mais de 150 pessoas. A sensação era de estar fazendo um treino no parque com seus colegas de assessoria esportiva. Percebi que havia grandes chances de conseguir um ótimo tempo: o clima estava perfeito (temperatura por volta dos 10ºC), circuito absolutamente plano (menos de 20 m de diferença entre o ponto mais alto e mais baixo), pouca gente, e um fator inesperado: Buenos Aires está ao nível do mar e estou acostumado com os 600m de elevação de São Paulo. Fiquei com a impressão que isso facilitou muito. Sei que quanto maior a elevação menor a nossa capacidade aeróbica, devido a menor concentração de oxigênio no ar, mas será que 600 metros fazem diferença? Aguardo comentários sobre o assunto.
Depois de começar a correr tudo foi uma maravilha. O lugar era muito agradável. Quem estiver de passagem pela capital argentina deve separar um tempo para um treino no Parque Palermo. Delicioso.
Combinei com meu primo que faríamos a corrida juntos. Ele me falou que queria tentar fechar os 10K em torno de 57 minutos, mas esse ritmo talvez fosse forte demais para ele. Procurei orientá-lo durante a prova e servir como pacer para ele, monitorando nosso andamento através do meu Garmin.
Estabeleci um ritmo médio alvo de 5’40″/Km e mandamos bala. Fechamos os primeiros cinco quilômetros com apenas 14 segundos acima do tempo desejado. Mas o Andrés começou a perder fôlego. Dali até o km 8 foram outros 32 segundos de atraso. Nesse momento vi que ele não conseguiria mais manter o ritmo. Fiz as contas e percebi que eu ainda teria chance de um recorde pessoal para os 10K e falei para ele manter um ritmo mais lento e não forçar mais. Então parti em “desabalada carreira”. Fiz o Km 9 em 5’22″ e o último quilômetro em 4’52″, fechando os 10K em 56’17″. Quaaaaseee um PR!! Raspou na trave. Lembram que na semana anterior havia feito a EcoRun SP em 56’15″.
(Nota pós-publicação: acaba de sair o resultado oficial da cronometragem. Meu tempo foi de 56’15″. Igualei o tempo da EcoRun, meu PR!!).
Não tenho o resultado oficial da cronometragem ainda. Mais um defeito da organização. Até agora não tem resultado no site. Estou considerando o tempo da minha cronometragem.
Na chegada mais uma surpresa. O pessoal não entrega a medalha logo que você chega. Essa corrida tem uma idéia legal que é o conceito de premiar as melhoras de tempo. Ou seja, você ganha uma medalha de superação se você baixar seu tempo no circuito. É legal (seria interessante aplicar isso no Circuito das Estações por aqui). Mas eu pensei que eram duas medalhas. Uma de concluínte e outra de superação. Nada disso. Só havia a de superação. Eu acabei ganhando pois meu primo havia corrido em meu nome a Nike 10K de 2008, pois não pude ir na última hora. E ele tinha feito em 1h04m.
Bom, amigos. Agora é focar nos treinos e nas próximas provas. Esse mês exagerei me inscrevendo em 5 provas. Neste final de semana tem mais duas: Reebok 10K noturna no sábado e Hebraica 6K no domingo. Vamos lá!
Últimos Dias para Inscrição na Maratona Internacional de Santa Catarina 2009 6/abril/09
Postado por podcorrer em: Provas , envie comentário
As inscrições para nona edição da Maratona Internacional de Santa Catarina (42,1 quilômetros) e a Rústica (10 quilômetros) seguem abertas até o dia 9/4. A taxa é de R$ 30 para a maratona e R$ 15,00 para a rústica.
Para confirmar a participação na competição os participantes devem se inscrever através do site www.ativo.com. A largada da Maratona de SC será no domingo, 19/4, a partir das 7h35min com a prova feminina, 7h45min para os cadeirantes, e 8h a largada do masculino. Na seqüência largam os corredores da rústica. No dia 18/4, a partir das 10h, serão entregues os kits aos competidores.
Serão distribuídos mais de R$ 80 mil em prêmios para os dez primeiros colocados na classificação geral da Maratona, do masculino, e as seis primeiras colocadas do feminino. Também existe uma premiação em dinheiro aos melhores de suas categorias.
Já na corrida rústica, de 10km, que se realizará paralela a Maratona, a premiação será em forma de troféus, sendo que todos os corredores que completarem a prova no limite máximo de 1h30min, receberão medalha de participação. A idade mínima de participação da rústica é de 16 anos.
A Maratona Internacional de Santa Catarina é considerada, pelos competidores, como uma das melhores do Brasil para se conseguir bom índice já que o percurso do prova de 42,1 quilômetros é totalmente plano. No ano passado Marili dos Santos soube aproveitar bem esse aspecto para vencer a prova e obter o índice para representar o Brasil nas Olimpíadas de Pequim.
No grupo de elite já estão confirmadas as participações de Adriano Bastos, vencedor da prova de 2008, além das corredoras, Maria Zeferina Baldaia campeã da São Silvestre em 2001, além de Adriana Aparecida da Silva e Rosangela Raimunda Faria.
Fonte: Revista Runner’s World
X Meia Maratona Internacional Açúcar União da Cidade de São Paulo – Resultado 6/abril/09
Postado por podcorrer em: Provas , envie comentárioAmigos Corredores,
Com muita alegria compartilho mais uma conquista com vocês. Completei hoje, com sucesso, a X Meia Maratona Internacional Açúcar União da Cidade de São Paulo, realizada na Cidade Universitária da USP e redondezas.
Estava bastante ansioso e aprensivo com essa prova. Na verdade, desde Outubro do ano passado, quando participei da Meia Maratona de Colônia na Alemanha, não havia concluído nenhuma outra meia maratona ainda. Havia tentado no Ayrton Senna Racing Day mas quebrei no quilômetro 11 por causa do calor. E na tentativa seguinte, agora em Março/09, acabei não participando da Meia Maratona da Yescom pois ainda estava com dor no joelho após uma queda durante um treino. É claro que já havia feito distâncias de mais de 20 quilômetros em alguns longões de final de semana, mas como se diz no futebol: treino é treino, jogo é jogo!
Infelizmente, nas últimas quatro semanas não tenho treinado como gostaria, devido a vários problemas pessoais e essa maldita gripe que peguei 10 dias atrás. A gripe atrapalhou bem a minha performance na etapa Outono do Circuito das Estações no último domingo.
Assim, resolvi tomar todos os cuidados para fazer uma corrida saudável e bem sucedida. E posso dizer que fez diferença, pessoal. Fiz uma corrida muito agradável e saudável. A preparação foi essencial. Vejamos. Comecei evitando o consumo de álcool pelo menos 2 dias antes da prova. Na véspera, seguindo as orientações que publiquei aqui no blog, procurei me hidratar tomando bastante água. A noite comi um delicioso jantar reforçado em carboidratos. Por sinal, aqui vai a dica. Se estiverem em Sampa se preparando para uma corrida não deixem de comer um belo prato de macarrão no La Rita all’Osteria dei Venitucci. Fabuloso! E depois uma boa noite de, pelo menos, 6 horas de sono.
Hoje, no dia da prova tomei alguns cuidados, também. Levei meu próprio Gatorade e gel de carboidrato. Bebi uns 400 ml de água antes da prova. E fiz uma refeição bem leve ao acordar, comendo uma banana, um iogurte e uma barrinha de cereal. Lembrei, também, de passar o filtro solar e proteger algumas áreas com gel anti assaduras.
Chegada a manhã da prova tive um contratempo. Fui vítima do “soneca” do despertador e pronto. Lá estava eu 40 minutos atrasado. Fiz tudo correndo e zarpei para a USP. Se não fosse a minha nova companheira das corridas, uma scooter Suzuki, não teria chegado a tempo. Larguei com mais de 15 minutos de atraso.
Passada a afobação da largada, fui me tranquilizando e estabelecendo o ritmo. O bom de largar atrasado é que você está quase sozinho lá atrás, então não acaba sendo levado pelo entusiasmo da multidão que faz com que vcoê corra mais rápido do que deveria.
Minha estratégia para a corrida era dedicar-me ao máximo para manter minha frequência cardíaca sob controle, evitando a exaustão. Havia colocado uma meta de deixar a frequência na faixa dos 170 bpm (equivalente a 85% da capacidade, no meu caso).
Assim, o objetivo principal na prova era conclui-la. Sem forçar para obter um tempo bom. Queria chegar inteiro ao final e evitar o cansaço durante o percurso. Outra preocupação era evitar a temida quebra no Km 11 como já havia acontecido antes.
Mas deu tudo certo. Fiquei muito feliz com o resultado. Lá pelo Km 3 já estava em ritmo normal. Percebi que mantendo o ritmo por volta dos 7 min/Km eu conseguia manter a frequência cardíaca dentro do limite desejado. E assim fui atravessando os quilômetros.
O percurso ajudou muito. É bastante plano. Exceto pelo túnel antes do Jóquei e pelas duas pontes atravessando o Rio Pinheiros, todo o resto do percurso é praticamente plano.
Os postos de hidratação estavam bem posicionados. Fui consumindo água em todos eles. Consumi o meu gel de carboidrato no Km 10 e no 18. Lá pelo Km 14 tinha um posto de hidratação com Gatorade geladinho. Muito bom.
A organização da prova estava excelente. A Corpore, como sempre, produziu um belo evento e não conseguiria citar um ponto sequer como crítica. Parabéns, Corpore!
Apesar do calorão de quase 30 graus, aguentei bem o sol. A prova começou cedo (7h30) e portanto o sol ainda estava modesto. A fase mais complicada foi do Km 18 para frente, quando retornamos a USP. Havia um longo percurso de ida e volta entre o Km 18 e o 21. Isso desanima bastante no final, pois você já viu onde está a chegada e vai se afastando para fazer o retorno. Parece que nunca chega!!
Mas deu tudo certo. Por fim, cruzei a linha de chegada após 2h37m48s. Inteiro, são e salvo! E com uma sensação excepcional de satisfação! Fiquei quase em último (v. abaixo), mas cheguei!
Tempo Líquido: 02:37:47.86
Classificação Geral: 5903/6263 (94%)
Classificação Faixa: 935/975 (96%)
Classificação Sexo: 4877/5113 (95%)
Ritmo: 07:28 min/km
Se você participou da prova, veja aqui seu resultado. E não deixe de procurar também pelas suas fotos no sites abaixo.
Saiba mais sobre essa prova visitando o site da Corpore.






































