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Tendinite do Tendão de Aquiles ou Tendinite do Calcâneo 2/setembro/09

Postado por podcorrer em: Saúde , 10 comentários

Os tendões do corpo humano são formados por tecido fibroso, composto primeiramente por colágeno, que conecta o músculo ao osso, sendo responsável pela transferência de força entre os dois gerando o movimento da articulação.

A tendinite do tendão de Aquiles é uma das lesões mais comuns ao atletas e pessoas que praticam esportes de forma intensa. O tendão de Aquiles (calcanhar) é o mais potente do corpo humano e corresponde aos músculos da panturrilha, responsável pela flexão plantar (pés para baixo). É um distúrbio inflamatório, e pode ser dividido em: Paratendinite, isto é, inflamação do paratendão ou do tecido que circunda o tendão, e Tendinose , que resulta em rupturas nas fibras do tendão.

CAUSAS:

O desenvolvimento da lesão é quase sempre gradativo e a longo prazo. As atividades repetitivas de sustentação de peso, como a corrida ou treinamento físico, em que a duração e a intensidade aumentam muito rapidamente, com tempo de recuperação insuficiente, pode piorar o distúrbio. O uso de calçados inadequados à prática esportiva (observar tipo de pisada) pode ser um elemento que pode desencadear a tendinite. Vemos, também, que uma biomecânica alterada, tanto na corrida, como na marcha ou nos saltos, motivam o aparecimento da lesão. Por isso, é necessário corrigir o movimento da corrida, da passada, do ritmo, do contato inicial com o solo. Observar a boa execução técnica do movimento, sem dúvida, minimiza o risco de lesões. Outros aspectos a serem considerados e que aumentam a força de tensão no tendão são:

A diminuição da flexibilidade nos músculos da panturrilha, aumentam a pronação da articulação do tornozelo, podendo levar à tendinite. Caso o atleta continue a treinar ou competir, o tendão ficará mais inflamado e a musculatura da panturrilha ficará menos eficiente.

SINTOMAS:

Geralmente, observa-se, como queixa principal dor generalizada e de rigidez ao redor da região do tendão de Aquiles, que pode se localizar da inserção final no calcâneo até 2 a 6 cm acima. Inicialmente, os sintomas podem ser ignorados pelo atleta, que podem estar presentes no início da atividade e cederem ao longo da realização da mesma. Os sintomas podem progredir para rigidez matinal e o desconforto na marcha e após períodos prolongados de permanência na posição sentada.

Outra consideração relevante é que o tendão pode estar quente e doloroso à palpação, assim como espessado, o que é um indicativo importante de lesão crônica. Pode haver crepitação durante movimentação ativa (flexão plantar e dorsal) e a dor será produzida com flexão dorsal passiva (quando o pé se direciona para cima). Existirá sempre uma dor inflamatória persistente que dificilmente cederá ao repouso. Pode aparecer, ainda, um leve edema ao redor do tendão em conseqüência do processo inflamatório. A corrida em aclives ou exercícios físicos em subidas acentuam o problema.

TRATAMENTO:

É importante criar um ambiente adequado para recuperação substituindo a atividade estressante (ex.: corrida) por uma atividade que reduzam as tensões no tendão (ex.: natação). As anormalidades biomecânicas estruturais, que se manifestam com a pronação ou supinação excessiva, devem ser abordados com o uso de palmilhas e um calçado ideal para seu tipo de pisada: pronada, tênis com mais estabilidade e menos amortecimento, supinada, tênis mais flexível e com mais amortecimento.

Feito isso, o tratamento compõe-se de:

COMO EVITAR:

A melhor maneira de prevenir essa lesão é fazendo um bom alongamento dos músculos das panturrilhas e tendões Calcâneos antes e depois do exercício. Além disso deve-se observar as seguintes práticas:

Quando esses tendões ou esses músculos estão tensos, deve-se fazer o alongamento duas vezes ao dia. Se houver tendência a desenvolver tendinite no local, deve-se evitar exagerar nas corridas ascendentes (em subida).

Fonte: Wikipedia e Marcelo Luiz de Sousa – Fisioterapeuta

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Lesões Mais Comuns em Corredores 26/agosto/09

Postado por podcorrer em: Posts do Fortes, Saúde , envie comentário

Uma das coisas que mais aterrorizam os corredores é a idéia de se machucar e ficar lesionado. Uma lesão no corredor implica em dar uma parada nos treinos. Isso já nos leva a pensar em aumento de peso, perda de condicionamento e a falta de endorfina.

Então, o melhor é já ficar sabendo quais são as principais lesões as quais os corredores estão expostos e se prevenir. Conheça agora as seis principais lesões que atacam os corredores, seus grupos de risco, sintomas, causas e dicas de prevenção.

Tendinite de Tendão de Aquiles:

Tendinite do Tendão de Aquiles

Tendinite do Tendão de Aquiles

Síndrome de Estresse Tibial Medial (Canelite):

Tendinite do Tendão Patelar (Joelho de Saltador):

Tendinite do Tendão Patelar

Tendinite do Tendão Patelar

Síndrome Patelo-Femoral  (dor no joelho):

Síndrome Patelofemoral

Síndrome Patelofemoral

Síndrome da Banda Iliotibial (joelho de corredor):

Sindrome da Banda Iliotibial

Sindrome da Banda Iliotibial

Fasciíte Plantar:

Fasciíte Plantar

Fasciíte Plantar

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Estou Lesionado. E agora? 23/agosto/09

Postado por podcorrer em: Posts do Fortes , 9 comentários

Amigos Corredores,

Devem ter percebido que andei meio sumido do PodCorrer nas últimas semanas. Bom, além dos motivos tradicionais (falta de tempo, muito trabalho, etc.) perdi bastante tempo com a migração do blog para o novo provedor. Mas o principal motivo foi que fiquei bastante desanimado com o fato de ter adquirido uma lesão que me afastou dos treinos e das corridas.

Deixem-me contar com mais detalhes. Depois da decepção inicial, estou convencido de que devo compartilhar com vocês essa fase, pois certamente muitos dos leitores do PodCorrer vão passar por isso e outros tantos já passaram e poderão ajudar.

Na minha última corrida que participei, as 10 Milhas Mizuno São Paulo, realizada em 2 de Agosto acordei tarde para a prova e fiquei bastante na dúvida se desistia ou não de participar. Resolvi ir, mas cheguei muito tarde, quase 10 minutos após o horário da largada. Foi o primeiro erro. Deveria ter desisitido.

Como não havia mais tempo, peguei o chip rapidamente e já comecei a correr. Sem nenhum aquecimento, nem alongamento. Erro número dois! Encarei os 16 Km e fui em frente. O terceiro erro foi ter feito a prova em ritmo rápido. Segui o embalo dos meus últimos resultados e fechei a prova com ritmo forte, para meu padrão. Esse foi o terceiro erro. Dezesseis quilômetros já é uma distância de respeito. Eu tratei como se fosse apenas mais uma prova de 10 Km. E por fim, o último erro: acabei a prova, não alonguei. Mal descansei e já sai da arena.

No dia seguinte estava sentindo algumas dores musculares que pareciam normais nas panturrilhas. Descansei na segunda-feira e voltei aos treinos na terça. Como sempre faço. Mas o treino foi diferente. Senti um aumento na tal dorzinha na panturrilha esquerda, e percebi que não era bem na panturrilha. Era mais embaixo, no terço inferior da perna, próximo ao tendão de aquiles.

No dia seguinte sentia dor até para caminhar e percebi que algo estava bem errado. Pelas minhas pesquisas, estava com uma tendinite do tendão de aquiles. Suspendi imediatamente os treinos, apliquei gelo e adesivos Salompas na região.

Esta semana visitei um traumatologista especializado em medicina esportiva para verificar exatamente o que estava ocorrendo. O meu diagnóstico preliminar estava correto. Era uma tendinite do tendão de Aquiles, também conhecida como tendinite do calcâneo. O médico constatou que meu tendão já está bem recuperado e que fiz muito bem em parar os treinos e aplicar gelo.

Nos dias seguintes, fui gradualmente voltando a treinar, mas somente treinos sem impacto. Por sorte, cerca de um mês atrás, comecei a treinar com uma assessoria esportiva. Sempre falei aqui da importância de um acompanhamento, mas acabei sendo auto-didata nos teinos de corria. Por volta de 15 de julho, após minha participação na etapa de Inverno do Circuito das Estações, procurei o pessoal da BR Esportes (www.bresportes.com) e fui muito bem recebido pelo treinador Alberto Bailoni e pelos seus colegas. Num post futuro vou contar melhor minha experiência com a assessoria, que tem sido muito boa. Mas o importante é que o Alberto foi me aconselhando com os melhores treinos após a lesão. Basicamente, temos focado em práticas que não gerem impacto para meu calcanhar. O objetivo é não perder o condicionamento físico continuando a prática de esportes enquanto o tendão se recupera. Estamos focando os treinos em aulas de spinning, bicicleta ergométrica, transport e caminhadas.

A estratégia deu muito resultado. Parei de sentir dor no último domingo (15/8). Esta semana toda já treinei totalmente sem dor, embora ainda não tenha tentado correr. Segundo a orientação do Dr. Marcelo (traumato) e do Alberto, vou seguir uma rotina de fisioterapia para fortalecimento dos tendões e voltar gradualmente o ritmo de treino de corrida. Ainda não sei exatamente quando volto, mas estou convencido que o melhor é não ter pressa e recuperar bem. Se tem uma coisa que desaprovo é ficar praticando esporte com dor ou prejudicando alguma parte do meu corpo. Pessoalmente, meu principal propósito em praticar esportes é sentir-me bem e saudável. Por isso, não adianta ter pressa.

Em função da lesão e da alteração nos treinos terei que mudar completamente a minha agenda de corridas, inclusive neste domingo havia me inscrito para o Troféu Duque de Caxias, da Corpore mas não poderei participar. Estou replanejando meu calendário de corridas.

Aprendi bastante coisa durante esta lesão. Principalmente que devemos controlar o emocional. Nos primeiros dias fiquei muito chateado e deprimido com a situação. Pensava que nunca mais poderia voltar a correr. Mas é importante dar a volta por cima. Depois pensei: “vou aproveitar essa fase para focar nos treinos que não estava conseguindo fazer por estar priorizando as corridas. Exemplo: musculação mais focada, spinning (que adoro), natação, etc…). Aprendi também que é importante perder peso para não forçar o corpo nas corridas, e que o aumento de velocidade deve ser gradual para evitar esforço excessivo. E o principal: SEMPRE devemos alongar, aquecer/desaquecer antes e depois das corridas.

Ao longo dos próximos post vou contando como esta evoluíndo a lesão e vou dar uma pesquisada sobre os vários tipos de lesões de corredores para compartilhar com vocês.

Até a próxima!

Fortes

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