Entrevista do Campeão Adriano Bastos Para o PodCorrer.com 18/maio/09
Postado por podcorrer em: Notícias , 11 comentáriosAmigos Corredores,
Hoje tenho um post muito especial. Tenho certeza que todos vocês já participaram de pelo menos uma prova que tenha sido vencida pelo famoso Adriano Bastos. Pois bem, nosso campeão das maratonas deu uma entrevista exclusiva aqui para o PodCorrer.com, contando um pouco da sua carreira e dando algumas dicas para nós, corredores amadores iniciantes ou não. Aproveitem!
Adriano, um ex-atleta de Triatlo que virou maratonista, já venceu inúmeras corridas de rua e conquistou muitos títulos, destacando-se o hexa campeonato na Maratona da Disney (2003/05/06/07/08/09), bi campeonato da Maratona de Santa Catarina (2008 e 2009), bi campeonato da Meia Maratona de Buenos Aires (2007 e 2008), e foi tri campeão do Circuito Corpore (2005, 2006 e 2007). Acompanhe os resultados do Adriano no site oficial.
Vamos a entrevista.
PodCorrer: Adriano, antes de mais nada muito obrigado por colaborar com o PodCorrer.com através desta entrevista. Como sabe, um dos nossos principais objetivos é dar dicas e orientações aos corredores iniciantes. Que conselhos você daria para quem está começando agora?
Adriano: Primeiramente que a pessoa procure uma assessoria esportiva ou um profissional de educação física que possa orientar este iniciante, nunca começar sozinho e sair inventando os próprios treinos, pois isto pode trazer sérios problemas à saúde e ao corpo. Respeite o limite do corpo, tenha paciência e espere que a melhora de performance venha com o tempo.
PodCorrer: Desde quando você se interessou por corridas? Como você acabou se dedicando a este esporte?
Adriano: Comecei no atletismo quando tinha 12 anos de idade por incentivo de meus irmãos que já corriam. Certa vez eles foram participar de uma prova de 10 km e fui junto para assistir, chegando ao local descobrimos que ocorreria também uma corrida infantil de 3 km e que estavam fazendo inscrições na hora, então resolvi participar ficando em terceiro lugar sem nunca ter treinado antes. Empolguei-me e comecei a treinar, foram um ano e meio só correndo até eu conhecer o triathlon e perceber que era isto que eu queria. Pratiquei triathlon durante 8 anos onde obtive ótimos resultados, participei de 2 ironman e sempre tendo a corrida como meu ponto forte, tanto que eu sempre fazia a melhor corrida do geral, inclusive do profissional. Por este motivo no final de 1999 recebi o convite do Pão de Açúcar para integrar a equipe de atletismo deles, assim, em janeiro de 2000 eu assinei contrato com eles, abandonei completamente o triathlon e desde então tenho me dedicado somente ao atletismo como esporte, tendo a maratona como especialidade. No começo foi um pouco difícil por não estar acostumado a treinar só corrida todos os dias e também pela massa muscular que eu tinha devido a natação e o ciclismo. Com apenas 1 mês de treino especifico já fui o melhor brasileiro na maratona de Paris de 2000 com o tempo de 2h21min54seg., exatamente 7 minutos abaixo do meu melhor tempo em maratona quando praticava triathlon. Daí em diante os resultados foram aparecendo.
PodCorrer: Como é a sua rotina de treinos? Você considera a musculação importante no treino de um corredor?
Adriano: Treino sete dias por semana sendo ao todo 12 sessões de treinamento. De 2ª feira tenho um treino de ritmo pela manhã que varia entre 16 à 18km, às 3ª e 5ª feira pela manhã tenho treino de pista onde faço tiros de velocidade (400m, 600m, 1000m, 3000m, etc.) que variam a metragem de acordo com o objetivo. Ao todo, incluindo aquecimento, educativos, parte principal e desaquecimento estes treinos de pista dão em torno de 22 à 25km. De 4ª feira tenho apenas uma rodagem de 21km. Às 6ª feiras faço musculação pela manhã e corro mais 15km logo após. Aos sábados tenho um treino mais longo e único que varia de 25 à 30km e aos domingos uma rodagem leve de 10 à 12km. Quando participo de alguma prova no domingo, no sábado faço apenas uma rodagem leve de 40 minutos. Além destes treinos principais que acontecem sempre pela manhã, ao final da tarde, às 2ª, 3ª, 5ª e 6ª feira faço mais uma rodagem leve de 50 minutos que dá em torno de 12 a 13 km.
Adriano: Quanto a musculação a resposta é sim. Considero a musculação como algo de extrema importância para quem corre, primeiramente por ser um trabalho complementar a corrida que ajudará na prevenção de lesões, pois deixa a musculatura mais tonificada, forte e preparada para aguentar a carga dos treinos de corridas, principalmente com relação à absorção de impacto e segundo porque, tendo uma musculatura mais forte e resistente, ou seja, mais eficiente e com menos risco de lesão,automaticamente a pessoa conseguirá atingir uma performance maior na corrida e explorar mais de seu potencial nos treinos e competições.
PodCorrer: Nós, corredores amadores, muitas vezes temos aquela aquela preguicinha de treinar e vamos faltando uns treinos. Você também sente isso? Como faz para manter a motivação?
Adriano: Sim, também sinto. E digo que não são poucas as vezes. Principalmente quando tenho que sair para rodar o segundo período de treino do dia, a preguiça é enorme. Mas coloco na cabeça que se eu não treinar os meus adversários estarão treinando e melhorando. Penso também naquele pódio ou a próxima prova que terei como grande objetivo e relembro toda a sensação de ser visto e reconhecido pelo público ao vencer uma prova. Já me imagino vencendo esta próxima e isto faz com que eu tenha força de vontade e motivação para seguir adiante e não pular nenhum treino. Literalmente, sou movido pelo reconhecimento do público, não tem sensação melhor do que vencer uma prova e todo mundo ficar sabendo e me parabenizando. Isto me leva para frente, além, é claro, de todo o incentivo de minha esposa que me ajuda bastante o tempo todo, principalmente quando estou desanimado.
PodCorrer: Você pratica outros esportes? Quais?
Adriano: De vez em quando ainda dou umas pedaladas, mas muito raramente. Neste ano, por exemplo, devo ter subido na bike apenas umas 10 vezes. Quando pedalo é mais pensando nesta modalidade como um complemento e fortalecimento muscular para a corrida. Normalmente faço isso no meu período de base.
PodCorrer: Você controla muito sua alimentação? Que tipo de dieta você leva?
Adriano: Na verdade não sigo nenhum tipo de dieta. Como de tudo e a todo momento. Inclusive as consideradas porcarias. Apenas evito frituras, em casa fazemos tudo assado ou grelhado, nada de fritura. Também me preocupo bastante com a hidratação e o consumo diário de carboidratos e proteínas, fundamentais para quem tem uma atividade intensa como eu. Ou seja, consumo tudo o que é correto, mas não dispenso as porcarias como os salgadinhos, bolachas recheadas, refrigerantes, cerveja, hambúrguer, etc. Afinal, sou normal como qualquer outra pessoa, apenas tenho uma genética favorável para correr bem.
PodCorrer: O que você curte fazer como lazer?
Adriano: Gosto de ficar em casa vendo televisão e filmes com minha esposa, jogar video game, ir a bons restaurantes e churrascarias com minha esposa ou então curtir um cinema com ela. Também gosto de mexer no jardim de casa, pois adoro plantas. De vez em quando apenas dormir e simplesmente não fazer nada.
PodCorrer: Você já participou de muitas provas no exterior onde o nível de qualidade de organização das provas costuma ser excepcional. Como você qualifica as organizações das provas brasileiras? Estamos no mesmo nível? O que falta?
Adriano: Sem dúvida, na maioria das provas estamos no mesmo nível ou muito melhor quando se trata de provas menores (até 10 Km e algumas meias). Agora com relação as maratonas, ainda falta muito para o Brasil se igualar as maratonas internacionais. Começando pelos kits. Aqui no Brasil são uma vergonha. A camiseta é muito vagabunga. Que cobrem mais, mas ofereçam algo com qualidade. Lá fora os kits vem recheados de brindes e as camisetas são de excelente qualidade. As feiras de esporte na entrega dos kits lá de fora também são espetaculares e gigantescas. Você não sabe nem para onde ir de tanta coisa que tem para ver e comprar. A recepção na chegada também tem uma diferença gigantesca. Enquanto aqui dão aos concluíntes apenas água e um saquinho ridículo com uma maça, uma banana, um sanduíche (este quando dão) e um isotônico ou suco. Lá fora após completar as maratonas você encontra pela frente uma área de dispersão enorme, com todo tipo de comida imaginável, barras de carboidrato, proteína e cereais de todos os tipos, salgadinhos, bolachas, bebidas de vários tipos (isotônicos, refrigerantes, água, energéticos e etc). E mesmo com tudo isso a disposição dos concluíntes, cada um ainda recebe um belo kit lanche com um sanduíche que chega a ser uma refeição e mais uma bag para você ir colocando dentro tudo que quiser pegar. E não falta nada até o último colocado completar a prova. Ainda existem áreas para os atletas descansarem antes de seguirem o caminho de casa ou do hotel. Isto foi o que eu presenciei na Disney, Nova Iorque e Paris que são as maratonas internacionais que já disputei. Enquanto isso, aqui você nem precisa ser o último para encontrar água morna na chegada e isso se ainda tiver. Os postos de hidratação de nossas maratonas também são bem deficientes. em relação aos postos das maratonas internacionais. Enquanto aqui você tem um espaço enorme entre cada posto e conta com apenas dois postos de isotonico (quando tem). No exterior você tem postos a cada 3 km e cada setor de hidratação chega a ter mais de cem metros de extensão, ou seja, não tem como passar reto sem conseguir pegar pelo menos um copinho.
PodCorrer: Das provas que já participou qual ou quais são as mais insequecíveis? Qual foi a mais difícil?
Adriano: Tenho três inesqueciveis. Todas muito importantes. Não dá para dizer qual delas foi mais emocionante. A primeira foi a edição de 2005 da Maratona da Disney. Foi muito importante e emocionante para mim pelo fato de ser minha primeira maratona após a lesão que tive em 2004. Fiquei seis meses sem treinar e cheguei a pensar que nunca mais voltaria a correr. Esta prova com certeza foi meu retorno e a volta por cima de tudo que eu havia passado em 2004. Já na edição de 2006, quando venci pela terceira vez teve também um sabor muito especial. Foi a primeira vez que eu vencia lá com minha esposa junto assistindo e me esperando na chegada. Havia ficado um vazio em 2004, quando viajei com ela para lá, como convidados, e não corri. Foi como se eu estivesse dando um presente para ela, cruzar a linha de chegada em primeiro com ela ali me vendo. Já a terceira emoção vivenciei quando venci a Maratona de Curitiba em 2006. Sete anos antes, em 1999, quando eu ainda praticava triatlo, eu participei da Maratona de Curitiba e na época fui o quarto colocado em minha faixa etária, com 2h31min. Neste dia, o primeiro colocado de minha faixa etária havia feito 2h26min. e o campeão geral da prova 2h22min. Eu via estes tempos deste atletas como algo inatingível, pois eu sabia o quanto eu havia sofrido para fazer as 2h31min. Perguntava para mim mesmo. “Será que um dia consigo correr para isso?”. Achava um aburdo o tempo do primeiro colocado de minha faixa etária. E exatamente 7 anos depois, lá estava eu vencendo a mesma prova e com o tempo de 2h19min. Foi uma sensação incrível estar ali naquele momento cruzando a linha de chegada.
PodCorrer: Adriano, você já ganhou uma quantidade incrível de corridas e tem até um hexa-campeonato na Maratona da Disney. Quais são suas metas atuais? O que motiva os seus treinos hoje?
Adriano: Tenho três metas principais. A primeira é conseguir prolongar minha carreira ao máximo. Ou seja, minha vida útil como atleta profissional até os meus 45 anos. Isto significa que serão mais 14 anos como profissional pela frente. Por isso mantenho um nível de treinamento e performance sempre no mesmo patamar há uns 5 anos. Quero apenas prolongar isso o máximo possível sem correr o risco de me machucar seriamente tentando marcas ou índices absurdos que fujam de minha realidade física. Isso acontece com muito atleta bom. O cara põe na cabeça que quer se classificar para um mundial de qualquer jeito, ou coisa do tipo. Treina como um louco, faz 2h12min na maratona e depois disto some das corridas por causa de uma monte de lesão que passou a ter em função deste desgaste. A segunda grande meta é chegar minha décima vitória consecutiva na Disney, já foram seis. E a terceira, é a que considero a mais ambiciosa e provavelmente será a mais importante de todas. Quero estrear na Ultramaratona de Conrades em 2014, no sentido subindo, com o objetivo de vencer a prova ou pelo menos chegar entre os 10 primeiros colocados. Se conseguir eu serei o primeiro brasileiro na história desta prova a conseguir isso.
PodCorrer: Quais serão suas próximas competições agora?
Adriano: Pensando nas mais importantes, vou correr agora no dia 24 de Maio a Maratona de Porto Alegre. Será minha terceira maratona no ano. Depois, dia 28 de Junho, participarei da Maratona do Rio. Em Setembro, volto para a Meia Maratona de Buenos Aires para tentar a terceira vitória consecutiva. Uma semana depois participarei da Maratona de Foz e em Novembro da Maratona de Curitiba. Entre cada uma destas participarei das provas menores da Corpore, Estações e outras mais. Serão ao todo 6 maratonas neste ano. Alguns acham que sou louco, mas estou me recuperando bem de cada uma delas e já estou fazendo isso pensando na Conrades, afinal faltam apenas 5 anos.
PodCorrer: Você tem alguma superstição antes ou durante as corridas?
Adriano: Sim, sempre acendo uma vela antes de dormir na noite véspera da prova, pedindo proteção e para que dê tudo certo na prova e que não me aconteça nada de ruim. Se a prova for a noite, acendo a vela à tarde antes de ir para a prova. Me sinto mais fortalecido e confiante. Outra coisa que para mim é como se fosse um amuleto e nunca corro sem, seja em competição ou em treinos, são os óculos. Sem eles me sinto pelado e incomodado.
PodCorrer: Você faz assessoria esportiva? Como os corredores podem lhe contactar para treinar com você?
Adriano: Sim, eu e minha esposa, que também é formada em Educação Física, montamos juntos nossa assessoria esportiva. Oferecemos treinos de corrida, caminhada, triatlo e condicionamento físico geral. Ela leva o meu nome e se chama Adriano Bastos Treinamento Esportivo. Agora, no mês de Junho, ela já completará 2 anos de existência. Estamos hoje com 90 alunos muito satisfeitos com nosso trabalho. Aos pouquinhos estamos crescendo na dose certa, de forma que possamos dar conta daquilo que oferecemos. Sabemos nome e sobrenome de todos os alunos e com certeza isso ja faz uma enorme diferença para o aluno que tem a segurança de saber que seu treinador está por dentro de tudo que está acontecendo com ele, seja com relação aos treinos ou sobre seus problemas pessoais, pois de certa forma nos tornamos um pouco psicólogos deles. Quem quiser nos contatar é só acessar nosso site www.adrianobastos.com.br/assessoria/ ou o meu site pessoal www.adrianobastos.com.br. Se preferir, enviar e-mail direto para contato@adrianobastos.com.br.
PodCorrer: Adriano, muito obrigado pela gentileza de responder as perguntas da entrevista. Desejo muita força nos treinos e sucesso cada vez maior nas competições. Estaremos torcendo por você nas provas.
X Meia Maratona Internacional Açúcar União da Cidade de São Paulo – Resultado 6/abril/09
Postado por podcorrer em: Provas , envie comentárioAmigos Corredores,
Com muita alegria compartilho mais uma conquista com vocês. Completei hoje, com sucesso, a X Meia Maratona Internacional Açúcar União da Cidade de São Paulo, realizada na Cidade Universitária da USP e redondezas.
Estava bastante ansioso e aprensivo com essa prova. Na verdade, desde Outubro do ano passado, quando participei da Meia Maratona de Colônia na Alemanha, não havia concluído nenhuma outra meia maratona ainda. Havia tentado no Ayrton Senna Racing Day mas quebrei no quilômetro 11 por causa do calor. E na tentativa seguinte, agora em Março/09, acabei não participando da Meia Maratona da Yescom pois ainda estava com dor no joelho após uma queda durante um treino. É claro que já havia feito distâncias de mais de 20 quilômetros em alguns longões de final de semana, mas como se diz no futebol: treino é treino, jogo é jogo!
Infelizmente, nas últimas quatro semanas não tenho treinado como gostaria, devido a vários problemas pessoais e essa maldita gripe que peguei 10 dias atrás. A gripe atrapalhou bem a minha performance na etapa Outono do Circuito das Estações no último domingo.
Assim, resolvi tomar todos os cuidados para fazer uma corrida saudável e bem sucedida. E posso dizer que fez diferença, pessoal. Fiz uma corrida muito agradável e saudável. A preparação foi essencial. Vejamos. Comecei evitando o consumo de álcool pelo menos 2 dias antes da prova. Na véspera, seguindo as orientações que publiquei aqui no blog, procurei me hidratar tomando bastante água. A noite comi um delicioso jantar reforçado em carboidratos. Por sinal, aqui vai a dica. Se estiverem em Sampa se preparando para uma corrida não deixem de comer um belo prato de macarrão no La Rita all’Osteria dei Venitucci. Fabuloso! E depois uma boa noite de, pelo menos, 6 horas de sono.
Hoje, no dia da prova tomei alguns cuidados, também. Levei meu próprio Gatorade e gel de carboidrato. Bebi uns 400 ml de água antes da prova. E fiz uma refeição bem leve ao acordar, comendo uma banana, um iogurte e uma barrinha de cereal. Lembrei, também, de passar o filtro solar e proteger algumas áreas com gel anti assaduras.
Chegada a manhã da prova tive um contratempo. Fui vítima do “soneca” do despertador e pronto. Lá estava eu 40 minutos atrasado. Fiz tudo correndo e zarpei para a USP. Se não fosse a minha nova companheira das corridas, uma scooter Suzuki, não teria chegado a tempo. Larguei com mais de 15 minutos de atraso.
Passada a afobação da largada, fui me tranquilizando e estabelecendo o ritmo. O bom de largar atrasado é que você está quase sozinho lá atrás, então não acaba sendo levado pelo entusiasmo da multidão que faz com que vcoê corra mais rápido do que deveria.
Minha estratégia para a corrida era dedicar-me ao máximo para manter minha frequência cardíaca sob controle, evitando a exaustão. Havia colocado uma meta de deixar a frequência na faixa dos 170 bpm (equivalente a 85% da capacidade, no meu caso).
Assim, o objetivo principal na prova era conclui-la. Sem forçar para obter um tempo bom. Queria chegar inteiro ao final e evitar o cansaço durante o percurso. Outra preocupação era evitar a temida quebra no Km 11 como já havia acontecido antes.
Mas deu tudo certo. Fiquei muito feliz com o resultado. Lá pelo Km 3 já estava em ritmo normal. Percebi que mantendo o ritmo por volta dos 7 min/Km eu conseguia manter a frequência cardíaca dentro do limite desejado. E assim fui atravessando os quilômetros.
O percurso ajudou muito. É bastante plano. Exceto pelo túnel antes do Jóquei e pelas duas pontes atravessando o Rio Pinheiros, todo o resto do percurso é praticamente plano.
Os postos de hidratação estavam bem posicionados. Fui consumindo água em todos eles. Consumi o meu gel de carboidrato no Km 10 e no 18. Lá pelo Km 14 tinha um posto de hidratação com Gatorade geladinho. Muito bom.
A organização da prova estava excelente. A Corpore, como sempre, produziu um belo evento e não conseguiria citar um ponto sequer como crítica. Parabéns, Corpore!
Apesar do calorão de quase 30 graus, aguentei bem o sol. A prova começou cedo (7h30) e portanto o sol ainda estava modesto. A fase mais complicada foi do Km 18 para frente, quando retornamos a USP. Havia um longo percurso de ida e volta entre o Km 18 e o 21. Isso desanima bastante no final, pois você já viu onde está a chegada e vai se afastando para fazer o retorno. Parece que nunca chega!!
Mas deu tudo certo. Por fim, cruzei a linha de chegada após 2h37m48s. Inteiro, são e salvo! E com uma sensação excepcional de satisfação! Fiquei quase em último (v. abaixo), mas cheguei!
Tempo Líquido: 02:37:47.86
Classificação Geral: 5903/6263 (94%)
Classificação Faixa: 935/975 (96%)
Classificação Sexo: 4877/5113 (95%)
Ritmo: 07:28 min/km
Se você participou da prova, veja aqui seu resultado. E não deixe de procurar também pelas suas fotos no sites abaixo.
Saiba mais sobre essa prova visitando o site da Corpore.
Track&Field Run Series São Paulo 2009 – Resultado 16/março/09
Postado por podcorrer em: Provas , 4 comentáriosAmigos Corredores,
Mais uma corrida finalizada. Participei hoje da 1ª Etapa da Track & Field Run Series 2009 em São Paulo no Shopping Villa-Lobos. Estava bastante entusiasmado para participar dessa corrida, pois ouvi muitos comentários positivos sobre essa prova. No ano passado, toda vez que tentava me inscrever já não havia mais vagas.
A Track & Field Run Series traz um conceito diferenciado de corrida de rua. A prova caracteriza-se pelo conforto que proporciona aos seus participantes. Tive o prazer de constatar isso pessoalmente.
A única parte complicada é a inscrição. Você realmente tem que fazer muito rápido. No dia que abriram o cadastro eu fiz. Acabei sendo um dos primeiros 50 a fazer a inscrição. Aí vem a paulada: R$ 110,00!! É pesado. Mas é parcialmente compensada pelos bônus.
Bom, depois é só alegria. Começa com a retirada do kit na loja da Track & Field no shopping. Tudo muito tranquilo. Sem filas. O kit do atleta é bem bacana: vem uma boa camiseta e um par de meias da T&F, um bronzeador, um jantar grátis no Wraps e as demais coisas de sempre (instruções, número de peito, etc.).
No dia da prova o tratamento VIP começa com a facilidade de estacionamento. Todos os corredores podem estacionar gratuitamente no estacionamento do shopping. O legal é que as áreas públicas do shopping ficam abertas para os corredores. Assim, tinha gente aquecendo nos corredores, alongando, usando os toaletes. Rolava uma boa música e ainda um dos cafés estava aberto. Outra facilidade: os que levaram seus filhos podiam deixar em uma área especial com recreação infantil. Na próxima a patroa e o bebê vão me acompanhar.
O número reduzido de participantes, menos de 2500 corredores, garante conforto na largada e nos primeiros metros. Depois tudo funciona direitinho, os postos de hidratação, isotônico e frutas no final e uma bela medalha. Em resumo, uma organização exemplar! Parabéns ao pessoal da Latin Sports e da Track&Field!
Bom, minha performance deixou a desejar. Consegui fechar a prova em 0h59m17s. Esperava um tempo melhor já que o percurso é bem plano. Até que comecei bem. Fiz os primeiros 3 quilômetros com ritmo em torno dos 5’30″/km, mas os quilômetros 6, 7, 8 e 9 foram bem acima dos 6’00″/Km. Comecei forte e acabei ficando sem gás a partir do meio da prova. Erro de estratégia. Superestimei meu condicionamento.
Mas devo confessar, nas duas últimas semanas treinei muito pouco. Só corri duas vezes. A vida tá meio complicada, tanto profissionalmente como no âmbito familiar. Quem tem bebê de menos de três meses em casa me entenderá. Mas pretendo virar o jogo. O tempo ruim me motivou. Essa semana pretendo retomar os treinos com afinco. Vamos ver.
O próximo desafio será o Circuito das Estações Adidas 10K, etapa Outono (embora o calor esteja mais para verão!!) no próximo dia 29/3 aqui no Pacaembu. Vamos ver no que dá. Como já fiz essa prova duas vezes vai dar pra ter uma idéia de como está meu condicionamento. Vou tentar melhorar meu tempo de 57m08s.
Para aqueles que participaram, vale a pena procurar pelas fotos nos sites dos principais serviços que cobriram o evento:
Não deixem de ver o álbum de fotos do PodCorrer.com no Flickr com algumas fotos que tirei antes da corrida.
Paul Tergat vence Maratona de Lake Biwa no Japão 3/março/09
Postado por podcorrer em: Notícias , envie comentárioO queniano Paul Tergat venceu a Maratona de Lake Biwa, no Japão, neste último domingo. O ex-recordista mundial venceu após um dramático duelo final com o espanhol Jose Rios. Tergat ultrapassou o espanhol a menos de dois quilômetros da linha de chegada, finalizando o percurso em 2h10m22s.
“Estou muito feliz por ter vencido essa corrida. Foi uma excelente competição. Grandes atletas”, disse o corredor de 39 anos após a corrida. “Foi incrível que até o quilômetro 35 ainda haviam seis atletas disputando a vitória.”
Rios, que venceu em 2004 e 2006, chegou em segundo com o tempo de 2h10m36s, seguido pelo atleta da Eritréia Yared Asmeron (2h10m49s), que ano passado foi quarto no Mundial de Atletismo e oitavo na Olimpíada de Pequim. O melhor atleta japonês foi Masaya Shimizu, com o quarto lugar (2h10m50s).
A prova contou com um total de 162 competidores, que largaram sob um céu ensolarado. Já nos 25 quilômetros, com vento a favor, vários competidores começaram a perder contato com o pelotão de frente, incluindo Kazutoshi Takatsuka, Yuzo Onishi e Takeshi Ohta.
No quilômetro 30 o céu começou a ficar encoberto e a temperatura caiu para 11ºC, o que deixou o ritmo mais lento, com cada quilômetro sendo percorrido em mais de 3min10 pelos cinco líderes Shimizu, Asmeron, Rios, Tergat e Guta, que corriam juntos. As disputas para valer começaram na passagem do quilômetro 39,3, ocasião em que Rios tomou a ponta.
No quilômetro 40 Tergat aumentou o ritmo, tomou a liderança e passou a duelar com o espanhol ombro a ombro, deixando Asmeron para trás. Nos últimos 1.300m Tergat deixou definitivamente Rios para trás e venceu a disputa.
Paul Tergat, duas vezes ganhador da medalha de prata olímpica dos 10.000 metros, estabeleceu o recorde mundial da maratona em Berlim em 2003, com um tempo de 2h04h55s. Atualmente o melhor tempo pertence ao etíope Haile Gebrselassie com a marca de 2h03h59s estabelecida em Berlim em 2008.
Aqui pelo Brasil, Paul Tergat é muito conhecido pelo seu êxito na Corrida de São Silvestre. O queniano venceu por cinco vezes a mais famosa das corridas brasileira, tornando-se o recordista da prova em número de vitórias, além de possuir o melhor tempo para o percurso de 15 km pelas ruas de São Paulo, 43m12s
Corrida Batavo Pense Light 12K – Resultado 2/março/09
Postado por podcorrer em: Provas , 2 comentários
Amigos Corredores,
Definitivamente o calor e sol forte são meus principais inimigos nas corridas. Mais uma vez fui derrotado pelo clima. Consegui concluir a Corrida Batavo Pense Light 12K, prova que inaugurou o Circuito 2009 de Corridas de Rua da Corpore em São Paulo. Entretanto, o tempo foi péssimo, pois tive que caminhar por quase um quilômetro.
Tudo já começou dando errado ontem, quando tropecei na rua durante meu treino. Apesar de não ter torcido o calcanhar, ralei feio o joelho. Quando acordei hoje cedo para a corrida, estava muito dolorido. Não devia, mas acabei decidindo ir na corrida. Não segui meu próprio conselho: fui para a prova com dor. Não farei mais isso!
Cheguei nas proximidades da Cidade Universitária e o engarrafamento no tráfego era imenso. Fiquei impressionado com a quantidade de gente que foi correr. A Corpore informa que foram 13 mil inscritos! Resumo: atrasei 20 minutos para a largada. O locutor já estava gritando: “vamos encerrar a largada”!
Não satisfeito com todos os sinais de que hoje não era dia pra correr, insisti. E comecei a prova praticamente em último. Foi bastante curioso. Não tinha quase ninguém do meu lado e a sensação era igual a de um treino. Mas aos poucos fui chegando perto dos caminhantes e dos que estavam correndo bem devagar.
Havia colocado uma meta de finalizar a prova com um ritmo médio inferior a 6’00″/km. Mas no Km 4 já percebi que a situação estava preta!! Logo ao sair já tinha visto o termômetro marcando 28ºC. O sol estava impiedoso e agora, sem o horário de verão, mais próximo do zênite!
As primeiras parciais mostravam que meu ritmo estava longe da meta. E ao cruzar o Km 5 fiquei convencido: a meta dali para a frente seria CONCLUIR a prova. Não importava mais com que tempo! As malditas placas de quilometragem nunca chegavam. Cada quilômetro parecia ter uns 3 ou 4, na verdade. Ufa! Postos de hidratação longínquos e o sol cada vez mais a pino. A multidão se esgueirava pelas sombras das árvores, quando haviam.
Procurei me hidratar bem. Água na cabeça, no pescoço, nos punhos, etc… Carbo no Km 9. E pau na máquina. Mas, infelizmente, no Km 10 quebrei. Fiquei indignado, pois faltavam apenas 2 Km. Acabei caminhando por uns 800m e voltei a correr no quilômetro final. Cruzei a linha de chegada com os seguintes tempos e classificação:
Tempo Líquido: 01:23:47.71
Classificação Geral: 5235/6493
Classificação Faixa: 717/853
Classificação Sexo: 4453/5271
Ritmo: 06:58 min/km
Para aqueles que participaram, vale a pena procurar pelas fotos nos sites dos principais serviços que cobriram o evento:
Bom, o lado positivo é que fechei a semana cumprindo bem a minha meta no treino para maratona. Por sinal, em breve farei um post mostrando o meu treino. A quilometragem da semana foi 33 Km.
Agora é torcer o joelho parar de doer, e para que o sol desapareça no próximo domingo, pois vai ser difícil encarar os 21 Km da Meia Maratona de São Paulo com este calor todo. Ainda mais no Elevado Costa e Sivla onde é muito abafado.
Até a próxima corrida no dia 8, então! Estarei por lá.
Siga os Corredores de Elite (III): Haile Gebrselassie 2/fevereiro/09
Postado por podcorrer em: Orientações , 2 comentáriosMais um artigo para a série de dicas dos melhores corredores do mundo que venho divulgando aqui no blog. Desta vez, compartilho com vocês algumas dicas do famoso Haile Gebrselassie, nada menos que o atual recordista mundial da Maratona.
Haile é etíope, tem 35 anos, já conquistou duas medalhas de ouro em Olimpíadas e já estabeleceu 25 recordes mundiais em corridas de longa distância. O cara é uma máquina! Seu mais recente recorde foi estabelecido na Maratona de Berlim de 2008, fechando a prova com incríveis 2h03m59s. Gente, isso dá uma média de 2minutos e 56,5 segundos por quilômetro!! Recomendo que vejam o vídeo da chegada do Haile na Maratona de Berlim de 2008 aí abaixo. É impressionante a velocidade que ele termina a prova. Impressiona mais ainda a regularidade do atleta durante a prova. Se compararmos o tempo de cada um dos 42 Km percorridos por ele, o desvio máximo do seu ritmo médio foi de apenas 2%!!
Vejamos o que Haile nos diz:
- Diversifique: Não corra sempre no mesmo percurso. O corpo necessita de variação para evoluir. Corra no asfalto, na academia, em trilhas no campo, subidas, descidas, etc.
- Planeje: Para ter motivação todos os dias, é importantíssimo estabelecer metas para você mesmo. Com a meta estabelecida você traçará os planos para atingi-la. E se não conseguir na primeira vez, tentará de novo e de novo até chegar no seu objetivo.
- Corra contra o relógio: Se você pretende quebrar um recorde, seja mundial ou o seu próprio, é melhor correr contra o relógio do que contra outros corredores. Preocupar-se com os outros provoca distração. Concentre-se somente na sua meta!
Confira os demais artigos dessa série:
Aprenda Como Medir o Ritmo da Sua Corrida 29/setembro/08
Postado por podcorrer em: Orientações , 5 comentáriosPode parecer óbvio para os corredores mais experientes, mas é legal explicar como se costuma medir a velocidade de um corredor no jargão dos corredores.
É muito comum os corredores informarem a velocidade com que fazem um determinado trecho ou corrida usando o “passo” ou “ritmo”. Por exemplo: “Corri a Nike 10K em um passo de 6 minutos por quilômetro”. Representa-se assim: 6’00″/Km.
Isso quer dizer que a velocidade do corredor é tal que para completar cada quilômetro ele gastou 6 minutos e portanto levou 60 minutos para completar todos os 10K da prova. Equivalentemente, podemos dizer que o corredor teve uma velocidade média de 10 Km/h, o que é bem mas intuitivo para nós como medida de velocidade.
Desta forma um corredor que corre com passo 4’00″/Km é mais rápido que o corredor de 6’00″/Km.
Frequentemente, nas provas, utilizam-se estas medidas para definir os pelotões nas largadas. Desta forma, os corredores mais lentos não atrapalham os mais rápidos no tumulto das corridas com milhares de participantes.
A título de exemplo, um atleta de elite que completa os 42 Km de uma maratona em 2h10min tem um passo médio de 3’06″/Km e velocidade média de mais de 19 Km/h.




























